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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Canela

Canela


Pau-de-canela, canela em pó e flores secas de Cinnamomum verum.
Canela em estado natural.
Canela é uma especiaria obtida a partir da casca interna de várias espécies de árvores do género Cinnamomum (família Lauraceae), usado tanto em alimentos doces como em salgados. O termo "canela" também se refere à cor acastanhada da especiaria depois de moída. A canela obtida a partir da espécie Cinnamomum verum é frequentemente considerado como "canela verdadeira", mas a maioria das canelas que circulam no comércio internacional são derivadas de espécies relacionadas, em especial de Cinnamomum cassia, a "cássia".[1][2] Por serem utilizadas na produção da especiaria homônima, canela é o nome comum de mais de uma dezena de espécies do género Cinnamomum e das especiarias produzidas a partir do seu ritidoma.[3] Apenas algumas espécies de Cinnamomum são cultivadas comercialmente para produção das especiarias.

Efeito na saúde[editar | editar código-fonte]

Um estudo desenvolvido pela Associação Americana do Coração mostrou que a canela pode diminuir o risco de danos cardiovasculares causados por uma dieta rica em gordura, ativando moléculas antioxidantes e anti-inflamatórias do corpo. No estudo, investigadores alimentaram ratos durante 12 semanas com uma dieta rica em gordura acompanhada de suplementos de canela. No final das 12 semanas verificaram que os ratos pesavam menos, tinham menos gordura abdominal e níveis mais saudáveis de açúcar, insulina e gordura no sangue em comparação com outro grupo de ratos que não receberam a canela com os alimentos ricos em gordura. Os ratos alimentados com canela apresentaram também menos moléculas envolvidas no processo de armazenamento de gordura no corpo e mais moléculas antioxidantes e anti-inflamatórias que protegem o organismo dos danos do estresse

sexta-feira, 30 de março de 2018

Canela

Nome Botânico: Cinnamomum zeylanicum Nees Sin: Laurus cinnamomum L.
Nomes Populares: canela, caneleira
Família: Angiospermae – Família Lauraceae
Origem: Originária da Índia e Sri Lanka.

Descrição:

Árvore de até 9,0 metros de altura, casca grosseira e folhas simples, opostas com nervuras longitudinais bem marcadas, página superior brilhante.
As flores são pequenas, amarelo-esverdeadas, perfumadas reunidas em inflorescência terminal.
O fruto é uma baga ovóide de cor escura.

Modo de Cultivo:


As caneleiras necessitam de locais ensolarados, temperaturas altas para se desenvolverem. Os estados produtores no país são Rio de Janeiro e os da Região Norte e Nordeste. Temperaturas ideais de cultivo em torno de 27 e 29ºC.
A caneleira também é muito ornamental e poderá ser usada em arborização de jardins, parques e ruas
Sua propagação é feita por sementes ou estaquia de ramos, colocados em ambiente protegido.
Semear em sementeiras próprias ou tubetes, com substrato de casca de arroz ou vermiculita, mantendo úmido até a emergência.
Quando a muda estiver com 10 folhinhas transplantar para sacos e manter em cultivo de sombra a 50% até a hora de levar para o campo ou comercializar. Para culturas as mudas muito novas necessitam de sombreamento, recomendando-se a consorciação com frutíferas.
Casca da canela
No plantio abrir uma cova com o dobro do tamanho do torrão, colocar areia no fundo e cerca de 2 a 3 litros de adubo animal de curral bem curtido misturado com composto orgânico.
Em regiões quentes, regar o fundo da cova antes de colocar o torrão. Preencher ao redor da muda com mistura de composto orgânico e adubo animal misturados, regando a seguir. Fazer uma bacia com a terra que sobrou do buraco, para ajudar nas regas iniciais.
Regar diariamente por um mês. Depois espaçar as regas ou usar rega por gotejamento eu plantio.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Canela




Cinnamomum zeylanicum Breyn.

A canela é uma árvore originária do Ceilão, da Birmânia e da Índia e conhecida há mais de 2500 anos a.C. pelos chineses. Seu nome científico,"cinnamomum", segundo referências, é derivado da palavra indonésia "kayu manis", que significa "madeira doce". Mais tarde, recebeu o nome hebreu "quinnamon", que evoluiu para o grego "kinnamon".
A canela era a especiaria mais procurada na Europa e seu comércio era muito lucrativo. O monopólio do comércio da canela esteve nas mãos dos portugueses no século XVI, passou para os holandeses, com a Companhia das Índias Orientais, quando esses expulsaram em 1656 os portugueses do Ceilão, e depois, passou para as mãos dos ingleses, a partir de 1796, quando esses ocuparam essa ilha.

As canelas são algumas das espécies mais antigas conhecidas pela humanidade. A mais difundida é a Cinnamomum zeylanicum, originária do Ceilão, atual Sri Lanka. Outras, entretanto, como a Cássia (Cinnamomum cassia), chamada de falsa-canela e conhecida como canela-da-China, também têm importância econômica. Esta espécie é uma Laurácea arbórea muito cultivada nas províncias do sudoeste da China. As partes mais úteis das canelas são o córtex dessecado e o óleo. O óleo é obtido das folhas por destilação, por arraste a vapor. Seu principal constituinte é o aldeído cinâmico, cujo teor pode ser superior a 80%.

Considerada símbolo da sabedoria, a canela foi usada na Antigüidade pelos gregos, romanos e hebreus para aromatizar o vinho e com fins religiosos na Índia e na China. Entre as muitas histórias da canela, conta-se que o imperador Nero depois de matar com um pontapé sua esposa Popea, tomado de remorsos ordenou a construção de uma enorme pira para cremá-la. Nessa pira foi queimada uma quantidade de canela suficiente para o consumo, durante 1 ano, de toda a cidade de Roma! Mesmo sem a importância que teve no passado e não sendo mais motivo de lutas entre os povos, a canela continua indispensável, como tempero na culinária moderna.

Cinnamomum zeylanicum cresce bem em solo brasileiro, onde já foi bem cultivada no passado, tendo sido introduzida pelos jesuítas. A canela é mencionada até em passagens bíblicas. No Livro dos Provérbios da Sagrada Escritura, por muitos atribuído a Salomão, no versículo "As Seduções da Adúltera", é feita a seguinte referência à canela:

"Adornei a minha cama com cobertas, com colchas bordadas de linho do Egipto.
Perfumei o meu leito com mirra, alóes e cinamomo ...
Vem ! Embriaguemo-nos de amor até ao amanhecer,
Porque o meu marido não está em casa;
Que o teu coração não se deixe arrastar pelos caminhos dessa mulher,
A sua casa é o caminho para a sepultura,
Que conduz à mansão da morte".

Simbolicamente, a canela é uma especiaria ligada ao amor, sendo empregada muitas vezes como ingrediente para perfumes mágicos e poções para conquistar a pessoa amada. Há quem acredite que ela atrai o sucesso nos negócios, trazendo sorte e determinação para a resolução de problemas.

Ficha da planta

Família:
 Lauráceas
Origem: Ceilão, Birmânia, Índia
Outros nomes populares: caneleira, caneleira-da-índia, caneleira-de-ceilão, cinamomo e pau-canela. 
Outros Idiomas: cinnamomi (latim), cinnamon (inglês), canela (espanhol), cannelle (francês), cannella (italiano) e zimt (alemão).

Características: A caneleira é uma árvore que requer cerca de 1.300 mm de chuva por ano e temperatura média anual de superior a 21° C. A casca dos ramos é comercializada em rama (pau), raspas e pó. A caneleira é utilizada na culinária e na fabricação de bebidas, medicamentos, perfumes e sabonetes. Outras espécies do gênero Cinnamomum e Cassia também produzem canela. A canela é uma árvore de ciclo perene e que atinge até 8 a 9 metros de altura. O tronco alcança cerca de 35 centímetros de diâmetro.

As folhas são coriáceas, lanceoladas, com nervuras na base, brilhantes e lisas na parte superior e verde-claras e finamente reticuladas na parte inferior. As flores são de coloração amarela ou esverdeada, numerosas e bem pequenas, agrupadas em cachos ramificados.

Composição Química: acetato de eugenol, ácido cinâmico, açúcares, aldeído benzênico, aldeído cinâmico, aldeído cumínico, benzonato de benzil, cimeno, cineol, elegeno, eugenol, felandreno, furol, goma, linalol, metilacetona, mucilagem, oxalato de cálcio, pineno, resina, sacarose, tanino e vanilina.

Partes Usadas: Óleo essencial e casca desidratada.

Propriedades Medicinais: Adstringente, afrodisíaca, anti-séptica, aperiente, aromática, carminativa, digestiva, estimulante, hipertensora, sedativa, tônica e vasodilatadora.

Cultivo e Conservação


Clima indicado: quente, com temperatura constante e chuvoso.
Exposição solar: Plena
Propagação e formação de mudas: a multiplicação é feita por meio de sementes, originárias de plantas produtivas, vigorosas e sadias. A semeadura é direta em saquinhos de polietileno após a retirada da polpa, a 1 cm de profundidade, preenchidos com terra de boa qualidade.
Solo indicado: textura arenosa, leve e bem drenado.
Espaçamento: 3,5 x 2,5m ;3 x 3m ou 2,5 x 2m ou mais adensado, de acordo com o manejo a ser utilizado. As covas são de 40 x 40 x40 cm, abertas e adubadas 30 a 60 dias antes do plantio.
Adubação: esterco de animal curtido, húmus ou matéria orgânica, incorporados a 60 centímetros de profundidade. 
Necessidade de água: Elevada
Proteção contra o sol: a planta necessita de proteção contra os raios solares nos primeiros meses após o plantio, o que pode ser feito com folhas de palmeiras ou outro material disponível.
Colheita da Casca: 5 anos após o plantio, quando ela naturalmente se solta do tronco (geralmente no outono).
Secagem da casca: primeiramente em local sombreado e bem ventilado por 4 a 5 dias; em seguida é exposta ao sol, não muito intenso.
Armazenamento: em recipientes de vidro bem limpos e fechados.

Usos:

Culinária:
 para condimentar presunto e alguns tipos de carne, no preparo de doces, pães doces, arroz-doce, bolos, tortas de frutas, cremes para pastéis e panquecas doces, frutas condimentadas, compotas, pudins e bebidas quentes como o chocolate e o café.
Cosmética: para dar brilho nos cabelos; usada em pastas dentais e óleos bronzeadores.
Saúde: Contra gases abdominais, úlceras estomacais causadas por stress, hipertensão arterial, resfriados e dores abdominais.
Contra-Indicações: gestantes.
Efeitos Colaterais: irritações na pele.


Fontes de pesquisa: Angelo C. Pinto - Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro e livro "Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais".