quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

AMENDOEIRA

Amygdalus communis

Descrição : Planta da família das Rosaceae, também conhecida como amêndoa doce.
Possui flores brancas ou roxas. As sementes são cobertas de uma película castanho amarelada ou vermelha; sabor doce e sem odor.
Origem : Originária da África e bem adaptada nos Estados do Sul.
Parte utilizada: Amêndoas, óleo das amêndoas.
Indicações: Inflamações da pele, calmante da tosse.
Propriedades medicinais: Antiespasmódica, emoliente, laxante, purgativa.
Contraindicações/cuidados: consultar seu médico, visto serem as amêndoas laxativas.
Modo de usar:
- Decocção de dez amêndoas doces (sem cascas). Mergulhá-las em água fervente por 30 segundos, esmagá-las em um pilão. Colocar em uma xícara de leite e ferver por um minuto. Filtrar e adoçar com mel. Beber em seguida. Repetir a dose duas vezes ao dia: brônquios (catarro, inflamações), pulmões (inflamações), tosse e bexiga (inflamações);
- leite de amêndoas: esmagar em pilão 100 g de amêndoas doces, sem casca, com algumas gotas de água e uma colher de açúcar, até ficar uma pasta homogênea. Colocar num tecido e torcer coletando o líquido. Adicionar um litro e meio de água, 100 g de açúcar, algumas gotas de flor de laranjeira. Tomar duas ou três colheres de sopa durante o dia: brônquios (catarro, inflamações), pulmões (inflamações), tosse e bexiga (inflamações);
Pó para lavagem : 150 g de farinha de amêndoas doces, 100 g de pó de sabão branco, 15 g de borato de sódio, 75 g de alúmen em pó, 60 g de farinha de mostarda, 50 g de tanino. Misturar e amassar bem. Colocar uma pitada de pó em uma bacia com água quente e massageando bastante a pele: curar ou prevenir frieiras;
- 60 g de óleo de amêndoas doces: beber: intestinos (prisão de ventre), laxativo.
Nota: para crianças e idosos ou pessoas delicada, reduzir a dose à metade;
- emulsão ao ovo: uma gema de ovo, 50 g de óleo de amêndoas doces. Bater com um garfo, por cerca de dez minutos. Adicionar, 50 g xarope de alteia (vendido em farmácias) e 10 g de água de flor de laranjeiras. Ingerir em pequenos goles, durante uma hora: rouquidão;
Infuso das amêndoas a 5% dose máxima diária: 50 ml;
Óleo de amêndoa : aplicação sobre o local da inflamação.
- emulsão de óleo de amêndoa, gema de um ovo, açúcar e água: peitoral para infecções pulmonares, tosses antigas. Tomar entre uma colher de chá a uma colher de sopa 3 vezes ao dia.
Amendoa

AMÊNDOA AMARGA

Amygdalus communis

Erva que faz parte de um dos tratamentos alternativos para o câncer, muito conhecida pela seu fruto amargo que é na verdade uma semente.
Descrição : Planta da família das Rosaceae, também conhecida como Amendoeira, Amêndoa-de-coco, Amêndoa-durázio, Amêndoa-molar.
Árvore frutífera com flores cor-de-rosa e frutos alongados, de cor verde acinzentado, dos quais se consome a semente (amêndoa).
Apesar de o termo amêndoa se referir ao fruto da amendoeira , usualmente ele também é referido a sua semente, ou mesmo às sementes de outras variedades de amendoeiras. De tais sementes, são extraídos óleos e essências possuidores de propriedades medicinais e muito utilizados na indústria de cosméticos e na produção do licor amaretto.
Origem : África e da Mesopotâmia, a amendoeira foi trazida ao Brasil pelos europeus.
Parte utilizada : Óleo das sementes.
Propriedades medicinais: Antiespasmódica, antifebril, anti-inflamatório digestivo e urinário, antitussígeno, laxante leve, peitoral.
Indicações: doenças do estômago e do aparelho urinário, tosse, bronquites, hemoptises, cálculos, catarros vesicais, gonorreias, litíase; Afecções do estômago.
O derivado da amêndoa laetrila amigdalina tem sido usado com um tratamento alternativo para o câncer, porém não existe nenhuma evidencia clínica que apoie este uso. Sendo que a laetrila amigdalina foi banida para o tratamento de câncer pelo FDA nos Estados Unidos e na Europa.
Um mistura com óleo de amêndoa é usado no tratamento de prolapso retal infantil.
O óleo de amêndoa também age como base para outros óleos essenciais em massagens terapêuticas.
Contraindicações/cuidados: Muito tóxica , a dose letal para adulto é de 20 amêndoas e para crianças é de 10 amêndoas; Muito cuidado ou até mesmo evitar preparações com a amêndoa amarga, pois podem sofre mudanças químicas rapidamente, dando origem a ácido cianídrico, logo não é seguro a preparação caseira com amêndoas amargas (assim como com amêndoas de pêssego, cereja), principalmente se na mistura entrar água e não for usado imediatamente; A amigdalina em contato com saliva, por meio de emulsão de enzima, se torna ácido cianídrico, um veneno forte.
Sintomas da intoxicação: sufocação, respiração difícil, vômitos, vertigem, aceleração cardíaca, desarranjo respiratório e morte.
Efeitos colaterais: Reações adversas, similares àquelas de envenenamento por cianureto, foram relatadas.
Modo de usar:
- leite de amêndoas: remover a pele externa da fruta e diluir em um litro de leite 30 gr. de amêndoas trituradas com 20 gr. de açúcar. Coar e beber 2 xícaras por dia;
- 6 ml de azeite de amêndoas, trituradas sem pele, 2 vezes ao dia: febre, tosse, despeitorante.
Posologia: Não se aconselha o uso de preparações caseiras (assim como de outras sementes de Rosaceae como pêssego, cereja, damasco).
As preparações com amêndoas amargas sofrem alterações químicas rapidamente, especialmente em contato com a água. A amigdalina se transforma em ácido cianídrico em contato com as enzimas da saliva.
Amendoa Amarga

AMEIXA DO JAPÃO

Eriobotrya japonica

Essa pequena árvore originária do oriente produz um fruto muito popular com propriedades laxantes e ao mesmo tempo estimulante do apetite.
Descrição : Também conhecida como ameixa da china, nêspera e nespa.
Árvore de peque no porte, de folhas grandes, flores pálidas perfumadas.
Atinge cerca de 8m de altura e possui tronco avermelhado, folhas simples e alternas, flores branco amareladas dispostas em inflorescência terminal e frutos amarelos, piriformes e comestíveis (PIO CORRÊA, 1984).
O fruto é amarelo.
Origem : China, é muito cultivada no Brasil, principalmente em São Paulo.
Indicações: O fruto, de sabor agradável, é estimulante de apetite e laxante.
Modo de usar: 15 gramas em um copo de água fervente.
Propriedades : hipoglicemiante, antioxidantes, hipoglicemiantes, antidiarreico, estomáquico
Constituintes químicos : carotenoides, glicosídeos sesquiterpenoides, triterpenoides, saponinas e flavonoides.
Ameixa do Japão
Bibliografia :
BARROSO, G. M. Sistemática de angiospermas do Brasil. Viçosa: Universitária, 1991. v. 2.
JOLY, A. B. Botânica: introdução à taxonomia vegetal. 12.ed. São Paulo: Nacional, 1998.
PIO CORRÊA, M. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas. Rio de Janeiro, Nacional,
1984. v. 1.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Ambrosia

Ambrosia tenuifolia

Também conhecida como absinto-selvagem que também recebe outros nomes dependendo do local onde floresce, considerada uma planta invasora.
Descrição : Planta da família das Asteraceae, também conhecida como ambrosia-americana, artemija, artemisia, carprineira, cravo-da-roça, cravorana, losna-selvagem, slim-leaf burr-ragweed e erva-de-santa-maria.
Erva perene de um verde-escuro e tem odor forte e aromático.
Origem : México.
Parte utilizada: Folhas.
Propriedades medicinais: Antiespasmódica, digestiva, tônica, estomáquica, febrífuga, calmante dos nervos, anti-helmíntica (as sementes), antileucorreica e hemostática.
É sucedânea da quinina.
Indicações: Hemoptises, hemorragia nasal, erupções na pele, urticária, náuseas, indigestão, cãibras dos intestinos, infecções nos dedos, doença de São Guido e afecções hepáticas.
A semente é bom vermífugo.
Contraindicações/cuidados: O pólen na floração pode ser alergênico para algumas pessoas causando a febre do feno.
Modo de usar: infusão de 15 gramas em 1 litro de água. Duas a quatro xícaras de chá por dia. Emprega-se a infusão de 20 a 30g por litro de água.
Ambrosia

AMBAÚ

Cecropia glaziovi

O ambaú é uma árvore do gênero dos cecropias, muito importante ao meio ambiente principalmente na recuperação de florestas.
Descrição : Planta da família das Moraceae, também conhecida como embaúva vermelha, ambaí, ambaíba, ambaitinga, ambati, ambaú, árvore da preguiça, baibeira, caixeta, figueira de surinam, ibaíba, ibaituga, imbaíba, imbaúba, imbaubão, pau de lixa, pau formiga, torém, umbauba, umbaúba.
É uma árvore perene que atinge até 16 metros de altura, com 5 metros de diâmetro, com tronco esbranquiçado e ereto, e folhas lobadas presentes apenas no ápice.
Parte utilizada: Folhas, raiz, frutos e brotos (uso interno) e látex (uso externo).
Plantio : Propaga-se por sementes, floresce no verão, inverno e primavera, prefere clima tropical de altitude, tropical, tropical úmido.
Origem: Paraná, Bahia, Região Sudeste.
Princípios Ativos: alcaloides, flavonoides, glicosídeos (orientina), proantocianidinas (mono, oligo e poli catequinas), taninos .
Propriedades medicinais: Adstringente, antidiabética, anti-hipertensiva, anti-hidrópica, antileucorréica, antiblenorrágica, antiasmática, antigripal, béquica nervosa, cardiotônica, cáustico (látex), diurético (provoca três vezes mais urina que o normal), estimulante do músculo cardíaco, expectorante, hepática, hipotensora, reguladora do ritmo cardíaco, tônica, vulnerária.
Indicações: Anúria, bronquite, chagas crônicas, cólicas hepáticas, coqueluche, diarreia, hipertensão, mal de Parkinson, oligúria, tosse, úlceras gangrenosas e cancerosas (topicamente), verrugas.
Modo de usar :
Suco:   extrair o suco da raiz e diluir 1 colher das de sopa em 1 xícara de água. Tomar um gole de hora em hora: úlceras cancerosas, hipertensão; 1 folha nova, fresca, em 2 xícaras de água. Bater em liquidificador. Tomar 3 vezes ao dia: distúrbios respiratórios e mal de Parkinson;
Decocção :  . 20 g de raiz para 1 litro de água. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia;   2 folhas em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia; hipotensora, diurética;
Infusão de 1 colher de sopa de folhas em 1 litro de água fervente. Abafe por 5 minutos.;
Uso local: pingar 5 gotas do látex em feridas, verrugas e úlceras gangrenosas; xaropes: tosses e gripes.
Revista Brasileira de Sementes - Efeito da temperatura e a participação do fitocromo no controle da germinação de sementes de embaúba.
Secagem de infrutescências de Cecropia glaziovi S. III: importância de espécies pioneiras na preservação de ecossistemas Scarpelini, Larissa M. 1, Sartori, Dermeval J. M. 1, Arrieche, Leonardo S. 1 Departamente de Engenharia Química, Universidade Federal de São Carlos.
Ambau