segunda-feira, 17 de julho de 2017

CÁSCARA SAGRADA

PARA QUE SERVE A CÁSCARA SAGRADA

Rhamnus purshiana

Descrição : Da família das rhamnaceae. Arbusto frondoso, de ate 6m de altura. Os ramos são cinza tomentosos quando jovens. As folhas são oblongo ovadas, verdes, margens denteadas. As folhas jovens são tomentosas, mas não se tomam coriáceas nem no inverno; redondas na base e ás vezes mais estreitas no pecíolo; Flores branco amareladas reunidas em inflorescências paniculadas, axilares. O fruto é púrpura escuro. As sementes são ovadas e pretas
Parte utilizada: Casca seca do tronco e dos ramos.
Habitat: Nativa do oeste dos EE.UU. - Montanhas Rochosas, e cultivada da costa do Pacífico ao Canadá, região andina e leste da África.
História : Seu nome, de origem espanhola, é usado no mundo inteiro; após os colonizadores terem-na descobertos com indígenas norte-americanos que já a utilizavam com finalidades medicinais.
Partes utilizadas : Casca.
Propriedades : Purgante, colagogo e eupéptico.
Indicações : É muito útil em casos de prisão de ventre crônica. Facilita o funcionamento da vesícula e a digestão.
Princípios Ativos : Ácidos graxos, glicosídeos, antraquinonas, glicosídeo (shesterina) e o ramnicosideo.
Toxicologia : Mulheres grávidas, nutrizes e pessoas que sofrem de dor de estômago, colite, obstrução intestinal, doenças inflamatórias agudas dos intestinos e apendicite, úlcera duodenal ou gástrica, refluxo do esôfago, diverticulite.
Efeitos colaterais: Pode induzir diarreia. Se usada por mais de dois meses seguidos, provoca inflamações crônicas no intestino, cólicas intestinais, dores espasmódicas gastrintestinais e perda excessiva de líquidos e sais minerais. A casca fresca, sem secagem prévia, pode provocar vômitos, cólicas violentas, diarreia, queda de pulsação e aumento do fluxo menstrual, devido a ramnotoxina e a presença de antraquinonas reduzidas. Acima de 8 gr./dia pode causar diminuição da pulsação, queda de temperatura e hipopotassemia.
POSOLOGIA DA CÁSCARA SAGRADA.
Infuso ou decocto: 25g/litro de água. Laxativo: 50 a 100 ml ao dia. Purgativo: 200 ml ao dia. - Deixar ferver ½ litro de água, despejar o equivalente a 1 colher de sopa do chá. Desligar o fogo, abafar, deixar esfriar e coar. Tomar 1 copo 1 x ao dia.
Pó da casca: laxativo: 0.25 a 1 gr./dia; purgativo: 3 a 5 gr./dia. Seus efeitos são percebidos de 8 a 12 horas após a ingestão, conforme a sensibilidade individual.

Rhamnus purshiana
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CARVALHO EUROPEU

Quercus alba

Descrição : Dentre as várias espécies de carvalho, destacamos esta, que é essencialmente medicinal. Seus frutos, constituem ótimo alimento para os suínos assim como também para o homem. É árvore de crescimento lento e de grande longevidade, atribuindo-se-lhe até 1.500 anos de existência.
É muito atacada pela taturana, ou seja a lagarta cujo nome científico é Podalia chrysocoma, Herr.—Schaff e pelo coleóptero Loxopyga flavo-lienata, Mann. Fornece madeira de alburno branco bem delimitado e cerne castanho com diversos tons, o qual, com o passar dos anos, torna-se escuro, quase preto.
Muito apreciada para a confecção de móveis de estilo antigo, sendo considerada madeira de primeira qualidade para construção civil e naval, dormentes, vasilhame, soalho, marcenaria, escultura, instrumentos agrícolas, ferramentas, lenha e carvão e toda espécie de obras internas.
Foi usada nas grandes catedrais góticas da Alemanha, França e Inglaterra. Também Notre-Dame, de Paris, e Sainte-Chapelle têm seus arcabouços desta madeira. Sua casca é também usada na indústria de curtume.
História : Foi também muito usada contra as febres intermitentes e ainda hoje em dia é usada, depois de reduzida a pó, para pulverizar e lavar as úlceras atônicas. .
Origem : Originária da Europa, da Ásia Menor e de Marrocos, foi introduzida no Brasil há muitos anos, principalmente nas regiões elevadas dos Estados do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul.
Princípios Ativos: tanino (9 a 12%), ácido gálico, açúcar não cristalizável, tânatos de cálcio, potássio e magnésio, pectina, amido, celulose, goma, resina, óleo graxo, tanino, matéria extrativa amarga.
Propriedades medicinais: adstringente e febrífuga (casca); antidiarreico e antidiabético (frutos).
Indicações: Atrofia mesentérica das crianças, febres intermitentes, hemorragia passiva e úlceras atônicas. Já foram muito empregados na medicina europeia, sendo que, depois de torrados e moídos conjuntamente com a cúpula, servem para combater o diabete, a diarreia.
Carvalho Europeu

CARVALHINHA

Teucrium chamaedrys

Descrição : da família das Lamiaceae, também conhecida como camédrio, carvalho pequeno, chamedris, têucrio. Herbácea que apresenta rizoma horizontal, sobre o qual desenvolvem verticalmente dois tipos de caules aéreos, os férteis e os estéreis, que são ocos, e podem atingir até 30 cm de altura.
Os caules férteis surgem na primavera. São curtos, de cor branco amarelado na base e vermelhor-escuro na ponta, onde fica a espiga. Contêm esporângios que emitem numerosos esporos.
Os caules estéreis, que alcançam até 50 cm de altura, de coloração esverdeada, são fistulosos, estriados com nós compostos de tabiques de separação, e externamente de uma bainha os caules são verticilados, com longos ramos delgados de igual conformação do caule.
Possui pequenas folhas e forma de agulhas emendadas. É uma planta que não possui flores e, consequentemente, sementes.
Tem sabor e odor fracos, levemente salgado e quando mastigada range entre os dentes. Nasce espontaneamente e na colheita cortam-se somente os caules estéreis. A melhor época para o corte é o verão.
Parte utilizada: Folhas, flores.
Origem : Europa, ocorrendo espontaneamente em todos os continentes, com exceção da Antártida
Modo de Conservar : Devem ser cortadas somente as partes aéreas. Secas ao sol e em local seco. Guardar em sacos de papel ou pano.
Propriedades medicinais: Adstringente, antiescrofuloso, antipirético, antisséptico, aromático, carminativo, depurativo, digestivo, diurético, estimulante, estomacal, sudorífico, tônico, vermífugo.
Indicações: Dispepsias, aerofagias, distúrbios digestivos, afecções do estômago, gengivites, piorreia.
Modo de usar:
- Infusão : misturar 50 g de folhas de camédrio, 40 g de folhas de alecrim e 10 g de sementes de coentro. Colocar uma colher (de sopa) dessa mistura numa xícara de água fervente: dispepsia, aerofagia;
- Tintura: macerar 5 g de sumidades floridas e folhas de camédrio em 50 g de álcool a 70º, por oito dias, filtrar e guardar o líquido em um recipiente com conta-gotas. Tomar 20 gotas antes das refeições: inapetência;
- Infusão : em um litro de água quente colocar 15 g de folhas e de sumidades florais. Coar e adoçar, tomar quatro calicezinho ao dia: inapetência, constipação intestinal. Uso externo: piorreia, gengivite.
Diurético; afecções dos rins e da bexiga; eliminador do ácido úrico: coloque 1 colher de sopa de caule bem picado, em 1 xícara de chá de água em fervura. Ferva por 10 minutos. Abafe, deixe descansando por 15 minutos. Tome 1 xícara de chá, 2 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose. Observar que não deve ser tomados após ás 17:00 horas.
Hemorragias nasais : Coloque 1 colher de sopa do caule fatiado em 1 copo de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Tome a metade do copo. Com o restante do líquido faça lavagens locais, aspirando e assoando o nariz. Até desaparecer o derramamento de sangue.
Calcificante nas fraturas : coloque 4 colheres de sopa do caule fatiado em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Tome aos goles durante o dia.
Anemia : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de caule fatiado e adicione água fervente. Abafe, espere esfriar e coe. Tome 1 xícara de chá, 2 vezes ao dia.
Carvalhinha

CARURÚ DA ANGOLA

Amaranthus flavus.

Descrição : Planta da família das Amaranthaceae, também conhecida como bredo, bredo-rabaça, carurú-crista-de-galo, carurú-do-mato, crista-de-galo.
Planta rasteira, silvestre, considerada invasora e combatida tenazmente, com raízes muito profundas, de caules finos arroxeados e folhas ovais verdes ou verde-violaceas com sabor semelhante ao do espinafre.
As flores verde-palido são espigas axilares que se concentram no ápice da planta. O fruto é uma cápsula pequena, com uma única semente de cor escura.
Há uma outra variedade com sementes Claras, o A. hypohcondriacus que desponta como campeã em valor nutricional.
Partes utilizadas : Folhas e talos.
Habitat: É natural da América Central e do Sul, ocorrendo espontaneamente do Amazonas ao estado do Rio de Janeiro.
História: Tendo sido cultivado pelos astecas, caiu em desuso e agora voltou a receber atenção, especialmente nos EE.UU, através das pesquisas do nutricionista John Robinson; Resultados de pesquisas na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) em Piracicaba-SP entenderam que a planta é uma opção para a produção de grãos, pela sua rusticidade, tolerância a secas, rendimento e elevado teor nutricional.
Propriedades medicinais: Hepático, estomático, diurética (raiz), febrífuga (raiz).
Parte utilizada: Folhas, raiz, talos.
Modo de usar:
- Suco: Tomar algumas colheres de sopa ao dia.
- Salada. Adultos e crianças: Usado cru em saladas, ad libidum. Não deve ser refogado para preservar seus sais minerais.
Caruru de Angola

CARQUEJA DOCE

Baccharis articulata

Descrição : Família das Compostas.
Subarbusto ramosíssimo, ramos lenhosos, articulados, bi-alados, sendo as alas rígidas, planas, de 25mm, ininterruptas e às vezes viscosas, glabras, folhas rudimentares quase nulas, capítulos de flores brancas, insignificantes (amareladas nos indivíduos masculinos), dispostos em espigas densas; fruto pequenino, glabro.
É planta um pouco resinosa, amarga e digestiva, rica em saponina e reputada tônica, febrífuga, diurética, útil na cura das dispepsias atônicas, da debilidade orgânica e da mesma, sendo que se lhe atribui a mais benéfica ação quando, em 1849, o cólera-morbo invadiu o Brasil.
Passa por ser sucedânea da losna (Artemísia absinthium, L.), entra na fórmula da "água inglesa" do Hospital de Misericórdia do Rio de Janeiro e também é utilizada na medicina veterinária para combater a diarreia do gado.
Esta espécie, e provavelmente outras do mesmo gênero, cortada em pedaços e estes logo enterrados, constitui bom adubo para certas plantas que exigem terra úmida.
Como já assinalamos para a B. glomeruloides, Pers., a população rural argentina acredita igualmente na eficácia desta espécie contra a impotência sexual do homem e a esterilidade da mulher.
Há a variedade gaudichaudiana (B. gaudichaudiana DC., B. diptera, Sgultz-Bip.), de alas mais largas.
Vegeta de preferência nos campos secos, mesmo pedregosos, onde constitui um elemento característico pela sua abundância, sendo que se desenvolve perfeitamente até mesmo nos gramados e nos currais, sob o piso constante dos animais (Lindman).
Sua maior produção no Brasil registra-se nos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Aliás, no Rio Grande do Sul é conhecida como Carquejinha.
Parte utilizada: Ramos alados.
Nota: não utilizar a parte subterrânea. Extrato da planta inteira causou a morte de cobaias.
Princípios Ativos:
- Parte aérea: ácidos a e b-resínicos, resínico, oleanólico e crisosapônico; santonina, absintina, luteolina, quercetina, articulina, acetato de articulina, genkwanina, acacetina, 7,4'-dimetilapigenina, cirsimaritina, salvigenina, jaceidina, jaceosidina, lupeol, chondrillasterol;
- Flores: barticulidiol, diéster malonato acetato, bacchotricuneatina A; - óleo essenial: a-pineno, cis-cariofileno, g-elemeno, b-guaieno, d-cadineno, aroma dendreno.
Propriedades medicinais: Antianêmica, anticolesterolêmica, antidiabética, antidiarréica, antiespasmódica, antipirética, antirreumática, antisséptica, diurética, depurativa, digestiva, estimulante da fertilidade feminina, eupéptica, febrífuga, hepática, tônica.
Indicações: Afecção (fígado, estômago); controlar a impotência masculina e a esterilidade feminina, debilidade orgânica, dispepsias atônica; enfermidades do baço, da bexiga, do fígado; enjoos, febre, prisão de ventre.
Nota: A planta contém lactonas diterpênicas que apresentam atividades contra cercárias de Schistosoma mansoni, (causador da esquistossomose), ação letal sobre o molusco Biomplalaria glabrata (hospedeiro intermediário do S. mansoni), e inibem o crescimento do Trypanosoma cruzi (protozoário causador da doença de Chagas).
Contraindicações/cuidados: Abortiva, se ingerida por 10 a 15 dias seguidos.
Efeitos colaterais: Não encontrados na literatura consultada.
Modo de usar:
Maceração, tintura, extrato. Maceração de 6 g (verde ou 2 g seco) de ramos em um copo d´água fria. Deixar seis horas. Dividir em 3 doses e tomar depois das refeições principais. (preferencialmente colocar em maceração na hora de dormir, para começar a tomar na manhã seguinte. Manter na geladeira e não usar após 24hs.); Tintura: tomar até 60 gotas em uma xícara de água, após as refeições; Extrato: tomar 20 gotas em uma xícara de água, após as refeições.
Carqueja