terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ALHO SILVESTRE

Nothoscordum bivalve

É uma planta nativa que pode ser encontrada no mato, mais poucas pessoas sabem que pode ser usado como condimento e excelente vermífugo.
Descrição : Planta da família das Aloeaceae.
Também conhecido como alho bravo, lágrima-de-virgem, cebolinha-cheirosa, alho de cheiro, alho nativo, pertence a mesma família da cebola e do alho.
O bolbo é envolvido numa túnica externa branca.
As folhas são lineares.
As flores são brancas e têm um cheiro considerado agradável.
O sabor é muito suave, mas característico o suficiente para ser apreciado como tempero.
Alho Silvestre
Origem e habitat : Nativo da América do Sul, estando presente no Brasil, da Bahia até Rio Grande do Sul. É considerada praga nos jardins, gramados, pastos e pomares. Ocasionalmente, é cultivada como planta ornamental
Indicações: vermes.
Parte Utilizada : Bulbo.
Curiosidade : Os tropeiros usavam a planta para dar sabor às comidas feitas durante as viagens. E as sementes que também podem ser usadas como condimento lembram as de cebolinha.

ALHO PORÓ

E SUAS PROPRIEDADE

Allium porrum

Essa hortaliça muito usada na culinária francesa é uma boa fonte de vitaminas e sais minerais, é usada medicinalmente para prevenir a pressão alta e a arteriosclerose.
Descrição : Planta da família das Liliacea, também conhecida como porró, alho francês.
É uma herbácea anual que pertence a mesma família das cebolas e dos alhos.
Cresce de 40 a 60 cm, com diâmetro de 3 a 6 cm.
Folhas largas que se sobrepõem até formar um talo redondo, que no contato com a terra torna-se bojudo.
O caule é um bulbo alongado, de cuja base muito Intumescida saem às folhas alternas, compridas, invaginantes, de cor verde escuro.
Flores róseas, lilases ou brancas que surgem em uma haste e são envolvidas por uma espata.
O fruto é uma cápsula triangular com 3 divisões, contendo 2 sementes escuras, achatadas e enrugadas, cada, possui odor picante.
Partes utilizadas : Bulbo.
Indicações: Reduz pressão alta e previne arteriosclerose. Auxilia a dissolução de cálculos renais. Tem efeito tônico sobre pessoas enfraquecidas. Previne gripes e resfriados, poderoso desinfetante, ajuda na expulsão dos vermes.
Plantio : Reproduz-se por sementes. São geralmente semeados em canteiros, em estufas, dos quais se retiram as mudas. Existe um conjunto de variedades particularmente adaptadas ao frio e que se mantêm prontas para consumo durante o inverno. É mais resistente à geada que a cebola. A planta adapta-se facilmente a qualquer tipo de solo, ainda que prefira solos pouco ácidos ou sensivelmente neutros. É aconselhável também que o solo seja bem drenado.
Habitat: Originário da Europa e Ásia, é comumente encontrado no sudeste do Brasil em feiras livres e supermercados.
História: Uso pela população europeia tradicionalmente para várias afecções. O alho-porro era já utilizado pelos antigos Egípcios, Gregos e romanos que depois levaram o vegetal a diversas partes da Europa.
É um dos símbolos nacionais do País de Gales, fazendo parte dos rituais do dia de São David, altura em que é tradição os galeses envergarem a planta. De acordo com a mitologia do País de Gales, São David ordenou aos seus soldados galeses que envergassem a planta nos seus elmos numa batalha contra os Saxões que teria ocorrido num campo de alhos-porros.
Plantio : É cultivado em áreas temperadas para frias, em solo de baixa acidez, areno-argiloso, fofo e fértil. Também conhecido como.
Alho Porró
Princípios ativos: Mucilagens; Sais minerais: ferro, enxofre cobre; Vitamina C, B1 e E; Celulose: Proteínas: açúcares; Pectina Alicina, officinalis; Ácidos orgânicos: esteárico, linoleico, palmítico.
Dosagem: Infuso: 5 gramas em 1 copo de água fervente por 5 minutos. Adultos: 1 bulbo fatiado em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs.
Modo de usar: conservas, cozidos vegetais, suflês, sopas, sopas desidratadas, misturas condimentares em pó, prato principal com molhos especiais;
- Infusão de 5 gramas em 1 copo de água fervente por 5 minutos.
- Decocção de um bulbo em 250 ml de água fervente por 10 minutos: diurético (evita cálculos renais).
Contras indicações/cuidados: pessoas com úlceras gastroduodenais, gastrite e fraqueza estomacal; nutrizes pois impregna o leite e pode causar cólicas nos bebês. As sementes podem provocar hemólise.

ALGODOEIRO

COMO PLANTA MEDICINAL

Gossypium herbaceum

É uma planta da família das malvaceae, sendo que suas sementes pousem propriedades medicinais, produzindo um óleo que pode combater várias enfermidades como catarro e diarreia.
Descrição : Herbácea de flores vistosas, de cor amarela ou branca.
O fruto é uma cápsula ovoide que contém várias sementes coberta por uma fibra branca.
Plantio :
Multiplicação: por sementes, para plantio direto ou para produção de mudas.
Cultivo: Plantio em terrenos áridos, de fertilidade mediana, neutros, com espaçamento de 1,0 m por 2 m.
Colheita: Colhe-se a casca da raiz para uso no mesmo dia.
Os caroços quando maduros ou frutos ainda verdes para combater piolhos e outros ectoparasitas com o sumo destes. Seque as sementes ao ar livre sobre sacos de pano, após retirar as fibras esbranquiçadas.
Indicações : Catarro, desinteiras, diarreia, dismenorreia, distúrbios do climatério, dores musculares, estancar hemorragias, ferida, furúnculo, hemorragia, inchaço, infecções renais, inflamação, menorragia, metrorragia, queimadura, queimaduras, restaurar o fluxo menstrual, síndrome pré-menstrual, trabalho de parto.
Dosagem : Combate o catarro brônquico, disenteria, provoca e ajuda a menstruação e reduz o colesterol. Protege a pele e desinflama os brônquios.
Princípios Ativos : Ácidos graxos polinsaturados e mucilagens.
Modo de usar:
Restaurar o fluxo menstrual, estancar hemorragias, síndrome pré-menstrual, distúrbios do climatério, afecções das vias urinárias, digestão, doenças da pele (espinhas, cravos, dartros e boubas), amenorreias, dismenorreias, hemorragias do pós-parto, inflamações e dores do útero e do ovário, retenção de placenta, provocar contrações uterinas, hemoptises - Decocção de cascas das raízes:
Hemorragias, dismenorreias, hemorragias do útero. - Sementes, por infusão.
Catarro, disenteria, diarreia, enterite - Folhas e flores, por infusão.
Massagem de articulações e músculos para aliviar dores, furúnculo, ferida da pele - óleo, extraído das sementes:
Queimaduras, inflamações, inchaço. Ingerido: disenterias. cataplasma das folhas machucadas: alívio imediato para as queimaduras.- sumo das folhas, aplicado topicamente:
Asma : extrato fluído das sementes.
Algodoeiro

ALGODOEIRO BRAVO

Hibiscus bifurcatus

Planta da família das Malvaceae, também conhecida como algodoeiro-do-brejo, Encontrada do México, Guiana e no Brasil, indicada em processos inflamatórios.
Descrição : Da família das Malvaceae, também conhecida como algodoeiro-do-brejo, amaniu-rana, amanduerana, amanduerana-bravo, campainha-de-canudo, faja, fajan, fanjan, fanja-maioranta, majorona, malva-vinagreira, mamorana, mata-cobras, mata-pinto, quiaborana, vacina-do-brejo, vinagreira-do-campo, uaicima-do-brejo.
Pode ser confundido com o Algodão Bravo, ipomoeae carnea, pois o Hibiscus é um gênero botânico, com cerca de 300 espécies. É ornamental pois possui bonitas flores.
Origem e Habitat : Encontrada do México a Guiana e no Brasil, trata-se de uma planta aquática originária da América do Sul.
Propriedades medicinais: Abortiva, emético, emoliente, resolutiva.
Indicações: Processos Inflamatórios.
Contraindicações : Abortiva
Algodoeiro Bravo

ALGODÃO DE MALTA

Gossypium baradense

Há registros de seu cultivo na índia, China e Egito anteriores a 500 a.C. Além do uso têxtil, sempre foi usado medicinalmente. Indicado em Afecção ovariana, bouba, cravo, dismenorreica.
Descrição : Planta da família das Malvaceae, também conhecida como algodão-de-malta, algodão-herbáceo, amaniú, coton.
Arbusto grande, ereto e ramoso de até 4 m (menor quando cultivado) com glândulas puntiformes, folhas pecioladas, alternas, palmadas, 3-5 lobadas, lobos ovados lancedados, acuminados 5-7 nervados, de 17 cm de comprimento e 20 cm de largura.
Flores amarelas, raramente róseas, com manchas purpúreas na base das pétalas.
Seu fruto é uma cápsula longo-mucronada ou aguda com 3-5 sulcos longitudinais e com igual número de valvas e lóculos oblongados e elípticos com 7-8 sementes obovais, glabras, soldadas.
Habitat: Encontrada em todo o pais.
Partes utilizadas : Toda a planta.
História: Há registros de seu cultivo na índia, China e Egito anteriores a 500 a.C.
Além do uso têxtil, sempre foi usado medicinalmente.
Parte de sua fama deve-se à baixa incidência de pragas e doenças nas suas lavouras.
Chegou à América do Norte no século XVIII com excelente adaptação.
O uso das cascas de sua raiz era para indução do parto e contenção de eventuais hemorragias associadas.
Na China o óleo culinário de suas sementes foi associado à esterilidade masculina e posteriormente estudadas e utilizadas como anticoncepcional masculino.
Chegou ao Brasil também no século XVIII estando bem adaptado.
Propriedades medicinais: Abortiva, diurética, emenagoga, emoliente, ocitócica, adstringente, antiespasmódico, adstringente e hemostático.
Indicações: bouba, cravo, dor ovariana intermitente, hemorragia post-partum, herpes, infecção uterina, metrorragia ou hipermenorreia, retenção de placenta.
Asma brônquica e bronquite: como expectorante e estimulante do centro respiratório.
Também indicado para controle da dismenorreia em miomatose (regras profusas), endometriose e adenomiose.
Princípios ativos: Betaína; Óleos essenciais; Resinas; Salicilatos; Sesquiterpenos; gossipol; taninos ; Fenóis; ácido hidroxibenzoico; Ácidos orgânicos; ácidos málico e cítrico; Fitosteróis: (3 sitosterol; Vitamina; E; Óleos fixos: ácidos graxos poli insaturados.
Contraindicações/cuidados: Em mulheres férteis que querem engravidar pois o algodoeiro pode impedir a nidação do ovo. Em homens com oligospermia em tratamento contra infertilidade. Em pessoas alérgicas a taninos.
Efeitos colaterais: As pesquisas garantem o uso do algodoeiro em humanos nas doses indicadas. A DLM é acima de 180ml para um adulto com mais de 60Kg. O gossipol causa hipopotassemia, fadiga crônica e oligospermia com o uso prolongado - dose tóxica seria de 500 vezes superior à dose terapêutica, causando congestão pulmonar e hemorragia difusa.
Superdosagem: Deverão ser feitos: o esvaziamento gástrico, lavagem com soro fisiológico e colocação de sonda nasogástrica.
As resinas podem causar cólicas e diarreias, justificando o uso da hioscina.
Em caso de fraqueza muscular e taquipneia deverá ser usado um anticolines-terásico.
O choque deve ser tratado com aminas simpaticomiméticas - dopamina e dobutamina, e vasopressores.
Posologia: Adultos: 10 a 20ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água 2g de erva seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de cascas e raízes em decocto até 3 vezes ao dia. Crianças de 2 a 5 anos: 2 ml 3 vezes ao dia, às refeições. De 5 a 8 anos: 3ml 3 vezes ao dia, às refeições. De 8 a 12 anos: 4ml 3 vezes ao dia, às refeições. Posologia por peso corporal: 0,3ml/Kg/dia.
Algodão de Malta
Farmacologia:
Trabalhos produzidos na China demonstram sua atividade antifertilidade masculina redutora da espermatogênese.
Sua concentração nas raízes é pequena, levando a baixa atividade farmacológica nas doses indicadas.
Exibe atividade antifúngica potente in vitro inibindo o crescimento de A. fumigatus. O (3 sitosterol exibe pequena atividade estrogênica, reduz os níveis séricos de colesterol e o tamanho da hiperplasia prostática benigna. O ácido cítrico possui atividade anticoagulante.
O Algodoeiro foi investigado no início do século XX nos EE.UU. por sua ação no útero, foi demonstrado que ele produz uma contração mantida semelhante à induzida pela ergotamina.
O extrato aquoso produziu contração e inibiu a nidacão de óvulos fecundados no útero de cobaias. Exibe também atividade vasoconstritora sobre o endométrio reduzindo o fluxo menstrual e a hemorragia pós-parto.
O extrato aquoso tem ação antimutagênica comprovada devido à vitamina E.
O extrato alcoólico tem atividade espasmolítica potente sobre várias musculaturas lisas de cobaias. Pesquisadores da universidade de Antioquia não verificaram a mesma ação com o decocto o que sugere que o princípio ativo responsável seja lipossolúvel. Estes extratos também exibem atividade antiviral e estimulante do SNC, com estímulo do centro respiratório,devido a óleos essenciais.