terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

AMARANTA

Amaranthus tricolor

O amaranto é uma espécie de planta herbácea, oriunda da Ásia, muito usada por diversos povos no planeta como alimento e ornamento.
Descrição : Planta da família das Amaranthaceae, também conhecida como amaranto, bredo.
Parte utilizada: flores, folhas.
Propriedades medicinais: despeitorante, laxante.
Indicações: intestino, preguiça, resfriado, nervo ciático, inchaço causado pelo cansaço, inflamação por picada de cobra, prisão de ventre.
Contraindicações/cuidados: pessoas com distúrbios estomacais.
Amaranta
Modo de usar:
As flores são, ainda, empregadas para curar resfriados, tosse catarral, ciática e inchaços causados pelo cansaço; flores e folhas intestino; preguiça;
Decocção de 35 g de folhas secas em um litro de vinho tinto, adoçado com duas colheres de mel. Deixar esfriar e coar. Conservar em uma garrafa. Tomar uma xícara das de cafezinho pela manhã e outra a noite: brônquios, expectorante eficaz, resfriado, tosse catarral;
Infusão de 10 g de folhas secas em uma xícara de chá de água fervente. Após esfriar, adoçar com mel. Beber antes de deitar: prisão de ventre;
Decocção de 50 g de flores em 100 g de vinho branco, por 30 minutos. Deixar esfriar, filtrar e conservar em vidro bem fechado: compressas ou fricções em inflamações do nervo ciático e em compressas para impedir inflamações por picada de cobras.
Amaranto

AMANSA SENHOR

Erythrina mulungu

Também conhecida como bico-de-papagaio, indicado em casos de Afecções bucais, agitação, asma, bronquite asmática e coqueluche.
Descrição : Planta da família das Fabaceae, também conhecida como amansa-senhor, bico-de-papagaio, canivete, capa-homem, corticeira, eritrina, sapatinho-de-judeu, sinanduva, suinã e mulungu.
Árvore de 10 a 17 m de altura, tronco retilíneo, revestido por casca grossa, com fissuras longitudinais, ramos aculeados, com acúleos triangulares, compressos.
Folhas compostas, trifoliadas, sustentadas por pecíolo de 4 à 10 cm de comprimento; folíolo central quase orbicular, os laterais elíticos-oblongos, glabros, coriáceos, 7 a 10 cm de comprimento por 5 a 8 cm de largura.
Inflorescências numerosas, em cacho, muito atraentes, com flores alaranjadas até avermelhadas, abundantes.
Fruto tipo legume, achatado, com sementes de coloração acastanhada, presas a parede do fruto.
Anualmente, na estação fria, perdem as suas folhas, ficando somente a copa da árvore constituída de flores, e nesse momento, sobressai na mata pela dua beleza.
Origem : Regiões litorâneas do Brasil
Parte utilizada: Casca, flores, frutos, sementes.
Modo de Conservar : As cascas de tronco e dos ramos devem ser secas ao sol, em local ventilado e sem umidade.
Guardar em recipiente de vidro ou louça bem fechado, ao abrigo da luz solar, do calor e da umidade.
Após a secagem podem ser transformadas em pó.
Princípios Ativos: Erisopina, erisodina, eritramina, eritrina, eritrocoraloidina, eritratina, esteróides, glucosídeos, hipaforina.
Propriedades medicinais: Analgésico, antiasmático, antitussígeno, calmante, diurético, expectorante, hepatoprotetor, hipnótico, hipotensivo, narcótico, resolutivo, sedativo, tranquilizante.
Indicações: Afecções bucais, agitação, asma, bronquite asmática, coqueluche, crises nervosas, dor reumática, dores musculares, febres, fígado, histeria, insônia, neurose, palpitação, sistema nervoso, tosses.
Amansa Senhor
Contraindicações/cuidados: Em excesso, pode provocar alucinações.
Efeitos colaterais: Sedativo do sistema nervoso central.
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Modo de usar:
Ansiedade; tensão nervosa; insônia : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sobremesa de pó e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, de 1 a 32 vezes ao dia, ou 1 xícara de chá antes de se deitar.
Banho (calmante e relaxante); dores (reumáticas e musculares); stresses : Coloque 3 colheres de sopa de cascas picadas em 1 litro de água em fervura. Desligue o fogo, coe e adicione à água do banho que deverá estar morna. A duração do banho é de 10 a 15 minutos, de preferência antes de se deitar.
Reumatismo; dores musculares; afecções hepáticas e do baço : Coloque 2 colheres de sopa de cascas picadas em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos. Espere amornar e coe. Aplique nos locais afetados, com um pano, em forma de compressas mornas e deixe agir por 2 horas ou a noite toda.

AMAJOUVA

Aiouea brasiliensis

Possui qualidades medicinais: as raízes são emolientes e empregam-se nas irritações da membrana mucosa e as flores já foram muito usadas no combate à pleurisia pneumonia e tuberculose.
Descrição : Planta da família das Lauraceae, herbácea, de folhas ovais, pubescentes em ambas as faces, e flores brancas ou rosadas.
Parte usada : folhas
Princípios ativos : goma, óleo fino, amido, albumina, asparagina e matéria corante amarela.
Propriedades medicinais:
As raízes são emolientes e empregam-se nas irritações da membrana mucosa e as flores já foram muito usadas no combate à pleurisia pneumonia e tuberculose.
Indicações: Úlceras.
Amajouwa

ALTÉIA

Altthaea Officinalis

A alteia, uma erva tradicional europeia, tem propriedades calmantes, usadas sobretudo para tratar distúrbios digestivos e respiratórios.
Suas folhas e raízes fornecem um chá de propriedades emolientes e calmantes, muito útil em casos de inflamação. Pode-se fazer emplastos com as folhas e raízes para debelar inflamações de pele.
Descrição : Planta da família das Malváceas, que mede de 50 cm à 1 metro e meio de elevação, ligeiramente tomentosa, macia ao tato. Sua raiz é longa e fusiforme, cilíndrica, pivotada, carnuda da grossura de um dedo. A haste é ereta e cilíndrica, de ramos alternos, verde verde avermelhada.
Folhas numerosas, alternas, pecioladas, mais ou menos cordiformes, irregularmente lobadas, serreadas, aveludadas, munidas de duas estipulas membranosas na base, caduca, pubescentes.
Flores esbranquiçadas, purpúreas ou ligeiramente rosadas, quase sésseis, formando uma espécie de panícula nas axilas das folhas superiores.
Cálice gamossépalo, de 5 divisões acumuladas.
Corola de 5 pétalas arredondadas ligeiramente lobadas na parte superior.
Fruto orbicular, assaz deprimido, tomentoso, envolvido pelo cálice, e constituído por diversas cápsulas que se separam quando maduras.
Partes utilizadas : Folhas e raízes.
Origem : Prefere lugares úmidos e margens de riachos do centro-sul da Europa.
Propriedades : Emoliente, calmante, anti-inflamatória, laxante e expectorante.
Indicações :
Suas folhas e raízes fornecem um chá de propriedades emolientes e calmantes, muito útil em casos de inflamação.
Pode-se fazer emplastos com as folhas e raízes para debelar inflamações de pele.
As flores empregam-se nas enfermidades das vias respiratórias.
São boas para curar a tosse especialmente nas crianças e pessoas idosas.
Em forma de loção e fomentação a alteia é um bom remédio para acalmar dores e erupções cutâneas.
Em clisteres, dá bom resultado nas inflamações intestinais e na prisão de ventre.
A raiz se dá a mastigar às crianças, para favorecer a dentição.
Membranas mucosas inflamadas
A raiz da alteia é muito usada para acalmar e proteger membranas mucosas irritadas, por exemplo, na hiperacidez, na síndroma do cólon irritável e na bronquite crônica.
Com uma consistência viscosa, funciona como o muco do próprio corpo, reduzindo o desconforto e a inflamação.
Princípios Ativos : Pectina e princípios amargos.
Mucilagem, 25 a 35 % de polissacarídeos solúveis arabinogalactona, arabana, gluconas; Amido; Pectina; Asparagina (XV), Betaína; Óleos essenciais, especialmente na semente; Açúcares; Matérias resinosas.
Toxicologia : Pode reduzir a absorção de outros medicamentos que se toma ao mesmo tempo.
Por outro lado pode prevenir moléstias gástricas quando se usa medicamento com elevado quantidade de taninos .
Em diabéticos, o médico deverá controlar a glicemia para ajustar, as doses de insulina ou antidiabéticos orais.
Altéia
Modo de usar:
- raiz: abscessos, cálculos, calmante, diarreia, disenterias, emoliente, expectorante, fluxos vaginais, gengivas irritadas das crianças; inflamação externa, inflamação da uretra, inflamações dos intestinos, prisão de ventre, inflamação da mucosa interna da bexiga, sudorífica eficaz;
- folhas, por infusão: enfermidades das vias respiratórias, coqueluche, caxumba, escarlatina, rubéola, afecções da boca, anti-inflamatório intestinal, abscessos;
- infuso ou decocto a 5%: dose máxima diária: 500 ml;
- extrato fluido: dose máxima diária: 20 ml;
- decocção de raízes por 10 minutos, para banho: acalmar irritações;
- decocção de 10 a 20 g de raízes. Três xícaras ao dia;
- decocção de 20 a 30 g de raízes em um litro de água: compressas, loção, colutório e gargarejo;
- decocção de folhas secas em pouca água. Deixar amornar e espalhar as folhas sobre uma gaze e aplicá-la sobre infamações cutâneas;
- decocção de 5 g de raízes cortadas em pedaços, em 150 g de água, até o líquido ficar reduzido a dois terços. Adoçar com mel, coar e beber em duas vazes: laxativo brando.
- infusão de 5 g de folhas secas em uma xícara de água bem quente. Adicionar uma colher de sopa de mel, bebendo em seguida: reumatismo, febres reumáticas;
- infusão de 5 g de folhas e flores secas em uma xícara grande de água fervente. Deixar esfriar e adoçar com mel. Beber 3 xícaras ao dia: dores reumáticas, tosse seca e nervosa;
- de 50 g/l de folhas e flores: compressas, colutórios e gargarejos;
- maceração de 100 g de raízes em um litro de água (fria) por 24 horas. Filtrar e adoçar com açúcar. Tomar uma xícara antes de dormir: conciliar o sono e problemas respiratórios;
- maceração de uma colher de chá de raiz por xícara grande de água fria: inflamações das vias respiratórias superiores, antitússico, expectorante mucilaginoso, doenças gastrintestinais;
- mastigatório: raiz descortiçada (descascada): dentição infantil;
- combinada com Symphytum officinale: problemas digestivos;
- combinada com Glycyrrhiza glabra, Marrubium vulgare ou Lobelia inflata: problemas bronquiais;
- combinada com Ulmus rubra: para uso externo.
- raiz fresca: aplicar sobre abscesso bucais e furúnculos;
- xarope : macerar 125 g raízes em um litro de água por 24 horas. Coar e em um recipiente de vidro adicionar 1,5 k g de açúcar e colocar ferver lentamente. Quando o açúcar tiver dissolvido apagar o fogo. Após esfriar adicionar 30 g de água de flor de laranjeira. Colocar em um vidro tampado por mais 24 horas. Tomar uma xícara à noite, antes de deitar: insônia.
Farmacologia:
Alivia a irritação local, diminui a produção de muco, estimula a fagocitose, funcionando ainda como anti-inflamatório, imuno-estimulante e hipoglicemiante. Foi demonstrada a eficácia do gargarejo nas afecções da boca e garganta.

Alsina

Stellaria media

Essa planta originária da Europa é considerada uma erva daninham, rica em ferro pode ser usada como laxante.
Descrição : Planta da Família das caryophyllaceae, também conhecida como morugem-branca, morugem-verdadeira, esparguta e morugem vulgar (existindo ainda a variante "merugem") e morrião dos passarinhos.
Planta rasteira e comprida, como a videira, apresenta folhas pequenas e ovoides, com pontas afiadas, que nascem aos pares no caule e o nome do gênero Stellaria é derivado de estrela, que recorre à forma da flor.
As suas flores, pequenas, solitárias ou geminadas, formam corimbos que se bifurcam na extremidade dos caules floríferos, possui formato de estrela.
As sementes ficam numa cápsula espinhosa e são levadas pelo vento quando ela amadurece e se abrem.
As pétalas e as sépalas (cinco cada) têm, grosso modo, o mesmo tamanho.
As sépalas têm bordos membranosos e uma forma entre o ovado e o lanceolado.
Comichão na pele :
Mais conhecida por "remédio para a comichão", a morugem-branca também dá alívio em problemas como eczema, urticária e varições irritadas.
Pode aplicar na pele o creme e o sumo acabando de espremer em várias áreas doridas ou com comichão.
A infusão pode ser adicionada ao banho ou arrefecida e usada para lavar varizes.
Alsina
Origem : É considerada uma erva daninha nos campos de cultivo e jardins da Europa, onde é muito comum, durante todo o ano. Acredita-se que é originária do sul da Europa.
Parte utilizada: Folhas, flores.
Princípios Ativos: Ferro.
Propriedades medicinais: Adstringente, antibacteriano, anti-inflamatória, demulcente, emoliente, febrífugo, laxante, nutritivo, refrigerante, tônico respiratório, vulnerário.
Indicações: Para prisão de ventre na forma de infusão, tensão nas costas e bursite na forma de cataplasma.
O alto conteúdo de lecitina natural da Morugem ajuda o corpo a metabolizar gorduras, tanto que há muito tempo a Morugem é usada como um remédio natural para a obesidade.
O suco fresco é aplicado em olhos em casos de infecção como conjuntivite.
O gargarejo ajuda a tratar feridas na boca.
Contra Indicações e cuidados : doses excessivas podem causar diarreia e vômitos e deve ser evitada durante a gravidez e aleitamento.
Alsina
Curiosidade :
Durante o reinado de Elizabeth I, a alsina era um alimento importante para falcões.