domingo, 12 de novembro de 2017

CEBOLINHA FRANCESA

Allium schoenoprasum

Descrição : Planta da família das Liliaceae, também conhecida como cebolinha.
Parte utilizada: Bulbo, flores, folhas.
Princípios Ativos: Ácido ascórbico, alicina, alina, cálcio, ferro, fósforo, magnésio, niacina, óleos essenciais, potássio, tianina (vitamina B1), vitaminas A, C.
Propriedades medicinais: Anti-helmíntica, aperiente, digestiva, diurética, hipotensora.
Indicações: Desintoxicação de fumantes, doenças das vias respiratórias, gripe, hipertensão, mau funcionamento dos rins, problema digestivo.
Contraindicações/cuidados: Pressão baixa.
Modo de usar:
Parte verde (folhas) como tempero comum: saladas, tortas diversas, queijo fundido, manteiga aromática, batatas assadas, pratos e molhos feitos de ovos.
Parte branca, cortada em rodelas bem finas, faz parte das "fines herbes" francesas.
Cebolinha Francesa

A CEBOLA COMO PLANTA MEDICINAL

Allium cepa

Descrição : Da família das Liliáceas. Planta bulbosa que possui folhas estreitas, carnosas e verdes, bienal, provido de um bulbo tunocado, globoso, extremamente aromático e com raízes. As túnicas ou escamas membranáceas internas são carnosas e suculentas, de cor esbranquiçada ou avermelhada e as externas são finas, de cor de ouro ou vinho, de acordo com a espécie. As folhas são fistulosas e nascem dentro do bulbo. As flores aparecem no ápice do escapo floral e têm o formato de um guarda-chuva. O fruto é uma cápsula triangular contendo sementes angulosas, compridas e de cor escura.
O plantio é feito por sementeira, de preferência, no mês de março e, após a germinação. Os vegetais mais vigorosos devem ser transplantados para um lugar definitivo. Cresce e se reproduz bem em terrenos arenosos, ricos em matéria orgânica e de média a fraca acidez. São cultivadas das mais diferentes formas, como: roxa-do-barreiro, amarela-das-canárias, amarela-das-bermudas e baia-periforme. Todas as espécies possuem odor forte e picante, com sabor acre e adocicado. Os bulbos devem ser colhidos antes do aparecimento do espaço floral.
Parte utilizada : Bulbo.
Origem : Provavelmente da Ásia, tendo sido trazida para o Brasil pelos colonizadores.
Habitat: Foi domesticada na Ásia central
História: O uso da cebola parece ter começado há 5000 anos no Egito, como observado em monumentos antigos. Textos clássicos, gregos e romanos também mencionam o uso da cebola. Durante a Idade Média, as cebolas eram consumidas por toda a Europa. Mais tarde, acreditava-se que as cebolas protegiam contra os maus espíritos e a praga (peste bubônica), provavelmente por causa de seu forte odor. A tintura da pele da cebola tem sido usada no Oriente Médio e na Europa para colorir cascas de ovos e tingir tecidos por muitos anos. Acredita-se que Cristóvão Colombo trouxe a cebola para as Américas. A cebola também foi usada por curandeiros populares para impedir a infecção. A combinação de cebolas e alho cozidas no leite e um remédio popular europeu usado para eliminar a congestão. As cebolas também são usadas na medicina homeopática
Modo de Conservar : As escamas carnosas internas e as secas externas, devem ser consumidas frescas, podendo ser guardadas em geladeira.
Propriedades : É diurética, antisséptica, antibiótica, bactericida, hipoglicemiante, vermífuga. Auxilia no tratamento da úlcera péptica.
Indicações : Age contra a paralisia e reumatismo. Para uso externo combate piodermites, hemorróidas, picadas de abelha, dores de origem reumática e calvície.
Modo de usar:
Comida crua, em saladas, frita, assada, na composição de inúmeros pratos simples ou sofisticados, como tempero ou mesmo como ingrediente principal. - uso externo: piodermites, furúnculos, hemorróidas, picadas de abelha e de cobra (agindo como desinflamante e antídoto), dores de origem reumática e calvície;
Comida crua ou em forma de suco: tosse, bronquite, catarro, dor de garganta, melhora a voz, rouquidão, prisão de ventre, indigestão, coração;
Maceração no vinho: calos, diurético
Tintura: diurético - unguento: hemorróidas, frieiras; - bulbo: hemorragia nasal, picada de abelhas;
Sumo: bactericida, desinfetante, picadas de insetos, calvice; emplasto do sumo com vinagre faz cair verruga (quando aplicada no local). Aspirado pelo nariz, detém algumas crises histéricas. Aplicado sobre a pele favorece o crescimento dos pelos, afugenta mosquitos;
Assada com açúcar: inflamação e tosse; - cebola com mel são bons nas bronquites, asmas e tosses.
Infusão: dificuldade de urinar, doenças cardíacas, efeito antibiótico, vermífugo, gases, catarro, cólicas, dores nos pés e ouvidos, resfriado, tosse.
Infusão de 30 g de cebola em 1 litro de água fervente. Tomar 1 xícara de chá antes das refeições.
Infusão de 90 g de cebola em um litro de água: uso externo em compressas locais;
Decocção: doenças cardíacas, antibiótico, asma, aumenta a pressão sanguínea, bronquite, coriza, diabetes, diurético, enfermidades infecciosas, nevralgia facial, estimula a pressão sanguínea, enfermidades infecciosas, vermífugo, infecções intestinais, prisão de ventre;
Decocção de 50 g de cebola em um litro de água. Tomar um xícara média, três vezes ao dia;
Decocção em quantidade igual de cebola/água, durante uma hora. Após esfriar, adicionar 1/5 de mel. Mexer até obter boa consistência. infecções do aparelho respiratório (gripe, bronquite, faringite, etc) e do aparelho digestivo (putrefações intestinais, diarreia, etc.). Tomar 3 xícaras médias ao dia;
Maceração de 50 g de cebola em um litro de água: diurético, reumatismo, edemas. Tomar 3 xícaras médias ao dia;
Maceração de 300 g de cebola em um litro de água, por 12 horas: antiarteriosclerótica, anti-hipertensiva, angina (e outros males relacionados à circulação como hemorroida. Tomar três vezes ao dia;
Notas: Para estômagos delicados, pode-se deixar a cebola em maceração com azeite de oliva durante a noite, o que faz perder sua acidez. O mesmo ocorre se a deixarmos dentro água com um pouco de suco de limão durante alguns minutos. Estes procedimentos conservam as propriedades medicinais da cebola; . como antitussígeno infantil, popularmente se coloca uma cebola fatiada sobre uma mesa no quarto à noite, mantendo a porta fechada.
Cebola
Princípios Ativos : Vitaminas A, B1, B2, B5, C, sais minerais (potássio, fósforo, cálcio, sódio, silício, magnésio, ferro) e glicoquinina, flavonoides.
Efeitos Colaterais : Quando cortadas, determinados compostos sulfúricos (por exemplo, propanetial-S-6xido) escapam da cebola na forma de vapor e em uma reação fraca com a água presente no olho, o composto e hidrolisado tornando-se ácido sulfúrico, o que causa a irritação ocular e a lacrimejação familiar da cebola. Inchado da córnea por exposição a cebola já foi relatado. Molhar as mãos, respirar pela boca e cortar a cebola sob água corrente minimizam a irritação do olho, pois a parte do gás produzido irá reagir com a água na mão, na boca ou a água corrente. O uso de uma faca afiada também mínimas o esmagamento do tecido da cebola e consequentemente a liberação dos compostos voláteis. A ingestão da cebola parece relativamente segura, porque a autoridade fitoterápica German Commission E não lista nenhuma contraindicação, efeito coleta-a, ou interação com a planta. A cebola pode ser usada frequentemente em baixas doses sem nenhum efeito coleta-a, como observado em experimentos em ratos, e contato frequente com a cebola raramente causa reações alérgicas. As sementes da cebola foram relatadas como alergenos ocupacionais.
Superdosagem : Consumo exagerado de cebola pode afetar o estômago.
Contraindicações: Nenhuma contraindicação foi identificada. A cebola é reconhecida com segurança para o consumo humano e é classificada pelo FDA como 'GRAS' (generally recognized as safe).
Posologia: A Comissão E (German Commission E monographs) descreve a dose diária media para o tratamento da dispepsia como 50 g de cebola fresca, ou o suco de 50 g de cebola fresca, ou 20 g de cebola seca. Uma quantidade máxima de 35 mg/dia de difenilamina e recomendado se as preparações da cebola serão ou são usadas por vários meses.

CEBOLA DO MAR

Scilla maritima

Descrição : Também conhecida como scila. Este gênero consiste de cerca de 100 espécie de bulbosas pereniais, encontradas ao longo da região mediterrânea e Portugal; Scilla maritima é nativa nas areias litorâneas e secas e no solo rochoso. Scilas são amplamente cultivadas para uso comercial, mas elas também são cultivadas como plantas ornamentais de jardins, pela sua impressionante espiga floral em relação aquelas dos lírios "rabo de raposa" (da espécie Eremus). Embora cresçam facilmente nos lugares secos durante o verão, elas produzem poucas flores nas regiões do norte.
Parte utilizada: Bulbos.
Propriedades medicinais: Diurética, expectorante, estimulante do coração, tônica capilar. Em doses maiores é emético.
Indicações: Bronquite, bronquite asmática, caspa, edema, seborreia, tosse seca, aumentar a secreção bronquial e a sudorese.
Contraindicações/cuidados: É venenosa. Somente usar sob prescrição médica.
Modo de usar: Infusões, extratos líquidos, vinagre de scila, e tinturas. Os extratos são usados para produzir balas contra tosse seca e em tônicos capilares. O extrato da espécie vermelha também é usado em venenos contra ratos, que é veneno para rato, para o homem é cardiotônico.
Cebola do Mar

CÁXETA

Cecropia peltata

Descrição : Planta da família das Cecropiaceae (Moraceae), também conhecida como ambaí, ambaú, ambaitinga, amabitinga, ambaíba, ambaúba, árvore-da-preguiça, caxeta, imbaúba, imbaíba, pau-de-lixa, torém, umbaúba.
Parte utilizada: Brotos, casca, folha, frutos, raízes. (folhas jovens concentram o maior poder curativo).
Plantio :
Multiplicação: por sementes;
Cultivo: adapta-se a qualquer clima, preferindo locais úmidos e solos férteis e com relativa umidade. O espaçamento usado é de 6m X 6m, podendo ser usada intercalada a outras árvores;
Colheita: folhas e raízes, o ano todo. Seu fruto também é comestível.
Princípios Ativos: alcaloides, cumarinas, flavanóides, glicosídeos, resina, taninos .
Propriedades medicinais: Adstringente, analgésica, antidiabética, antisséptica, antitussígena, béquica, cardiotônica, cicatrizante, descongestionante, diurética, expectorante, hipotensora, mal de Parkinson, refrigerante, sedativa, vulnerária.
Indicações: Afecções da pele, afecção das vias respiratórias (asma, bronquite, tosse, coqueluche), alergia, bronquite crônica, debilidade cardiomuscular, diabete, ferida crônica, mal de Parkinson, normalizar a pressão arterial,úlcera, verrugas.
Caxeta
Efeitos colaterais: Não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso.
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Modo de usar:
Decocção de 30 g de folhas em um litro de água;
Suco de folhas frescas; diluir 1 colher de sopa desse suco em 1 xícara com água, beber 1 gole de hora em hora, espaçando-se mais aos primeiros sinais de melhora; - uma folha fresca e 2 xícaras de água. Colocar e bater no liquidificador. Tomar várias vezes ao dia;
Raízes: utiliza-se a decocção ou o suco das raízes para as mesmas finalidades e nas mesmas proporções que a decocção ou o suco das folhas;
Látex: feridas crônicas, úlceras, verrugas.

CAVALINHA PARA EMAGRECER

Equisetum arvense, Equisetum xylochaeton

Descrição : Da família das Equisetaceae, A cavalinha ou rabo-de-cavalo, rabo-de-raposa, rabo-de-cabra, rabo-de-rato, é uma planta da família das Equissetáceas, pertencente ao grande grupo das Criptógamas vasculares.
É uma erva sem flores, mas possui hastes, raízes e folhas. Muito comum nos terrenos úmidos e saibrosos.
Entre as plantas nativas é uma das mais ricas em sílica, da qual as suas cinzas contêm até 90%. Contém igualmente sais de potássio.
Segundo todos os autores a planta possui ação tríplice em fitoterapia: diurética, hemostática e remineralizante. Recomenda-se também nos casos de incontinência urinária. Aconselha-se, neste caso, fazer uma decocção em partes iguais de rabo-de-cavalo e de hiperição (milfurada). Toda a planta contém propriedades ativas. Usa-se contra a transpiração dos pés, sob a forma de tintura, em banhos preparados com essa planta.
Para estancar as hemorragias utiliza-se o vinho de cavalinha, que se obtém com a maceração prolongada de 15 ou 20g da planta em um litro de vinho branco, que se toma pela manhã, em jejum, na dose de copo comum. Para uso externo o mesmo vinho serve como boa loção, e alguns autores falam do pó da planta, para vários usos, o qual se obtém secando ao forno as plantas recolhidas no início da primavera, reduzindo-a em seguida a pó, que se deve conservar em lugar seco, numa vasilha hermeticamente fechada.
Este pó, na medida de 30 a 50g por quilograma de líquido, fervido em água, produz uma decocção, depois de meia hora de fervura, a qual, ao ser ministrada de duas em duas horas, na dose de 60 a 90g de cada vez, produz efeitos benéficos contra as diarreia, os escarros de sangue. Produz resultados também como diurético e emenagogo, se tomada em xícaras grandes pela manhã e à noite.
Partes Utilizadas - Astes e folhas.
Origem : América do Sul.
Plantio :
Multiplicação: por estacas dos rizomas ou por esporos bissexuados;
Cultivo: é cosmopolita. Prefere solos úmidos e pantanosos, ricos em matéria orgânica. Planta-se o ano todo em espaçamento de 30cm entre plantas e 50cm entre fileiras. Pode ser plantada em terrenos livres ou em canteiros. É exigente em irrigação;
Colheita: colhem-se os caules estéreis.
Propriedades : É diurética e hemostática.
Indicações : É usada com frequência nos períodos de desintoxicação. Combate as rugas e estrias da pele, unhas frágeis, flacidez mamária, úlceras varicosas, abcessos, feridas infectadas, eczemas, conjuntivites.
Princípios Ativos : Glicosídios, sílica, saponina, equisetonina, equisitina, palustrina alcaloides, potássio, ácido oxálico, málico e aconítico.
Cavalinha
Toxicologia : É tóxica em grandes doses. Provoca fraqueza, ataxia, exaustão muscular e falta de apetite.
Efeitos colaterais: Doses excessivas podem provocar torpor, distensão abdominal, diarreia, hipotensão arterial, taquicardia, coma e até morte.
Modo de usar:
Gargarejo: laringites; - compressas: feridas de difícil cicatrização, erupções cutâneas, úlceras;
Lavagens: feridas de difícil cicatrização, erupções cutâneas, úlceras, pés com transpiração excessiva;
Infusão de 2 colheres de sopa da erva picada em 500 ml de água. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia: hemorragias, anemia, pressão alta, acne, espinhas, clarear o cabelo, remineralizante, diurético, hemostático, epistase;
Infusão de 30 g da erva (caules estéreis) em 2 litros de água por 15 minutos. Para celulite: coe e despeje na banheira. Tome banho de imersão por 20 minutos. 2 ou 3 vezes por semana.; - infusão de 80 grs fresca ou 40 grs seca de erva em 1 litro de água caule: cataplasma nos locais do corpo propensos a celulite;
Infusão ou decocto a 5%. Tomar 50 a 200ml/dia: diurético;
Pó: 1 a 2 g por dia, após as refeições. (para crianças usar metade da dose): remineralizante; Uso externo: vapores, compressas, banhos, gargarejo; - infusão da raiz: diurética, remineralizante, reduzir a flacidez da pele e músculos (depois de dietas de emagrecimento).