quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

AMORA MIÚRA

Morus Alba

É planta com flor pertencente, conhecida popularmente por amoreiras, muito utilizada no combate a osteoporose e como tônico muscular nas práticas desportivas.
Descrição : Planta da família das Moracea, é uma árvore de 5 a 20m de altura, tronco verrugoso, muito ramificado, folhas grandes, cordiformes, bastante grossas, de pecíolos curtos, dentes largos e irregulares, ásperas e com estipulas longas, membranosas e felpudas.
Flores de amareladas que geram uma infrutescência grande ovada e branca que ao amadurecer se torna rosada.
Partes utilizadas : Raiz, casca, folhas e frutos.
Habitat: Originária da China, onde é cultivada como alimento para o Bicho-da-seda, é planta de grande rusticidade e está aclimatada no Brasil.
História: Trazida por colonizadores europeus e asiáticos, não se sabe se não houve boa adaptação ou se a planta é menos comum no país por outros motivos.
É relatada como tendo os mesmos princípios ativos da Amora comum.
Princípios ativos: Açúcares;
flavonoides: rutina; taninos ; Mucilagens; Pectina; Peptona;
Ácidos orgânicos: ácido málico, ácido cítrico; Vitamina C; Sais minerais; Óleos essenciais; Gomas
Sacarose, pectinas e a rutina, mas não há informações que comprovem seus resultados.
Propriedades medicinais: Antitussígena, aperiente, diurética, laxativa, antipruriginosa, anti-hipertensiva.
Indicações: Afecções da boca, dentes, garganta e pulmão: como anti-inflamatória das mucosas do sistema respiratório, peitoral, antitussígena; Afecções da pele: dermatoses, eczemas; erupções: como antipruriginoso; Prisão de ventre como laxante; Refrescante; Diurético.
Uso pediátrico: Afecções da boca, aftas, dentes, garganta e pulmão: como anti-inflamatória das mucosas do sistema respiratório, peitoral, antitussígena. Afecções da pele: dermatoses, eczemas, erupções: como antipruriginoso.
Contraindicações/cuidados: Em diarreia crônica.
Efeitos colaterais: Aumento do número de evacuações ou diarreia pastosa em intestinos com tendência à diarreia.
Posologia:
Adultos: 10 a 20ml   de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água 2g de erva seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de folhas em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs. Xarope tradicional: 2 xícaras de frutas frescas esmagadas maceradas em banho-maria no dobro do peso de açúcar mascavo. Após o esfriamento coar para vidro escuro que deve permanecer ao abrigo da luz e do calor por até 6 meses. Tomar 1 colher de sopa de 6 em 6 horas, como expectorante ou 1 colher de chá diluída em água morna como colutório.
Crianças acima de 6 anos tomam metade da dose. Tintura da raiz e das cascas como laxante ou como aperiente. Cataplasma das folhas para afecções cutâneas. infuso de folhas frescas para hipertensão arterial
Amora Silvestri

AMOR PERFEITO BRAVO

Viola tricolor L.

É uma flor bienal selvagem, de origem eurasiática, cresce nos prados e nas fazendas abandonadas, é uma planta medicinal que age como anti-inflamatório e purificante.
Descrição : Planta da família das Violaceae, também conhecida como amor-perfeito, amor-perfeito-bravo, erva-da-trindade, flor-da-trindade, viola, violeta-de-três-cores.
Talvez mais apreciado pelas suas belas flores do que como remédio, o amor-perfeito-bravo é bom para problemas de pele e respiratórios.
Parte utilizada: Folhas, flores.
Princípios Ativos: Ácido ascórbico, ácido t-caféico, ácido cumárico, ácido gentísico, ácido heptanóico, ácido hidrociânico, ácido salicílico, arabinose, carotenóides, cumarinas, escoparina, galactose, glucose, orientina, rhamnose, rutina, saponaretina, saponarina, saponina, taninos , a-tocoferol, umbeliferona, vicenina, violantina, violaxantina, violutosídeo, yohimbina.
Propriedades medicinais: Adstringente suave, anti-seborréica, anti-inflamatória, bactericida, béquica, calmante, colagoga, depurativa, diurética, emoliente, laxante, sudorífera, tônica.
Indicações: Abscessos, acnes, conjuntivites, dermatites, eczemas, erupções na pele dos bebês, faringites, irritações nos olhos, impetigo, inflamações da garganta, reumatismo, rugas na região dos olhos, sarampo, seborreia do couro cabeludo, seborreia na pele, secreções pulmonares, tosse.
amor-perfeito-bravo
Contraindicações/cuidados: Seu uso como diurético no caso de hipertensão, cardiopatia ou insuficiência renal moderada ou grave, só com controle médico.
Há risco de perda incontrolada de líquidos, possibilidade de produzir descompensação tensional ou eliminação excessiva de potássio, com potencialização dos efeitos de cardiotônicos.
Modo de usar:
- Folhas secas, pulverizadas ou misturadas com melaté: feridas;
- Infusão de uma colher de flores e folhas secas numa xícara de água quente, deixar por 3 minutos: afecções do sangue, debilidade nervosa, cansaço, doenças cardíacas nervosas, icterícia. Beber 3 xícaras diárias, durante uma ou 2 semanas; Pode-se fazer compressas desta infusão em infecções cutâneas e gargarejo para feridas na boca ou garganta, bem como lavar os olhos;
- Infusão: macerar, em um quarto de litro de água fria, 8 g de flores e folhas secas de amor-perfeito, por uma noite. Pela manhã, adicionar, 100 g de leite açucarado e ferver. Filtrar o líquido, ingerindo-o em jejum. Continuar este tratamento por três semanas;
- compressas com flores e folhas secas e esmagadas, misturadas com leite frio: feridas, chagas, úlceras.
Farmacologia
Problemas de pele e respiratórios : Pode conjugar-se com plantas como a urtiga (Urtica dioica) e o trevo-dos-prados (Trifoliumpratensè) para distúrbios de pele e favorecer a desintoxicação. Útil para eczema e outros problemas com comichão, sobretudo nas crianças, toma-se em tintura ou infusão; esta pode aplicar-se nas zonas com comichão.
Para tosse peitoral e bronquite, combina bem com o tomilho (Thymus vulgaris).
amor-perfeito-bravo

AMIEIRO

Alnus glutinosa

O amieiro é uma árvore de origem Européia que possui diversas propriedades medicinais, inclussive no tratamento da doença de Chagas.
Descrição : Planta da família das Betulaceae, também conhecida como Alnus alnus (L.) Britt., Alnus rotundifolia, Alnus vulgaris Hill, Betula alnus ,amieiro erle , aliso, alno e humero, aune , alder-tree, black alder, common alder, english alder, european alder e owler , alno .
Parte utilizada: Casca do tronco e dos ramos, folhas, raiz.
Princípios Ativos: Ácido ascórbico, alicina, alina, cálcio, ferro, fósforo, magnésio, niacina, óleos essenciais, potássio, tianina (vitamina B1), vitaminas A, C. s
Propriedades medicinais: Adstringente (antidiarréico, hemostático local), analgésico local, antipirético, catártica, colerético, descongestionante, emética, febrífuga, hemostática, mucilaginosa, tônico amargo.
Indicações: Chagas, contrações musculares, diarreia, disfunção hepatobiliar, estomatite, febre, ferida, garganta (faringite, tonsilite), hemorroida, leucorreia, inflamações osteoarticulares, mialgias, parodontopatia, úlceras cutâneas, vulvovaginite.
Contraindicações/cuidados: Obstrução das vias biliares, gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome de intestino irritável, colite ulcerosa, hepatopatia, epilepsia, doença de Parkinson e outras doenças neurológicas, tratamentos com alcaloides ou sais de ferro (que são neutralizados pelos taninos ).
Levar em conta também o teor alcoólico da fórmula (extrato, tintura) no caso de grávidas, lactantes e crianças menores de 2 anos. Os taninos podem causar irritação da mucosa gástrica.
Modo de usar: Como emético usar a casca fresca, pois ela provoca vômito. Para todos os outros fins usar a casca seca.
Uso externo: estomatite, parodontopatia, faringite, vulvovaginite, feridas, ulcerações cutâneas, inflamações osteoarticulares, mialgias, contrações musculares;
- casca pulverizada e folhas: tônica;
- decocção da raiz: gargarejo para inflamações na boca, garganta dolorida, faringite;
- decocção da casca em vinagre para lavagem externa: piolho, problemas de pele (sarna, crostas), reumatismo, inflamações, queimaduras, pés doloridos, hidropisia, cobreiro, impetigo, prurite; Cataplasma para inchações de todos os tipos que incluem glândulas aumentadas, escrófula, limpar dentes, firmar gengivas;
- decocção de uma colher de sopa de casca ou folhas em 200 ml de água.
Para uso interno, beber até 400 ml por dia, dividido em várias doses pequenas;
- decocção para uso interno: 20 g de casca e folhas por litro de água, ferver 5 minutos e tomar 100 ml 2 a 3 vezes por dia;
- decocção para uso externo: 20 g de casca por litro de água, ferver 5 minutos e aplicar em forma de compressas, lavagens, colutórios, gargarejos;
- decocção de 30 g de casca em um litro de água. Ferver por 10 minutos. Para lavagem de hemorroidas, feridas, chagas e úlceras. Depois de morno, filtrar e realizar lavagens frequentes, a fim de eliminar as inflamações e as dores consequentes;
- decocção para gargarejos de 20 g de casca em meio litro de água. Deixar amornar, coá-lo e adoçá-lo com mel, utilizando-o para fazer gargarejos: garganta (faringite, tosse);
- infusão de uma colher de sopa de folhas esmagadas para 250 ml água fervente. Deixe esfriar 1/2 hora;
- infusão para irrigações de 50 g de casca de amieiro a um litro de água fervente, deixando até ficar morno. Filtrá-lo e empregá-lo para fazer irrigação vaginal. Repetir a operação duas vezes ao dia: leucorreia;
tintura: a dose é de 1/2 a 1 colher de sopa ao dia; - pó: dose é de 0,5 a 0,7 g ao dia;
- as folhas podem ser usadas escaldadas, aplicando-as sobre as articulações afetadas: analgésico local; - os ramos com folhas podem ser usados como mosquicida.
Amieiro

AMIEIRO NEGRO

Frangula alnus

É uma planta medicinal indicado no tratamento de dartro, obesidade, obstipação essa erva pouco estuda vem se mostrando uma alternativa a medicina alternativa.
Descrição : Pertencente a famílias das Rhamnaceae, o amieiro-negro agrupa-se em formações pouco densas nas matas úmidas e próximo de pegos ou pântanos.
Deve-se à fragilidade dos ramos o nome do gênero, do latim frangere, partir.
Esta planta apresenta semelhanças com o escambroeiro e o álamo. É, todavia, um arbusto fácil de reconhecer pelas suas folhas ovaladas, marcadas na página inferior por 8 a 12 pares de nervuras salientes e paralelas, e pelos seus frutos vermelhos, do tamanho de ervilhas, que na maturação se tornam negros.
História : Ignorado ou menosprezado na Antiguidade, o amieiro-negro é citado pela primeira vez num texto de Pietro Crescenzi, agrônomo dos inícios do século XIV.
Dois séculos mais tarde, Mattioli codifica o seu uso com a indicação especial de não utilizar a droga fresca.
Partes Utilizadas : A parte utilizada é a segunda casca interior, seca, reduzida a pó e tamisada.
Se os modos de utilização e a posologia forem cumpridos, a sua ação laxativa é constante e inofensiva.
Não comer a drupa; só utilizar a casca após um ano de secagem.
Princípios ativos : tanino, heterósidos, antracénicos, mucilagem, Goma.
Propriedades: Cicatrizante, colagogo, laxativo, purgante.
Indicações: Dartro, obesidade, obstipação, vesícula biliar.
Amieiro Negro

AMEIXEIRA DA BAIA

Ximenia americana

É um arbusto espinhoso cosmopolita tropical com ocorrência silvestre, seu extrato hidroalcoólico é útil no processo cicatricial de feridas cutâneas.
Descrição : Planta da família das Oleaceae, também conhecida como ambuy, ameixa-da-baia, ameixa-da-terra, ameixa-de-espinho, ameixa-do-brasil, ameixa-do-Pará, espinheiro-de-ameixa, limão-bravo-do-brejo, sândalo-do-brasil, umbu-bravo.
Em Angola é ainda conhecida pelos nomes de ganzi, lumeque (ou lumeke), mepeque (ou mepeke), muinje, munjaque, omupeque (ou omupeke) e umpeque (ou umpeke).
Pode atingir 4 metros de altura, e suas folhas estão armadas de espinhos axilares.
As flores são amareladas, com um cheiro distinto, o que as torna úteis em perfumaria.
Os frutos (drupas) são ameixas amarelo alaranjadas e comestíveis.
A semente pode ser utilizada em cosmética, já que se pode extrair óleo dela.
Origem : Nativo de regiões tropicais, como o Brasil (aparecendo de forma espontânea do Pará à Bahia, em Minas Gerais e Mato Grosso.
Propriedades medicinais: Aromática, adstringente, hemorroidal, diurética, depurativa, hipocondríaca.
Indicações: Lavagem de feridas, menorragia, perturbação gástrica, fogo selvagem.
Amexeira da Bahia