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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

dormideira, sensitiva, dorme-dorme ou não-me-toques

dormideirasensitivadorme-dorme ou não-me-toques


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Como ler uma infocaixa de taxonomiaMimosa pudica
dormideira, sensitiva
Flor de Mimosa pudica.
Flor de Mimosa pudica.
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Ordem:Fabales
Família:Fabaceae
Subfamília:Mimosoideae
Género:Mimosa
Espécie:M. pudica
Nome binomial
Mimosa pudica
L.
Mimosa pudica L., conhecida popularmente por dormideirasensitivadorme-dorme ou não-me-toques (este último nome é compartilhado com outras espécies distantes que não possuem sua característica mais peculiar) é um pequeno arbusto perene da América tropical, pertencente à família das ervilhas (Fabaceae ou Leguminosae).
Este nome é devido à forma como os folíolos das folhas se juntam quando ela é tocada ou exposta ao calor (sismonastia). Essa sensibilidade e movimento das folhas da planta também ocorrem em outras espécies dentro da família das ervilhas, tal como a Neptunia, ou em outras famílias, como o gênero Biophytum na família Oxalidaceae.
Não deve ser confundida com a planta de nome comum mimosa. Esta é de facto a Acacia dealbata – que não é realmente integrante do gênero Mimosa.
Entre variedades da Mimosa pudica distingue-se:
  • Mimosa pudica L., 1753.
  • Mimosa pudica Mill., 1768.
  • Mimosa pudica var. glabrata DC., 1825.
  • Mimosa pudica fo. glabrior Benth., 1841.
  • Mimosa pudica var. hispida Brenan, 1955.
  • Mimosa pudica var. pastoris Barneby, 1991.
  • Mimosa pudica var. pudica.
  • Mimosa pudica var. tetrandra (Humb. & Bonpl. ex Willd.) DC., 1825.
  • Mimosa pudica var. unijuga (Duchass. & Walp.) Griseb., 1857

Usos[editar | editar código-fonte]

Utiliza-se na medicina popular tanto suas folhas em infuso ou suco (em cataplasmas) como sua raiz. Tem propriedades purgativas sendo tóxica em altas doses. Entre as indicações da medicina popular estão afecções do fígado, prisão de ventre e em gargarejo para inflamações da boca, garganta e dor de dente ou em cataplasma para reumatismos articulares ou tumores. [1] [2] Em sua composição já foi isolado o alcalóide mimosina ou leucenol por também ser sido isolado em algumas espécies do gênero Leucaena e verificado que possui propriedades tóxicas a depender da quantidade e interação com bactérias intestinais dos animais alimentados com essa leguminosa (Leucaena glauca Benth.) [3]

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sensitiva

https://ervasnaturais.files.wordpress.com/2011/04/sensitiva.jpg
NOME CIENTÍFICO: Mimosa pudica L.  

FAMÍLIA BOTÂNICA: Mimosaceae.

SINONÍMIA
Arranhadeira, caá-eó, dorme-dorme, dormideira, erva-viva, iuquiri, juquer, juquiri, juquiri-rasteiro, malícia, malícia-das-mulheres, malícia-de-mulher, malícia-roxa, morre-joão, não-me-toques, vergonha, vergonhosa.

HABITAT
Planta autóctone da América Tropical, mas que se tornou cosmopolita em todo o mundo. Vegeta sobremaneira  nas margens de cursos de água e em terrenos alagadiços. Ocorre como planta invasora em hortas, jardins, campos e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva, perene, prostrada, ramosa, com as hastes cobertas de espinhos, medindo 30 a 40cm de altura. O caule, de coloração vermelho-castanho, é munido de acúleos recurvados nas axilas e espinhos isolados nos entrenós.  Folhas pequenas, longo-pecioladas, compostas de folíolos lineares, alternas. Inflorescência axilar e apical, de glomérulos globosos, lilases e densos, com cerca de 1cm de diâmetro. Os frutos apresentam-se aglomerados. Frutos tipo vagem, aglomerados radialmente (craspédio), eriçados de espinhos, contendo sementes lenticulares, amarelo-esverdeadas, foscas, semelhantes ao feijão. Apresenta a peculiaridade de fechar os folíolos imediatamente após o toque ou na ausência de luz.

CLIMA
Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. É esciófita.

SOLO
É encontrada em diferentes condições de solo, porém é exigente em umidade.

AGROLOGIA
  • Espaçamento: 0,8 x 0,5m.
  • Propagação: sementes. Semear em bandejas de isopor, contendo substrato organo-mineral. O índice de germinação varia de 60 a 80%, ocorrendo a emergência em 2 a 4 semanas (209).
  • Plantio: setembro.
  • Florescimento: novembro a fevereiro.
  • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio.
  • Produção de sementes: uma planta pode produzir até 700 sementes (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A casca é vermífuga e as raízes são irritantes, purgativas, eméticas e antidiftéricas. As folhas são utilizadas externamente como antitumorais e antileucorréicas. Utilizadas internamente, são amargo-tônicas, purgativas, antiblenorrágicas, colagogas (93), emolientes, resolutivas (242), depurativas, anti-reumáticas, odontálgicas e desobstruente do fígado (215).

INDICAÇÕES
Externamente é utilizada em banhos para curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas (93). Em gargarejos, serve para o tratamento de inflamações da boca e garganta. Indicada para afecções hepáticas, reumáticas e articulares, prisão de ventre (32), afecções reumáticas articulares, granulações da faringe (242), úlceras cancerosas, moléstias do útero (271), angina e para desinchar as pernas (215).

FORMAS DE USO
Infusão e cataplasmas.

TOXICOLOGIA
A casca, em alta dose, é tóxica. As folhas são reputadas como tóxicas, causando hematuria em animais que as comem. O extrato alcoólico das folhas tem a propriedade de inebriação, enquanto que o extrato alcoólico das raízes tem efeito oposto (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
  • As raízes apresentam cheiro desagradável.
  • As raízes são simbiontes com bactérias nitrificadoras, que enriquecem o solo com nitrogênio.
  • A planta pode ser utilizada como adubo verde.
  • É cultivada como ornamental em alguns países europeus.