quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

ALCARÁVIA OU KUMMEL


Carum carvi

Erva tradicional da Europa, seu uso remonta da antiguidade, sempre cercado de lendas e superstições. É um grande antiácido, usado para problemas estomacais.
Descrição : Planta da família das Apiaceae, também conhecida como kummel, cariz, cominho-armênio, alcaravia, alcarovea, alquirevia, cominho de montanha, cominho dos prados, cominho-romano, cuminho.
Usada na cozinha e na medicina há pelo menos 5.000 anos, a alcaravia é uma das ervas mais populares da Europa.
O óleo volátil das folhas dá-lhe o seu aroma característico.
É uma planta bianual que cresce até 60 centímetros de altura, com folhas delicadamente recortadas e umbelas de pequenas flores cuja tonalidade vai do branco ao violeta claro.
Seus frutos são pequenos, parecidos com frutos da erva-doce.
Parte utilizada: Folhas, frutos, raízes.
Curiosidade :
Origem : É originário da região compreendida entre o centro da Europa e a Ásia e tem-se conhecimento de seu uso pelos povos romanos.
História : Antigamente, era usada pelos árabes, que a introduziram na Espanha.
Algumas curiosas crenças antigas sobre a alcaravia são preservadas até hoje.
Diziam que evitava o extravio de galinhas e de pombos e fazia parte das poções contra a infidelidade.
As sementes são picantes e levemente adocicadas e são muito utilizadas na culinária nórdica, que aromatiza queijos, pães e vários preparados salgados, como “pretzels”.
É o tempero mais característico das culinárias Alemã e Austríaca, fundamental no preparo dos licores Wolfschmidt Kummel, Mentzendorff Kummel e Gilka Kummel, da aguardente da Escandinávia "Aquavit" e do queijo tipo "Tilsit" alemão.
Princípios Ativos: Carvona, óleo essencial.
Propriedades medicinais: Antiácida, antiflatulenta, anti-helmíntica, aperiente, aromática, digestiva, diurética, emenagoga, estimulante, estomáquica, galactagoga, laxante, purgativa.
Indicações: Afecção do estomago, cólica ventosa, dispepsia, dor dos nervos, estimular a secreção de leite das lactantes, febre, regular as funções glandulares e respiratórias e equilibrar o processo hídrico, vermes.
As sementes eram utilizadas, como agora ainda são, em pães e bolos.
O óleo das sementes é empregado no preparo do kummel e de outras bebidas alcoólicas.
Cãibras e tosse crônica
A ação relaxante e de aquecimento da alcaravia sobre o intestino torna-a excelente para problemas digestivos como enjoos, indigestão, gases e dilatação do abdômen.
É um remédio eficaz para as cólicas nas crianças.
Ingrediente comum dos xaropes antitússicos, pode ser tomada para aliviar gripe e tosse crônica.
Alcarávia
Contraindicações/cuidados: Em grandes quantidades pode ser tóxica (carvona).
Modo de usar:
- Raízes cozidas podem ser consumidas como um vegetal;
- no preparo de carnes, molhos, aromatizar pães, queijos, sopas e doces; as folhas tenras picadas para temperar saladas; com batatas cozidas ao vapor, suflê de batatas e saladas de pimentão; para temperar carne em geral, especialmente de porco;
- infusão ou decocção dos frutos a 5%. Dose máxima diária: 200 ml;
- extrato fluido. Dose máxima diária: 10 ml.

ALCAPARRA


Capparis spinosa

A alcaparra é um arbusto da região do Mediterrâneo, muito rica em ferro e cálcio, a alcaparra foi difundida pelo mundo através do exército romano.
Descrição : planta da família das Capparaceae, também conhecida como alcaparreira.
Parte utilizada: botões florais e raízes.
Princípios Ativos: ácido cáprico, flavonoides, glicocaparósido e óleo essencial.
Propriedades medicinais: adstringente, afrodisíaca, antiespasmódica, aperiente, calmante, diurética, estimulante do estômago, tônica, vermífuga.
Indicações: Nevralgias sobretudo a ciática, aumentar a diurese, fígado, abrir o apetite, flatulência.
Modo de usar: Como condimento em peixes, carnes, em molhos com mostarda, em saladas, recheios e adicionada ao arroz.
Alcaparra

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

ALCAÇUZ DA TERRA


Periandra mediterranea

Também conhecida como pau doce, considerado pela medicina caseira um substituto do alcaçuz verdadeiro. A raiz é empregada nas moléstias inflamatórias.
Descrição : Também conhecida como alcaçuz do brasil ou pau doce, considerado pela medicina caseira um substituto do alcaçuz verdadeiro.
É um arbusto de pouco mais de um metro de altura, raiz preta por fora e amarela por dentro.
O caule é esbranquiçado, as folhas são compostas e suas flores podem ser rosas ou azuis.
O fruto é uma vagem de dez a quinze centímetros de comprimento
Habitat : Cerrado brasileiro.
Origem : Brasil.
Indicações : A raiz é empregada nas moléstias inflamatórias, apresentando também ligeira atividade diurética.
Modo de Usar : 10 gramas em um copo de água fervente, tomar até dois copos por dia.
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Alcaçuz da Terra

Alcachofra


Cynara Scolymus

As flores da alcachofra são saborosas e, como as folhas, têm uma ação tonificante sobre o fígado e a digestão, estimulando o apetite e a desintoxicação. Contudo, só as folhas são usadas em medicina, havendo provas substanciais de que reduzem o colesterol.
Descrição : Planta da família das Asterecea, também conhecida como alcachofra-hortense, alcachofra comum e alcachofra de comer.
Possui caule esbranquiçado, grandes folhas verdes, lanceoladas e carnosas.
Pode atingir até 80 cm de comprimento.
Partes usadas : Flor (alimento) e folha (medicamento).
Indicações
Problemas hepáticos e renais - Apesar dos novos usos, a alcachofra continua a ser essencial para fortalecer o funcionamento do fígado e dos rins, favorecendo a desintoxicação em problemas crônicos como a artrite, a gota e a doença hepática.
Colesterol alto - Testes clínicos ao longo dos últimos 30 anos descobriram que a folha da alcachofra reduz os níveis de colesterol e de triglicéridos, enquanto os níveis de lipoproteínas de alta densidade (HDL) tendem a aumentar. Os níveis de colesterol melhoraram de 5 a 45 por cento, com uma dose diária equivalente a 7g de folha seca.
Nos anos de 1970 pesquisadores europeus documentaram o efeito da cinarina na diminuição do colesterol em seres humanos. Um estudo publicado em 2000 relatava que as folhas de alcachofra possuíam um teor consistente de cinarina, que poderia baixar os níveis de colesterol em 15%. Acredita-se que possua outros componentes que possam baixar o colesterol,
Deve ser tomada durante alguns meses para melhores resultados.
Síndrome de cólon irritável : Um estudo do Journal of Alternative and Complementary Medicine relata que o extrato de alcachofra alivia a síndrome do intestino irritável. Os pacientes também referiram o alívio de sintomas como enjoos, vômitos, dores abdominais, flatulência e obstipação.
Por consequência, é agora comum tomar alcachofra para a síndrome do cólon irritável e os sintomas a ela associados, tais como inchaço, distensão abdominal e alternância entre diarreia e obstipação.
Outros Usos: ácido úrico, obesidade, diabetes; debilidade geral, clorose, convalescença, dispepsia; hipertensão, hipertireoidismo, toxemia; afecções reumáticas.
Origem: Planta europeia das regiões do Mediterrâneo, sendo cultivada no sul da Europa, na Ásia Menor e ainda na América do Sul, principalmente no Brasil.
Plantio
Multiplicação: por rizoma e por semente;
Cultivo: plantio em clima temperado e subtropical sob forma touceira de até 2 metros. Exige solos férteis, frescos e arejados e espaçamento de 0,5m X 1,00m.
Colheita: colhe-se as folhas antes da floração ou as flores. Os rizomas também podem ser colhidos 100 a 140 dias após o plantio.
As folhas são secas à sombra, em local fresco e arejado, devendo ser acondicionadas em sacos de papel ou pano.
As flores devem ser consumidas logo após a colheita.
Propriedades : Diurético, remineralizante, tônico e regulador das funções hepáticas e biliares, laxativa.
Modo de Conservar : As brácteas frescas devem ficar em geladeira. As folhas devem ser secas ao sol e guardadas em ambiente arejado.
Alcachofra
Alcachofraalcachofra - frutoalcachofra - flor
Princípios Ativos : alcoóis ácidos: glicérico, málico, cítrico, glicólico, lático, e succínico, metil-acrílico; Lactonas sesquiterpênicas largas: geosheimina, cinaratriol, cinaropicrina, cinarolidina, dihidrocinaropicrina, rossheimina, grosulfeimina e outros guaianolideos relacionados; flavonoides: glicosídeos da flavona aptgenina , luteolina, cinarosideo, escolimosideo, cosmosideo, quercetina, isoramnetina, maritimeina. Compostos fenólicos; óleos voláteis: 13-selineno, cariofileno, eugenol, fenilacetaldeido e óleo decanal -32 compostos; Ácidos graxos poliinsaturados essenciais: ácido esteárico, palmítico, oleico e linoleico; sais minerais: cálcio, fósforo, potássio, Vitaminas vitamina C; Aminoácidos: niacina, tiamina, fenilalanine, tirosina histidina, alanina, e glicina :altenóides. e pigmentos antocianicos; A alcachofrante ideal de ácidos graxos; Açor da alcachofra contêm já foram Enzimas: oxidases, peroxidases, onarase, e a ascorbinase.
Modo de usar :
Inflamações rebeldes : Coloque 3 colheres (sopa) de folhas fatiadas em uma garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por cinco dias, agitando às vezes e coe. Tome 1 cálice antes das principais refeições.
Anemia: Consumir as brácteas tenras e cruas ou ligeiramente aferventadas (cabeça), comer duas a três vezes ao dia, durante algumas semanas.
Nefrite: Caldo cozido da cabeça da alcachofra misturado ao suco do limão, 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
Diabetes: Consumir a cabeça da alcachofra ao natural, juntamente com suco de limão, três a quatro vezes ao dia.
Bronquite asmática: Caldo cozido da cabeça da alcachofra misturado ao suco de limão e um pouco de azeite de oliva, 1 xícara de 3 a 4 vezes ao dia.
Hemorróidas, prostatite e uretrite: Caldo em mistura com suco de cenoura ou limão, 1 copo quatro vezes ao dia.
Debilidade cardíaca: Comer brácteas cruas ou cozidas, sob a forma de salada, acompanhada de suco de limão.
Hepatite, colecistite, arteriosclerose: Chá por decocção, na proporção de 30g de folhas para 1 litro de água, 1 xícara 3 vezes ao dia.
Diurético: Ferver 20g de raízes de alcachofra por cinco minutos em 1 litro de água. Deixar o líquido amornar, adoçar e tomar na dose de 3 xícaras ao dia.
Contraindicações: Pessoas alérgicas às plantas da família Asteraceae ou qualquer obstrução do duto biliar.
O diagnóstico de cálculos biliares deve ser feito por um profissional de saúde.
Pacientes propensos à fermentação intestinal.
Efeitos colaterais: Em um estudo com 143 pacientes, a administração da alcachofra não causou nenhuma reação adversa.
O contato frequente com alcachofra ou outras plantas da família Asteraceae, causou reações alérgicas em indivíduos sensíveis à dermatite de contato e urticária com contato ocupacional com alcachofra, os componentes responsáveis são a cinaropicrina e outras lactonas sesquiterpênicas; De acordo com as monografias da German Commission e, as Contraindicações do uso da alcachofra incluem pigmentos da cor e antociânicos também já foram avaliados.
Uso na gravidez e na lactação: Por causa da falta de dados sobre a toxicidade da alcachofra, sugere-se que seu uso seja limitado durante a gravidez. A caropicrina e a cinarase promovem a coagulação do leite, portanto a planta está contra indicada para lactantes.
Posologia:
Tintura : 5 a 25 ml, divididos em até 3 doses diárias, com intervalos menores que 12 horas;
Vinho medicinal : 2 cálices antes das principais refeições flores como alimento e medicinal;
Infuso ou Decocto : 2g de folhas frescas ou 1g de folhas secas (1 colher de sobremesa para cada xícara de água) em infuso ou decocto;
Extrato líquido: 0,5 a 1 g/dia;
Extrato seco : 100 a 150mg até 3 vezes ao dia.

ALAMANDA DE JACOBINA


Allamanda blanchetti

Alamanda de Jacobina ou Alamanda de Blanchet, é uma planta muito rústica e bonita, nativa da América do Sul, medicinalmente utilizada em espasmos e icterícia.
Descrição : Planta da família das Apocynaceae, também conhecida como alamanda-de-blanchet, alamanda-cheirosa, alamanda-roxa, emeto, orelia, rosa-do-campo.
Trata-se uma herbácea muito rústica,  porém bonita.
Apresenta ramos longos e arroxeados e folhas ovaladas, coriáceas, verdes e brilhantes.
Suas flores são grandes, de cores envelhecidas, que incluem o rosa, o roxo, o amarelo e o creme, de acordo com a espécie.
Origem: América do Sul, Brasil
Princípios Ativos: Glicosídeo cardiotóxico.
Propriedades medicinais: Aromática, laxante, catártica, antiespasmódica, purgativa.
Indicações: Espasmo, icterícia.
Efeitos colaterais:
Náusea, cãibras de estômago, elevação da temperatura, sede, erupção da pele. Fazer lavagem gástrica por pessoal experiente, tendo em conta as propriedades cáusticas do vegetal.
As manifestações gastrintestinais exigem apenas tratamento sintomático, complementado por correção adequada dos distúrbios hidreletrolíticos, que são complicações relativamente frequentes.
Modo de usar: Usar só sob prescrição e acompanhamento médico.
Alamanda de Jacobina