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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Yacon


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Como ler uma infocaixa de taxonomiaYacon
Yacon.jpg
Classificação científica
Domínio:Eukaryota
Reino:Plantae
Clado:angiospérmicas
Clado:eudicotiledóneas
Ordem:Asterales
Família:Asteraceae
Tribo:Heliantheae
Género:Smallanthus
Espécie:S. sonchifolius
Nome binomial
Smallanthus sonchifolius
(Poeppig & Endlicher) H. Robinson
Sinónimos
  • Polymnia sonchifolia (Poeppig and Endlicher)
  • Polymnia edulis (Wedd.)
yacon (Smallanthus sonchifolius[1]) é uma planta originária da Cordilheira dos Andes cujas folhas e tubérculos são consumidos na forma natural em diversos países da América Latina. Seu consumo é feito há milhares de anos pelos incas. O yacon é mais conhecido como batata yacon e tem sido produzida no interior de São Paulo. Atualmente as batatas já podem ser encontradas em diversos países da Europa, tornando-se importante alimento funcional. Conhecida como batata do diabético, a batata yacon é empregada no tratamento de colesterol alto e de diabetes, pois os tubérbulos contém frutano, tipo de açúcar não absorvido pelo trato digestivo. Ao contrário da batata doce e da inglesa, a batata yacon não deve ser frita, nem cozida. Ela é consumida crua, como uma fruta, ou na forma de suco. A batata yacon costuma ser plantada em terra fofa e em altitudes elevadas. Sua raiz necessita de muita água.
Embora em escala bem menor que as batatas, na América do Sul as folhas de yacon são popularmente consumidas na forma de infusão para tratamento de diabetes, sendo que um pesquisador argentino revelou sua ação hipoglicemiante em ratos [2]. Entretanto, as folhas não possuem futanos, substâncias típicas de partes inferiores de plantas, mas sim diversos diterpenóides [3] e lactonas sesquiterpênicas [4]. As lactonas sesquiterpênicas são bastante conhecidas por seu largo espectro de ações biológicas e por sua ação tóxica através de consumo oral[5]. Embora algumas destas lactonas das folhas do yacon apresentem ação anti-inflamatória in vitro [6], estudos in vivo ainda são necessários. Entretanto, estudo recente [7] revela que há fortes evidências de que tais substâncias são as que mais contribuem para provocar os danos renais observados após o consumo oral do chá das folhas desta planta em animais por um período prolongado. Em suma, o uso oral das folhas do yacon não deve ser estimulado.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Yacon

https://ervasnaturais.files.wordpress.com/2011/04/yacon.jpg
NOME CIENTÍFICO  
Polymnia sonchifolia Poep. Endl.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMO
Batata-diet, polínia.

HABITAT
Planta herbácea perene originária dos Andes, sendo cultivado na Colômbia, Equador e Peru em altitudes de 900 a 2.750m, mas alguns cultivos são feitos a mais de 3.400m (74).

FITOLOGIA
Planta semi-arbustiva anual, ereta, robusta, 1,8-2,4m de altura, com a parte superior do caule ligeiramente híspida. As folhas são membranáceas, verde em cima, face dorsal pálida, tenuamente gríseo-tomentosa; as caulinares deltóides, com 15cm de comprimento; as inferiores profundamente lobadas, com o pecíolo alado e o limbo rubro-pardo. Os capítulos são laxos, corimbosos-paniculados, invólucro com 5-6 sépalas, oblongas; foliáceas, sendo que as interiores são lanceoladas e pilosas, com as lígulas amarelas, 3-4mm de comprimento e disco com 16-18mm de diâmetro. O fruto é do tipo aquênio, obovóide, preto.

SOLO
Prefere solos aerados, soltos, areno-argilosos e com pH em torno de 6,0.

AGROLOGIA
  • Espaçamento: 1,40 x 0,90m.
  • Propagação: tubérculos inteiros, rizomas pesando 60 a 80g  e gemas axilares. Os rizomas e tubérculos podem ser plantados diretamente a campo. As gemas devem ser enraizadas em vermiculita ou areia. Em regiões muito úmidas, para evitar a infecção de fungos nos tubérculos, gemas e rizomas, fazer o tratamento com benlate a 0,1% e oxicloreto de cobre a 0,5%.
  • Adubação: 2.000kg/ha de 4-14-8 + Zn. Aplicam-se 40kg/ha de nitrogênio em duas aplicações (428).
  • Plantio: os propágulos são plantados em camalhões com 30 a 40cm de altura, por 1m de base
  • Desenvolvimento: a planta cresce cerca de 1m em quatro meses.
  • Pragas: a planta é altamente resistente às pragas, principalmente devido à presença de ácido ent-kaurenóico, existente nos tricomas foliares (199) e fitoalexinas (413).
  • Florescimento: abril a maio.
  • Colheita: ocorre 10 a 12 meses após o plantio.
  • Produção: 3,5kg/planta (sem adubação ou preparo de camalhões, e nas condições do litoral Catarinense). Em São Paulo obteve-se uma produtividade de até 100t/ha de túberas e 1.000kg/ha de folhas secas (428) ou um peso médio por tubérculo de 100 a 500g e um rendimento por planta acima de 5kg (172).
  • Pós-colheita: as raízes são muito perecíveis em regiões com alta umidade relativa, podendo vir a deteriorar em 2 a 3 dias. Para prolongar a conservação do material colhido, as túberas devem ser lavadas, cortadas em fatias de 0,3cm de espessura e postas a desidratar em estufa de ar forçado a 45 a 50oC.
  • Secagem: O conteúdo de frutanos tende a baixar consideravelmente com a esposição das túberas à radiação solar (429).

FITOQUÍMICA
A maioria das raízes e tubérculos de armazenamento acumulam amido. O yacon, no entanto, acumula a inulina, que é uma forma de oligofrutano (131).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Indicada para o tratamento do diabetes e do colesterol (428).

FARMACOLOGIA
O extrato aquoso das folhas (infusão, 0,5% m/v) reduziu os níveis de açúcar no sangue de ratos diabéticos de 348 para 214mg/dl, em 10 dias (432).

OUTRAS PROPRIEDADES
  • Estudos fitoquímicos demonstram a possibilidade de obtenção de frutanos – açúcares não assimiláveis pelo trato digestivo (272).
  • O tubérculo tem sabor de pêra e melão, sendo bastante consumida no oriente na forma in natura. Consome-se também na forma de pó ou chips.
  • O tubérculo é rico em fibras indigestíveis (199).