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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

aipo

 

aipo

Aipo ou salsão
Aipo ou salsão - imagem original: The LEAF Project - Licença Creative Commons

Apium graveolens var. dulce

Há várias cultivares de aipo, também muito conhecido como salsão, que podem ser classificadas como cultivares tradicionais, cultivares de branqueamento natural ou auto branqueados, cultivares americanas ou verdes, e cultivares de folhas. Cultivares tradicionais têm hastes das folhas verde esbranquiçadas, rosadas ou avermelhadas, e normalmente sofrem um processo de branqueamento para adquirirem um sabor mais doce e um aroma característico. Cultivares de branqueamento natural são próprias para um plantio com alta densidade de plantas, de forma que a própria folhagem realiza o sombreamento e assim o branqueamento parcial das hastes das folhas. Estas cultivares geralmente têm hastes verde-claras ou creme amareladas. Cultivares americanas ou verdes tem hastes que são consumidas sem que se realize o branqueamento. As cultivares de folhas são mais apropriados para a produção de folhas que são usadas como condimento, mas suas hastes, que são mais finas, também podem ser utilizadas como verdura. As cultivares tradicionais são consideradas as de melhor sabor, mas exigem mais trabalho do horticultor em seu cultivo.

Plantas de aipo ou salsão
O aipo ou salsão cresce melhor em clima ameno - imagem original: kirybabe - Licença Creative Commons

Clima

O aipo ou salsão cresce melhor se cultivado em clima ameno, com temperaturas entre 15°C e 21°C. Algumas cultivares suportam geadas leves, mas baixas temperaturas podem induzir a planta a florescer precocemente.

Luminosidade

O aipo ou salsão cresce melhor se dispor de luz solar direta pelo menos durante algumas horas diariamente, mas tolera sombra parcial com alta luminosidade. Em regiões mais quentes, talvez se obtenha melhores resultados se o aipo for cultivado de forma a evitar a luz solar direta nas horas mais quentes do dia.

Solo

Cultive em solo bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica e rico em nitrogênio. A planta é tolerante quanto ao pH do solo.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, mas sem que permaneça encharcado.

Mudas de aipo ou salsão
Mudas de aipo ou salsão - imagem original: Rene Cunningham - Licença Creative Commons

Plantio

As sementes de aipo ou salsão podem precisar de um longo tempo para germinar, geralmente 2 a 3 semanas ou mais. Deixar as sementes na água por um dia pode apressar a germinação. As sementes não devem ser cobertas com muita terra, pois a germinação não ocorre se não houver luz suficiente. O ideal é deixar as sementes na superfície do solo úmido ou sob uma fina camada de terra peneirada.

Semeie as sementes no local definitivo da horta ou em canteiros, sementeiras, módulos ou outros recipientes e transplante quando as plantas têm 5 ou 6 folhas.O espaçamento recomendado é geralmente de 20 a 25 cm entre as plantas de cultivares de branqueamento natural, e de 35 a 40 cm entre as plantas dos outros tipos de cultivares.

O aipo ou salsão pode ser cultivado em vasos grandes, com pelo menos 30 cm de profundidade.

Tratos culturais

Nas cultivares em que é realizado o branqueamento ou estiolamento, este pode ser feito embrulhando frouxamente cada planta em um cilindro de papel escuro e espesso (ou outro material opaco), de aproximadamente 23 cm de altura (para plantas de aproximadamente 30 cm de altura), amarrados com barbante ou elástico, deixando a extremidade das hastes e os limbos das folhas expostos.

Outra possibilidade é amontoar e amarrar as folhas frouxamente com barbante ou elástico, aproximadamente a 2/3 da altura da planta. Terra é então amontoada em torno das plantas, deixando apenas a extremidade das hastes e os limbos das folhas expostos.O branqueamento é realizado cerca de duas semanas antes da colheita. Não são todas as pessoas que fazem branqueamento em cultivares tradicionais. Algumas pessoas apreciam o sabor natural dos aipos cultivados em suas hortas domésticas.

Nas cultivares de branqueamento natural, quando as plantas atingem cerca de 20 cm de altura, uma espessa camada de palha solta pode ser espalhada em torno das plantas para ajudar no branqueamento.

Aipo ou salsão
O aipo pode ser colhido inteiro ou podem ser colhidas apenas as folhas necessárias - imagem original: samuelsanths - Licença Creative Commons

Colheita

A colheita do aipo ou salsão pode ser feita de 75 a 150 dias após o plantio, dependendo da cultivar e das condições de cultivo.

A planta pode ser colhida inteira, cortando-a rente ao solo com uma faca, ou as folhas podem ser cortadas individualmente quando necessário, exceto para as cultivares tradicionais que passam por branqueamento (sem branqueamento estas cultivares têm hastes de sabor pungente ou amargo, que nem todos apreciam).

Aipo ou salsão de raiz
Uma variedade de aipo que é cultivada para a obtenção de suas raízes e hipocótilo - imagem original: Steven Jackson - Licença Creative Commons

domingo, 22 de setembro de 2019

Aipo


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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAipo
Broto de Aipo em um vaso
Broto de Aipo em um vaso
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Ordem:Apiales
Família:Apiaceae
Género:Apium
Espécie:A. graveolens
Nome binomial
Apium graveolens
L.
salsa em ponto grande (Salsão) ou aipo (Apium graveolens) é uma planta aromática comestível da família das apiáceas. Todas as partes vegetativas podem ser consumidas: a raiz, o caule e as folhas. A raiz do salsão é utilizada na confecção de sopas e caldos, o caule em saladas e no coquetel Bloody Mary e as folhas como condimento parecido com a salsa.[1]
A espécie foi descrita por Lineu e publicada em Species Plantarum 88 1: 264–265. 1753.[2]
Na páscoa judaica a raiz do salsão é usada na preparação do sêder e consumida com água salgada como Carpás, o fruto da terra.[3]
Salsão, tal como é geralmente comercializado
No século XVII, o aipo foi cultivado pelos italianos a partir de um tipo silvestre, resultando na produção de variedades menos amargas. Antes disso, o sabor de aipo era obtido do aipo selvagem [nota 1] e do levístico. No século XIX, o aipo começou a ser usado de forma generalizada na Inglaterra e nos Estados Unidos.[1]
As folhas de aipo podem ser desidratadas e são usadas como uma fonte do óleo essencial de aipo

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

AIPO


Apium graviolens

Usado como alimento e medicinalmente, essa planta originária do mediterrâneo, é usado principalmente em casos de controle do ácido úrico.
O caule, as folhas e as sementes do aipo, um bom desintoxicante, estimulam os rins a eliminar produtos residuais, ajudando sobretudo a eliminar sais que se acumulam nas articulações, causando inflamação e falta de flexibilidade.
Hoje é considerado um sedativo leve, mas no passado acreditava-se que era afrodisíaco.
Descrição : Planta da família das Umbelíferas.
Herbácea ereta, bienal que atinge 30 a 90 centímetros de altura, tem pequeno porte, talo ramificado fistuloso e acanalado; folhas oblongas e ovadas.
É de cheiro forte e sabor amargo, as flores são brancas ou branco esverdeados.
É uma planta perfumada de caules angulosos, canaliculados, fistulosos e glabros, folhas tardias, decompostas, em parte radicais e pecioladas, em partes, com os segmentos linear lanceolados; suas flores são branco esverdeadas dispostas em numerosas umbelas, raízes decompostas.
Seu fruto é subgloboso.
É composta de cinco raízes aperientes usadas nas farmácias de todo o mundo, o mais interessante do seu cultivo em todas as hortas, as folhas e o seu longo pecíolo carnoso e estriado, condimento comestíveis e saborosos, crus ou em salada, além de se como as raízes, para a feitura de vários pratos de mesa diversas qualidades (silvestris, lusitanicum, dulce), todas aproveitadas pelos horticultores e que deram origem a muitas : são distintamente separadas em dois grupos, o do Aipo propriamente dito e o do Rábano (que é o salsão, nosso conhecido). Pertencente ao primeiro todos os que apresentam pecíolos comestíveis brancos, róseos, vermelhos ou violetas e ao seguiu: que dão raízes desenvolvidas, subdividindo-se este também mais dois grupos: os que fornecem somente folhas para ornamento e enfeite de pratos e os que apresentam raízes comestíveis.
Aipo 001
Parte utilizada: raízes, folhas, talos, sementes.
Habitat: Nativo dos pântanos salgados perto do Mar Mediterrâneo.
Muito cultivada no Brasil, particularmente nos Estados do Rio grande do Sul e São Paulo.
História:
É usada à milênios pelos antigos Gregos e Romanos, fazendo parte mesmo de sua mitologia.
O aipo teve origem como uma planta selvagem.
No ano 450 AC, os gregos usavam-no para fazer um tipo de vinho, que era o prêmio nos jogos atléticos.
Na idade média, os europeus já cultivavam o aipo.
Desde então, a planta tem sido extensamente usada como alimento e medicinalmente; No final do século XIX, vários tônicos e elixires de aipo apareceram comercialmente.
Princípios Ativos: ácidos (glicérico, glicólico, málico, tartárico, cumárico, cafeico, ferúlico, químico, xiquímico), açúcares, apéina e outros flavonoides, cálcio, carboidratos, cumarinas (sesilina, isopimpenelina, apigravina); ferro, fósforo, manitol, niacina, óleo essencial (apiósido, limoneno, sileneno, eudesmol, sedanólido, anidrido sedanônico), pentasonas, sódio, vitaminas A, B1 (tiamina), B2 (kiboflavina ), C (ácido ascórbico).
Aipo 002
Propriedades medicinais: alcalinizante, antioxidante, antipalúdica, antipirético, aperiente, carminativa, depurativo do sangue, digestivo, diurético, emenagoga, estimulante, estomáquica, expectorante, febrífuga, levemente laxante, refrescante, tônica, tônico para o sistema nervoso.
Indicações: ácido úrico, acidose, afecção febril, afonia, alivia a fadiga, anemia ferropriva e perniciosa, bronquite asmática, cálculo biliar, catarro pulmonar, chaga cancerosa, colite crônica, contusão, diminuir perda de potássio, disenteria, dismenorreia, distúrbio digestivo, diurese, escorbuto, escrofulose, estômago, favorece a menstruação, ferimento, fígado, fortalecimento dos nervos, gás intestinal, gota, hepatite, icterícia, inapetência, intumescimento leitoso dos seios, laringite, malária, oftalmia, pneumonia, prevenção de escorbuto, proteção contra a xeroftalmia, rins (cólica, nefrite, cálculo), rouquidão, sarna, úlcera.
Problemas de artrite e reumatismo
O aipo é essencial na fitoterapia europeia para tratar problemas artríticos e reumáticos, em que articulações, músculos e tendões ficam doridos, inchados ou pouco flexíveis.
A semente contém um óleo volátil que estimula a eliminação de produtos residuais pelos rins.
Favorece a eliminação de sais como os uratos, que muitas vezes causam inflamação e rigidez dentro do sistema músculo esquelético.
Remédio desintoxicante  
O suco do caule e das folhas é um excelente suplemento alimentar para ajudar à desintoxicação e à perda de peso. É adequado para retenção de fluidos.
Modo de Usar :
- infusão de 1 colher das de sopa de raízes ou folhas verdes por litro d'água. Tomar 3 xícaras ao dia;
- infusão ou decocção de 30 g de folhas em 1 litro de água. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (disenteria, colites e anemias). Para a bronquite asmática, adoçar com mel e tomar diariamente pela manhã, em jejum.
- infusão ou decocção de 25 g de raiz ou sementes em 1 litro de água. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia: laringite e bronquite;
- suco das folhas: 1 xícara ao dia, dividida em 3 a 4 vezes: nefrite, hepatite, afecções febris;
- pó das raízes secas e moídas: polvilhar 2 vezes ao dia sobre úlceras rebeldes;
- infusão ou decocção a 2,5%. Tomar 50 a 200 ml/dia; - extrato fluido: 1 a 5 ml/dia;
- tintura: 5 a 25 ml/dia.
- elixir, , vinho ou xarope: 20 a 100ml/dia.
- pecíolo carnoso e as raízes carnosas são utilizados em saladas;
- as folhas desidratadas e pulverizadas, são excelente condimento.
Obs.: o consumo regular reduz a eliminação de potássio do organismo, sendo indicado principalmente para atletas.
Uso Externo:
- cataplasma em contusões e ferimentos: aplicar duas vezes ao dia na região afetada;
- raízes secas e moídas, polvilhadas sobre úlceras de difícil cicatrização duas vezes ao dia.
Toxicologia : não deve ser utilizada por pessoas portadoras de inflamações renais e diabéticos, sob a forma de saladas.
Grandes doses do óleo podem induzir a depressão do SNC, embora a síndrome tóxica específica não foi bem caracterizada.
Aipo 003
Contraindicações/cuidados: sob forma de saladas é contra indicado para diabéticos; não deve ser utilizada por pessoas com inflamação nos rins.
Efeitos colaterais: Pacientes alérgicos ao aipo desenvolverem urticária e angioedema, dificuldades respiratórias e choque anafilático.
Os anticorpos IgE foram experimentalmente associados com o desencadeamento de reações alérgicas ao aipo.
Há relatos de casos de dermatite em trabalhadores que cultivam ou processam o aipo.
Pessoas brancas (caucasianos) desenvolveram lesões bolhosas fototóxicas, que, depois de curadas, deixaram a área despigmentada ou hiperpigmentada; as bolhas desenvolveram-se somente após o contato com o aipo afetado pela "podridão rosada", que aumenta a disponibilidade da furocumarina.
O uso de protetores solares impede esta reação.
O composto furocumarina pode ser camiogênico e sua concentração aumentos em 100 vezes quando a planta esta danificada ou doente.
Aipo 004
Superdosagem: Grandes doses do óleo podem induzir a depressão do SNC, embora a síndrome tóxica específica não tão bem caracterizada;
Posologia: Cru em saladas, caldos, sucos; 1/2 xícara de suco dos talos centrifugados 3 vezes ao dia como carminativo, diurético, febrífugo, tônico, debilidade orgânica; Suco com maçã: elimina excesso de dióxido de carbono e combate o apetite por doces; Infuso de 7g de folhas frescas + 1 colher de sopa de mel em jejum para bronquite asmática.
6 a 8 gotas do óleo em água 2 vezes ao dia para todas as indicações.
Decocto de 10g de sementes de raízes para reumatismos e gota
O decocto de 1,5g (1 colher de café para cada xícara de água) de sementes em uso interno para todas
Interação medicamentosa: Potencializa o efeito de anti-hipertensivos, hipoglicemiantes. Neutraliza o efeito da warfarina.
Aromaterapia : Digestivo hepático, ácido úrico, má circulação e celulite.
Resumo clínico: Usos etnofarmacológicos: Alçai-inizante, diurético, anti-inflamatório, sedativo, carminativo, fungicida.