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quinta-feira, 22 de março de 2018

azevinho


  • Nome Comum:azevinho, azevim, azevinheiro, pau-azevim, sombra-de-azevim
  • Nome Científico:Ilex aquifolium
  • Grupo:Arbustos
Está aqui uma planta tipicamente natalina na Europa e Estados Unidos, onde é usada para fazer coroinhas, colocadas nas portas das casas em dezembro. O costume é antigo e herdado dos celtas que transmitiram isto ao povos anglo-saxões e, também, dos povos nórdicos que a consagravam ao deus Baldur. Os druidas, sacerdotes celtas, cortavam com uma foice de ouro um ramo de azevinho, no solstício de inverno, por volta do dia 21 de dezembro, acreditando que, por suas folhas terem uma cor tão intensa mesmo no inicio do inverno, simbolizavam a vida eterna. Os romanos pré-cristãos o consideravam uma planta do deus Saturno cuja festividade do Sol Invictus era celebrada no dia 25 de dezembro; por este motivo, a planta ficou sempre profundamente associada ao Natal.

Atualmente é costume, no Hemisfério Norte, pendurar ramos desta planta nas portas e janelas. Segundo uma tradição, se duas pessoas se cruzam diante desse enfeite, devem beijar-se.

O azevinho, que tem um crescimento lento e pode viver mais de 100 anos, deve ser cultivado em regiões de invernos marcantes. É interessante lembrar que os paisagistas paulistas do século XIX o utilizavam bastante nos seus projetos. Atualmente existem híbridos, cultivados em Rio Grande do Sul, de porte baixo como: I. angustifolia, I. Ferox, I. cornuta e outros com folhas matizadas de amarelo ou cremes: I. aquifolium “argentea marginata”, I. aquifolium “aurea marginata”, I. aquifolium “Golden van Tol”, etc.
Sinônimos estrangeiros: holly, Christmas holly,common holly, english holly, european holly, (em inglês); muérdago, ilex, acebo, (em espanhol); agrifoglio, aquifoglio, alloro spinoso, pungitopo maggiore (em italiano); Houx de Noël, (em francês); Ilex Weihnachten, (em alemão).
Família: Aquifoliaceae.
Características: arbusto ou arvoreta de formato cônico.
Porte: 3,00 a 6,00 m.
Fenologia: primavera.
Cor da flor: Branca, melífera e perfumada, resultando em frutos vermelhos, apenas nas plantas femininas já que a espécie é dioica; muito decorativos, geralmente no outono.
Cor da folhagem: verde bem escuro e brilhante. As folhas, com bordas dotadas nas margens de espinhos, são onduladas e coriáceas.
Origem: Sul da Europa, até o N. de Alemanha, Norte da África e Oeste da Ásia, onde é encontrado em estado nativo ate a 1.500 metros acima do nível do mar.
Clima: Temperado.
Luminosidade: sol pleno ou meia-sombra.
Autor: Raul Cânovas

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

AZEVINHO

Ilex aquifolium

É uma árvore é um dos símbolo de festivais de inverno desde tempos pré-cristãos. Dizem que seu efeito analgésico para dores de estomágo e intestinos é superior ao da morfina, beladona e cocaína.
Descrição : Planta da família das Aquifoliaceae, também conhecida como mirto espinhoso.
É uma árvore de porte médio, com aproximadamente 15 metros de altura, com seus frutos vermelhos brilhantes (encontrados apenas em plantas femininas), e brilhantes folhas verdes, as árvores nativas azevinho são um símbolo de festivais de inverno desde tempos pré-cristãos.
Ele cresce como um arbusto ou árvore, tem um tronco, coroa estreita e lisa, casca cinzenta prateada.
O macho e a fêmea são encontrados em árvores separadas gerando flores perfumadas, elas ocorrem em aglomerados, e são de cor branca. As folhas verdes escuras são espinhosas, e tem uma textura de cera
Parte utilizada: folhas, rizoma, casca, fruto.
Origem : Generalizada e comum em toda a Grã-Bretanha. O azevinho é também generalizada da população, ocorrendo em toda Europa ocidental e do sul e oeste da Ásia
Princípios Ativos: Saponinas, compostos fenólicos, terpenóides, esteróides, alcaloides, antocianinas.
Propriedades medicinais:
Folhas: adstringentes, tônicas, amargas, sudoríficas, febrífuga, antiatríticas.
Fruto: purgativo.
Indicações: Distúrbios hepáticos, dispepsia, histeria, febre, cólicas, enfermidades do estômago e intestinos, reumatismo.
Nota: dizem que seu efeito analgésico para dores de estômago e intestinos é superior ao da morfina, beladona e cocaína.
Contraindicações/cuidados: A ingestão de bagas pode causar náusea, vômitos, dor abdominal e diarreia, estupor, sonolência.
Há casos letais em literatura mais velha, porém nenhuma em literatura recente.
Os primeiros sintomas de intoxicação são gastrointestinais, tais como: vômitos, diarreia, cólicas abdominais.
Modo de usar:
APERITIVO, DIURÉTICO: infusão: ferver, por dois minutos, em um litro de água, um punhado de rizoma de azevinho. Deixar em repouso por dez minutos, antes de filtrar. tomar à vontade.
FEBRE: decocção: ferver 30 g de casca de azevinho em um litro de água. Beber em calicezinho durante o dia.
FÍGADO, HISTERIA, decocção: ferver, em três quartos de litro de água, 30 g de casca de azevinho. Beber em três ou quatro vezes durante o dia. Diurético, sedativo, hipotensor, asma e epilepsia.
SUDORÍFICO/FEBRIFUGO: infusão das folhas em água 30g:1000ml;
PURGATIVO: 2 a 5 g de pó das bagas; Febres intermitentes nas gripe, enfermidades infecciosas (sarampo, escarlatina, etc), no reumatismo: infusão de 20 g de folhas em um litro dágua. Tomar 4 a 5 xícaras por dia. A sua parte ativa é o rizoma e contém virtudes como aperitivo e diurético. Usa-se um punhado num litro de água, que se ferve durante dois minutos, deixando-se em infusão durante dez. Tomar à vontade. Pode-se conseguir bom resultado com o uso do azevinho nos casos de gota, seja sob a forma de infusão ou de extraio aquoso, na dose de l a 4g por dia. Contém bastante sal de potássio e cal, um óleo essencial e uma resina. É um diurético comprovado. Bom número de autores prescrevem ainda o xarope de cinco raízes, no qual é empregado o azevinho. Este xarope é ministrado à razão de 50g cada 24 horas, e sua composição é a seguinte: raiz de ache, lOOg; raiz de espargos, lOOg; raiz de funcho, lOOg; raiz de salsa, lOOg; raiz de azevinho, lOOg; água destilada fervente, 5.OOOg; açúcar branco, 2.000g. Despejar a metade da água fervente sobre as raízes cortadas, de que se deve retirar o pó. Deixar em infusão durante 12 horas, mexendo de tempos a tempos. Passar num pano sem espremer demais, filtrar o licor em papel, em lugar fresco. Fazer uma segunda infusão das raízes no restante da água, passar num pano e espremer. Com o produto desta segunda operação, fazer um xarope, por meio de cocção e clarificação, adicionando-se o açúcar aos poucos. Quando o xarope registrar 1,26 no densímetro, deixar evaporar uma quantidade igual ao peso da primeira infusão, a 1,26, misturando-se esta última, em seguida coe em um pano.
Azevinho