quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

ERVA DE SANTO ANTÔNIO

Justicia pectoralis

Descrição : Planta da família das Acanthaceae.
Também conhecida como anador, cerebril, chambá, carpinteiro, peristrofe, pingo-de-ouro, trevo-do-pará, trevo-cumarú.
Planta de porte herbácea subereta com até 40cm de altura.
Folhas membranáceas simples, oblongo agudas ou alongadas; Flores minúsculas em longas cimeiras.
Os frutos são cápsulas deiscentes; Toda a Planta, após o corte, exala forte aroma de cumani; A principal característica do Chamba e o fato de formar "motes" arredondadas, diferentemente de outras espécies da região que recebem o mesmo nome, mas que se espalham como gramínea.
Reproduz-se facilmente por estaquia.
Parte utilizada: Folhas, ramos.
Habitat: Ocorre na região amazônica, sendo cultivada em hortas, especialmente no nordeste.
História: As folhas do Chamba, na Amazônia, são usadas em rituais indígenas, com outras espécies também alucinógenas, para confecção de rapes, que são inalados. É usado na medicina popular em varias regiões brasileiras.
Princípios Ativos: 2"-O-rhamnosil-swertiajaponina, ácido alfa-aminobutírico, ácidos palmítico, alanina, alcaloides indólicos, aminoácidos fosfoserina, asparagina, betaína, b-sisterol, cumarinas, esteárico, esteróis, fenilalanina, flavonoides, glicina,, hidroxifenil propiônicohidroxiprolina, leucina, lignanos (naftalido lignano, justicidina B), mucilagens, N-metiltriptamina, N,N-dimetiltriptamina, óleo essencial, ornitina, prolina, isoleucina, lisina, saponinas, serina, swertiajaponina, swertisina, treonina, umbeliferona, valina, vascina; Em algumas variedades foi encontrado: ácido salicílico, álcool alifático, aminas aromáticas, esteróis, quempferol, triptaminas.
Propriedades medicinais: Adstringente, analgésica, antibacteriana, anti-inflamatória, afrodisíaca, antirreumática, anti-hemorrágica das vias urinárias, béquica, broncodilatadora, cicatrizante, catamenial, expectorante, febrífuga, peitoral, relaxante da musculatura lisa, sedante nervoso, sedativa, tranquilizante.
Indicações: Afecção nervosa, afta, dermatite, catarro bronquial, corte, ferida, fígado, gastralgia, gogo de aves, gota, insônia, vias respiratórias.
Erva de Santo Antonio
Contraindicações/cuidados: Alucinógeno em doses elevadas.
Precauções: Usar as doses terapêuticas indicadas. Em caso da secagem da planta, isto devera ser feito com total atenção - quando a planta não é bem desidratada, leva a formação de certos fungos que podem transformar a cumarina, quimicamente, em um agente hemorrágico; Seus nomes populares, criados a partir do efeito que a planta produz no organismo, falam por si só; Um grande pesquisador desta espécie é o Prof. Abreu Matos da U.F Ceará.
Modo de usar: Uso interno: infusão, decocção e sumo. Uso externo: suco e decocção (banhos). O arilo das sementes combate o gogo de aves.
Posologia: Adultos: 2g de erva seca ou 4g de erva fresca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de partes aéreas em decocto até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs. Suco: preferencialmente centrifugado, 1 copo 2 vezes ao dia. O suco também pode ser usado como banho e compressa.

ERVA DE SANTA MARIA

Chenopodium ambrosioides

Descrição : Planta da família das Chenopodiaceae, também conhecida como ambrosina, ambrosina, ambrósia, ambrósia-do-méxico, anserina-vermífuga, anserina-vermes, apazote, canudo, caacica, canudo, chá-da-espanha, chá-do-méxico, chá-dos-jesuítas, cravinho-do-campo, cravinho-do-mato, erva-mata-pulgas, erva-das-cobras, erva-formigueira, erva-vomiquiera, erva-das-lombrigas, erva-ambrósia, erva-de-bicho, erva-embrósia, erva-pomba-rota, erva-do-méxico, erva-formiga, erva-lombrigueira, erva-santa, lombrigueira, mastruço, mastruz, mata-cabra, mata-cobra, matruz, menstruço, mentrasto, mentraz, mentrei, mentrusto, mentruz, pacote, quenopódio, trevo-de-santa-luzia, uzaidela.
Herbácea anual, com escassos pelos curtos no caule, que em sulcos longitudinais poucos profundos, verdes e entre eles, faixas esbranquiçadas ou rosadas.
As folhas, de pecíolo curto, são alternas, lanceoladas, com bordos mais ou menos sinuosos, providas de pelos curtos e ralos, glandulíferos na face inferior.
As flores são muito pequenas, na cor verde, e aglomeram-se em pequenos ramalhetes que surgem da axila das folhas superiores, formando o conjunto de uma loga película.
As folhas possuem sabor aromático, mais forte e algo desagradável nas sumidades florais.
Parte utilizada: Folhas, frutos.
Habitat: É nativa do México e Américas Central e do Sul. Espécie de alta diversividade. Espalhou-se por varias regões tropicais e subtropicais, aparecendo até no sul dos EUA.
É uma das espécies de maior área de dispersão.
História: É usado pela população Indígena e na medicina popular do Brasil, Belize, Equador, Haiti, México, Panamá, Peru, Trinidad-Tobago, Venezuela, EUA, Turquia e China há centenas de anos; O óleo de Chenopodiurn, que já fez parte da Farmacopeia dos EUA, teve longa tradição como vermífugo - hoje abandonada devido à sua toxidade. As folhas continuam a ser usadas mundialmente como vermífugo e inseticida; Há relatos de seu uso como bracelete aromático em algumas tribos e como erva aromática carminativa - embora a maioria das pessoas a considere "fedorenta" Em alguns sistemas herbalistas tradicionais - do Brasil e outros países sul-americanos o Chenopodium é usado para afecções respiratórias, desordens menstruais, contusões e reumatismo
Origem : América tropical e subtropical, principalmente México e Antilhas, onde já era utilizada pelos indígenas.
Modo de conservar : As folhas e as sumidades florais devem ser secas à sombra, em local ventilado e sem umidade. Guardar em sacos de papel ou de pano.
Plantio :
Multiplicação: por sementes ou estacas (ramos);
Cultivo: planta mexicana que se adapta a todos os climas do Brasil. Não exige solos, mas responde a adubação orgânica e a irrigação.
Planta-se o ano todo em espaçamento de 30cm por 80cm.
Colheita: colhem-se as folhas e flores no início da floração para uso medicinal ou como inseticidas, para controle de pragas das outras plantas, em pulverizações semanais, assim como a solução feita com folhas de fumo.
Reproduz-se por sementes, nascendo espontaneamente em lavouras, terrenos baldios, hortas e jardins, principalmente na estação das chuvas.
Princípios Ativos: Óleos essenciais, contendo ascaridol (principalmente nas sementes), anetol (éster fenólico), safrole, N-docosano, N-hentriacontano, N-heptacosano, N-octacosano, b-pineno, methadieno, dimetilsulfóxido, d-terpineol, aritasona, salicilato de metila, cânfora, ambrosídeo, betaína, kaempferol rhamnosídeo, santonina, chenopodium saponina A, chenopodosídeos A e B, cineol, p-cimeno, 3-0-glicosídeo de quercitina, iso-hametina, pinocarvona, quenopodina, histamina, limoneno, glicol, ácidos butírico e salicílico, ácidos orgânicos, taninos , terpenos, carveno, p-cimol, linomeno, pectina, sais minerais.
Propriedades medicinais: Abortiva, anti-inflamatória, anti-helmíntica, antitumoral antiviral, antiasmática, antiespasmódica, antipalúdica, aromática, antiulcerosa, antifúngica, anticancerígena, anti-inflamatória, amebicida, antigripal, antinevrálgica, anti-hemorroidária, antimalárica, antisséptica tópica, béquica, carminativa, cicatrizante, diaforética, digestiva, diurética, emenagoga, emoliente, estimulante, estimulante respiratória, estomacal, eupéptica, parasiticida, peitoral, purgante, sedativa, sudorífica, tônica, vermífuga (Ascaris e Oxyuris), vulnerária. 
Indicações: Angina, asmas, aumentar a transpiração, bronquite, cãibras, catarro bronquial, cicatrização, circulação, contusões, estômago, fraturas, fortificante dos pulmões, fungos de solo, gripe, hemorragia interna, hemorróidas, infecção pulmonar, insetos caseiros (pulga, piolho, percevejo), insetos como a Scrobipalpula absoluta (traça do tomateiro) e Spodoptera frugiperda (lagarta do cartucho do milho), laringites, má circulação, parasitas do intestino em geral (principalmente ascárides, nemástomas, oxiúros), pé de atleta, picadas de insetos, relaxar espasmos, tosse, tuberculose, varizes, vias respiratórias.
Contraindicações/cuidados: Em alta dose é extremamente tóxica , podendo causar a morte. É abortiva e contraindicada para menores de 2 anos. O uso interno deve ser orientado por profissional da área. O óleo essencial da planta pode causar náuseas, vômitos, depressão do sistema nervoso, lesões hepáticas e renais, surdez, transtornos visuais, problemas cardíacos e respiratórios. Pode produzir efeitos tóxicos por acumulação. Tem sido observada uma ação carcinogênica da planta em ratas. Sementes podem induzir tumores no estômago. Induz lesões hepáticas, de ossos e glomerulares de caráter reversível em suínos. O ascaridol pode resultar, em doses elevadas, em cefalalgia, taquicardia, prostração e até a morte, devido a parada respiratória. Pode deixar efeitos colaterais como irritação nos rins, vômitos, convulsões, náuseas e até coma. A dose letal de ascaridol em ratos é de 0,075mg/kg.
Efeitos colaterais: Em alta dosagem, é venenosa. Pode provocar irritação na pele e mucosas, vômito, vertigem, dor de cabeça, danos nos rins e no fígado, colapso circulatório e eventualmente morte. A ingestão de infusão ou extrato por mulheres grávidas pode provocar aborto.
Toxicologia: O óleo do Chenopodium é extremamente tóxico e não deve ser usado internamente em nenhuma dosagem. A dose de 10mg do óleo para adultos é letal; As folhas da planta contêm quantidade bem menor de óleo essencial.
Posologia: Adultos: 4g de tolhas frescas (1 colher de sopa para cada xícara) em infuso em leite fervente tomado em jejum por 3 dias consecutivos. No quarto dia deve ser usado um laxante suave e todo o tratamento deve ser repetido após 15 dias, por segurança. 2g de folhas frescas (1 colher de sobremesa para cada xícara de água) em infuso 2 vezes ao dia para todas as outras indicações. Emplastro de 129 (3 colheres de sopa) de folhas e sumidades floridas frescas, piladas sobre áreas afetadas por parasitose ou edemas localizados e em articulações, músculos e fraturas, 2 vezes ao dia. Crianças: posologia por peso corporal: 1 a 2ml/Kgl dia do infuso ou 1/6 a 1/2 da dose de adultos.
Superdosagem: Já foram registrados casos de morte após a ingestão de 10mg do óleo,por adultos. O uso do óleo, deve ser evitado. Caso ocorra terapêutica contra vômito, cólicas e diarreia, (deverão ser instituídos) acompanhamento clínica e dieta zero deverão ser instituídos.
Modo de usar:
- Extrato fluído, tintura, essência, e xarope in natura, infusão, decocção;
- Cataplasma : misturar 1 xícara (tipo cafezinho) de vinagre e uma colher (tipo sopa) de sal e amassar as folhas da planta nesta mistura até obter uma papa. Aplicar o cataplasma sobre a afecção e enfaixar: tumor, angina, infecções pulmonares, contusões, tremor da vista, afecções discrósicas do aparelho digestivo, espasmos musculares, palpitações do coração, má circulação do sangue, equimoses, dispepsias, insônia, corrimento vaginal, úlceras, varizes, hemorragia interna, cãibras, ancilostomose e picada de animais peçonhentos, lança-de-são-jorge, doenças, traumatismos ósseos, nervosas e indigestões;
- Infusão: 1 xícara de cafezinho de planta fresca com sementes em 1/2 litro d'água, tomar 1 xícara de chá de 6 em 6 horas (vermífugo, estomáquico); - 20 a 30g da planta verde em 1 litro de água; tomar 3 xícaras ao dia; - 10g de folhas em 1 litro de água. Tomar 1 gole de hora em hora. Após, tomar óleo de rícino para facilitar a expulsão dos vermes;
- Suco: misturar 1 copo da planta picada, com sementes, em 2 copos de leite e bater no liquidificador. Tomar 1 copo de suco por dia, durante 3 dias seguidos: vermífugo;
- Sumo: (peitoral) 2 a 4 colheres (sopa) do sumo das folhas para 1 xícara (chá) de leite, 1 vez ao dia. Menores de 2 anos, tomar metade da dose.
- Sumo: 1 copo da planta picada com sementes para 2 copos de leite, bater no liquidificador, tomar 1 copo de suco 1 vez ao dia por 3 dias seguidos: fortificante dos pulmões, combate a gripe, vermífugo;
- O suco da planta pisada é, em algumas localidade usada como vermífugo, porém o óleo é sempre preferível, já pelo volume mínimo a empregar, por sua ação muito mais enérgica.
- Óleo essencial: diluir 1ml do óleo da planta em 30ml de óleo de castor. Somente crianças acima de 5 anos poderão receber o produto: verminose;
- macerado pode ser usado na forma de compressas, abluções e banhos: estomáquica, diurética, vermífuga, sudorífica, angina, infecção pulmonar, cicatrizante e contusão (uso externo);
- Geleia: pegar 4 bananas nanicas maduras com casca, picar 1 copo de folhas de erva-de-santa-maria com sementes, meio copo de hortelã, 1 copo e meio de açúcar. Triturar bem as plantas em um pilão, pode-se adicionar um pouco de água, em seguida juntar a banana e o açúcar, amassar bem. Levar ao fogo até dar o ponto de geleia, o que ocorre em poucos minutos. Dar 1 colher de chá duas vezes por dia, pura ou passar na bolacha, pão, etc. (vermífugo);
- Folhas cozidas com sal, desincha pernas gotosas, afecções da pele, distúrbios renais, cólicas, dores de estômago, tuberculose;
- Outros usos: elimina e repele pulgas e percevejos (colocar os ramos debaixo dos colchões e varrer a casa utilizando-os como vassoura).
Farmacologia: A atividade vermicida do Chenopodium sempre foi atribuída aos óleos essenciais, presentes nas sementes em grande quantidade. Óleo de alta toxidade, sua dose terapêutica provoca efeitos colaterais. Caiu em desuso. Já as folhas e chás das folhas, banhos e emplastros, sumo, as fumigações continuam a ser usados em todos os sistemas herbalistas tradicionais; A alta concentração de monoterpenos no fruto e semente, sendo o principal deles o ascaridol - isolado no Brasil em 1895 por um farmacêutico alemão, justifica seu uso contra vermes.
Há documentação de seus efeitos analgésicos e sedativos e como fungicida; O uso tópico do óleo foi eficaz no tratamento de Tinha num período entre 7-12 dias num estudo clínico com cobaias. Em outro estudo clínico in vitro foi documentada a atividade contra o Tripanossoma cruzi e efeitos antimaláricos e inseticidas; O infuso e decocto da planta foram pesquisados in vitro para determinar a toxidade, houve anomalias celulares em várias dosagens, confirmando a toxidade; Na década de 70 a OMS reportou que um decocto de 20g das folhas eliminou parasitas rapidamente, sem efeitos colaterais aparentes em humanos.
Em 1996 o extrato das folhas foi dado a 72 crianças e adultos com infecção intestinal parasitária. A análise feita 8 dias após o tratamento mostrou eficácia anti parasitária em 56% dos casos - quanto aos tipos de parasitas intestinais a eficácia foi de 100% para Ancilostoma e Trichuris e de 50% para Ascaris; Em 2001, 30 crianças entre 3 e 14 anos com nematoides intestinais foram tratadas com Erva de Sta. Maria - as doses foram de 1 ml de extrato/Kg de peso corporal para crianças abaixo de 10Kg e 2ml para as crianças mais velhas uma vez ao dia com estômago vazio, por 3 dias consecutivos.
Exames com fita foram realizados antes e 15 dias após o tratamento. Os ovos de Ascaris desapareceram em 86,7% e o surto parasitário diminuiu em 59,5%. Este estudo também revelou uma eficácia de 100% na eliminação de nematoides comuns humanos (Hymenolepsis nana); Em outra pesquisa a Erva de S. Maria mostrou efeitos tóxicos contra caramujos e linhagens droga resistentes de Mycobacilum tuberculosis:
Em 2002 foi requerida uma patente nos EUA para uma combinação de ervas chinesas que continha a Erva de Sta. Maria, para tratamento de úlceras pépticas. Essa combinação foi descrita como inibidora de formação de úlceras induzidas por stress, agentes químicos e bactérias;
Outro estudo com extrato da planta inteira mostrou capacidade de matar células de câncer hepático humano in vitro. Mais um estudo relatou que o óleo essencial (assim como o ascaridol) tem forte atividade antitumoral contra diferentes células cancerosas, inclusive linhagens multidroga-resistentes, in vitro.
Erva de Santa Maria

ERVA DE SANTA LUZIA

Commelina nudiflora

Descrição : Planta da família das Commelinaceae.
Nomes aceitos: Commelina diffusa Burm. f., Murdannia nudiflora (L.) Brenan., Commelina nudiflora Burm. f.
Indicações: Angina, hemorragia, hemorroida, herpes, reumatismo, verruga.
Erva de Santa Luzia

ERVA DE SANGUE

Cuphea glutinosa

Descrição : Planta da família das Lythraceae.
Propriedades medicinais: Depurativo de sangue, hipotensor.
Indicações: Palpitação do coração, arteriosclerose.
Erva de Sangue

ERVA DE PASSARINHO

Struthanthus flexicaulis

Descrição : Planta da família das Loranthaceae, também conhecida como enxerto de passarinho, passarinheiro e visgo.
Erva parasita agressiva, de caule hastado, extremamente flexível e longo, que se fixa a planta parasitada e penetra a casca para extrair nutrientes.
As folhas são alternas, ovadas, coriáceas, verde brilhante; as flores são diócas, verdes, miúdas, insignificantes e aparecem em pequenos caches de 3 ou 5.0, pequeno fruto e uma baga globular amarela com 1 ou 2 sementes e com polpa visguenta - dai seu nome, necessário a sua propagação, pois as sementes ficam aderidas ao tronco do seu hospedeiro pelo tempo necessário a sua germinação.
No local onde germina emite uma raiz que perfura a casca e extrai água e nutrientes para seu rápidodesenvolvimento.
A planta e propagada pelos pássaros, muito eficazmente, e cobrem totalmente a planta hospedeira, matando-a.
Parte utilizada: Folhas frescas.
Habitat: É espontânea no Brasil, em vários estados.
História: A família das Loranthaceae, possui inúmeras plantas conhecidas como erva-de-passarinho, e há ainda as espécies europeias, de uso antigo e associado também a religião e magia.
Indicações: Afecção respiratórias, bronquite, doenças do útero, dor no peito, hemoptise, hemorragia, pleurisia, pneumonia, pontada.
Uso pediátrico: Afecções das vias respiratórias, tosses, bronquites, pneumonia.
Uso na gestação e na amamentação: Não há informações da sua farmacocinética ou sobre seu uso nestas condições.
Propriedades : Adstringente e usada nas afecções respiratórias.
Modo de usar:
- Suco das folhas frescas: bronquite, pneumonia, pleurisia, hemoptise, dor no peito, pontada e outras afecção respiratórias;
- Decocção das folhas: doenças do útero, hemorragia.
Posologia: Adultos 2g de folhas secas ou 4g de folhas frescas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12 hs; Crianças tomam de 1/3 a 1/2 dose de acordo com a idade.
Farmacologia: A espécie europeia, bem estudada e documentada, oferece urna gama interessante de ações farmacológicas e por suas semelhanças com a espécie brasileira.
Foi incluída no presente trabalho na esperança de que a nossa espécie também seja alvo de Interesse.
O Dr. Botsans faz referência a uma espécie de Visgo, vulgarmente chamada enxerto-de-passarinho. com propriedades semelhantes a espécie europeia, refere-se ao seu habitat como sudeste brasileiro e relata ser de difícil obtenção no Brasil
Erva de Passarinho