segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

COCLEÁRIA

Cochlearia officinalis

Descrição : Da família das Crucíferas. Planta anual, de raiz fusiforme, comprida, da grossura de um lápis, tem caule ramoso desde a base, cilíndrico e glabro, folhas radicais longo pecioladas, cordiformes, obtusíssima, côncavas, inteiras, vernicosas e verde escuras, caulinares alternas, as inferiores pecioladas, quase reniformes e muito obtusas, inteiras, as superiores sésseis, alongadas, irregularmente denteadas; suas flores são brancas, pedunculadas, dispostas em racimos corimbiformes na extremidade dos ramos. Seu fruto é uma síliqua 2-locular contendo inúmeras sementes.
É planta essencialmente medicinal. Suas folhas, além de medicinais, são comestíveis; destiladas, fornecem óleo acre e sulfuroso, mais pesado que a água e é tão enérgico que uma só gota basta para dar o sabor e o cheiro a 500 gramas de vinho, segundo Murrai; contém ainda sulfosinapisina e cochlearina.
É conhecida como poderoso antiscorbútico, sendo muito empregada em farmácia para tal fim. É também adstringente e dentifrício, excelente para combater as gengivites e as estomatites ulcerosas; é estimulante, depurativo e muito eficaz contra os cálculos vesiculais. Contém propriedades também para o combate ao reumatismo.
Antigamente, essa planta era muito frequente nas hortas. Misturava-se facilmente com as mostardas, quando faziam usos medicinais caseiros. Ultimamente vem se tornando mais rara no Brasil.
Partes utilizadas : Folhas frescas e talos.
Origem : Europa.
Habitat: E originária da Europa, Ásia e América do Norte.
História: Antes da descoberta da vitamina C já se sabia que o escorbuto era decorrente da falta de frutas e vegetais na alimentação e que a Coclearia combatia estes sintomas. Agora já se conhece a razão - a Coclearia tem a mesma quantidade de vitamina C que as laranjas frescas. Faz parte da farmacopeia homeopática.
Princípios Ativos: Ácido ascórbico, glucosídeo sulfurado (glucococlearina), isosolfocianato de butila, tanino e sais minerais.
Propriedades medicinais: Adstringente, antiescorbútica, aperiente, depurativa, digestiva, diurética, estimulante, estomáquica, rubefaciente.
Indicações: Folhas, talos e raízes em infusão: escorbuto, câncer, reumatismo, gota, inapetência, artrite e bronquite, edemas, ácido úrico, rins, digestão, estimulante da secreção gástrica. Folhas e raízes, trituradas na forma de Cataplasma : dores reumáticas, nevrálgicas e ciáticas. Suco das folhas frescas, com suco de laranja: tônico contra a astenia.
Efeitos colaterais: Doses muito elevadas acusam irritação da mucosa do trato gastrointestinal.
Posologia: Adultos: 4g de erva folhas frescas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs para todas as indicações; As folhas podem ser mastigadas, na quantidade indicada para o infuso, para firmar e tratar as gengivas afetadas pelo escorbuto; O suco de 1 xícara de folhas frescas poderá ser empregado para colutório e também ser usado internamente, não só no escorbuto como também nas adenites e Engorgitamento viscerais e afecções pulmonares; Comida em saladas, junto com outras hortaliças, atua contra a inapetência e dispepsias; Crianças tomam de 1 /3 a 1 / 2dose, de acordo com a idade; Recomenda-se tradicionalmente o uso da planta fresca, mas e encontrada a venda, desidratada rapidamente e a baixas temperaturas (para a preservação dos princípios ativos) em outros países.
Coclearia

COALHA LEITE

Galium álbum

Descrição : É uma planta da família das Rubiáceas, de flores amarelas e folhas pequenas, verticiladas e numerosas.
Nasce com frequência à beira dos caminhos e nos campos. É conhecida na Europa como erva-de-são-joão. Como o seu nome indica, ela tem a propriedade de fazer coalhar o leite.
Propriedades medicinais: É antispasmódica, colagoga, adstringente e diurética
Indicações: Atualmente é muito pouco usada, não existindo nenhuma referência a ela nos modernos livros de fitoterapia. Entretanto, Raymond Dextreit assinala que a coalha-leite tem efeito calmante nos casos de câncer.
Outros autores informam apenas que a infusão dessa planta se faz na medida de 15 a 30g por litro de água, o que se emprega, segundo os mesmos autores, contra as moléstias da bexiga (areia na urina, incontinência urinária), na icterícia e mesmo nas perturbações histéricas.
Coalha Leite

COAJERUCU

Xylopia frutescens

Descrição : Da família das Anonáceas, também conhecida como coaguerec, pijerecu, pindaíba, jejerucu, ibira, pindaúva, pau-de-embira, e muitos outros nomes em todo o Brasil.
Árvore pequena, crescendo até 7m de altura e pequeno diâmetro, folhas alternas, oblongas, cálice gamosépalo, pétalas lineares e estames indefinidos; o fruto é uma baga obovoide, pequena, contendo duas sementes.
Fornece também madeira de cor brancacento castanha, própria para obras internas, cabos de instrumentos agrícolas, carpintaria, mastros de pequenas embarcações, cepas de tamancos e varas de pescar. A casca é perfumada e picante e do líber tiram-se fibras (embira-de-caçador), úteis para cordoalha e estopa.
História : Em outros tempos, compravam-se suas sementes nas farmácias, onde eram vendidas a granel principalmente como condimento nos Estados do Norte, onde eram conhecidas por "pimenta-de-gentio", "pimenta-do-mato", "pimenta-de macaco", etc., substituindo mesmo a "pimentá-do-reino" (Piper nigra L.), graças ao óleo volátil acre e perfumado que elas encerram e que as torna mais suaves e mais agradáveis ao paladar que a pimenta asiática.
Essa espécie tem muita vitalidade, sendo que, enterrando-se como moirões pedaços ainda verdes, logo brotam e formam belíssimas cercas vivas.
Propriedades medicinais: As sementes também são perfumadas digestivas, carminativas, estimulantes da bexiga, aconselhadas nos casos de emagrecimento rápido e debilidade, acompanhados de tosses e dores nas costas; também servem para combater o reumatismo, a picada de cobras, o mau hálito e a cárie dos dentes.
No passado, conforme experiências realizadas, verificou-se a sua extrema utilidade para o tratamento das afecções catarrais das membranas mucosas e, particularmente das vias urinárias; muito eficazes contra a leucorreia e as cólicas do estômago.
A indústria farmacêutica francesa, depois dessas experiências, lançou no mercado o alcoolato, as pílulas e as pérolas de "etherolè de coajerucu", que na época foram muito consumidas.
Coajerucu

PARA QUE SERVE A CITRONELA

Cymbopogon nardus

Descrição : É uma erva perene, cespitosa, de 0,80-1,20 m de altura. Os colmos são eretos, lisos, semilenhosos, maciços, de cor verde clara e internos longos sobre um rizoma curto amarelo-escuro, com inúmeras raízes fortes, fibrosas e longas. As folhas são planas, inteiras, estreitas, longas, de 0,5-1 m de altura, com margens ásperas, ápice agudo, face superior verde-escura-brilhante e inferior verde-oliva-grisácea. Apresentam aspecto curvo, sendo intensamente aromáticas, lembrando o eucalipto citriodora. A inflorescência é em panícula, formada por racemos curtos e geminados. A citronela dá sementes atrofiadas, embora floresça abundantemente na primavera.
Variedades: Não existem seleções de variedades de citronela, e as referidas como variedades são, na verdade, outras espécies.
Clima: É planta de clima tropical ou subtropical. Não suporta frio, e as geadas causam a morte das plantas. No seu período de crescimento, é exigente em chuvas, mas próximo à colheita o excesso de precipitação afeta o teor e a qualidade do óleo. É cultura exigente em luz (intensidade luminosa e horas de luz) e em calor.
Solos: Areno-argiloso a francos, porosos e férteis (em matéria orgânica e em nutrientes), bem drenados e com boa exposição.
Plantio: É feito por meio da divisão das touceiras que, com a redução das folhas e das raízes, constituirão as mudas. É realizado no início do outono (março abril) ou na entrada da primavera (setembro). Devem-se evitar períodos de frio e calor intenso. Os espaçamentos serão de 0,80 a 1 m por 0,40 a 0,50 m, aumentados para mais ou para menos, de acordo com a fertilidade do solo. Recomenda-se efetuar o plantio em dias sombrios ou chuvosos, não deixando secar as raízes das mudas, e fazer uma boa irrigação em seguida.
Tratos culturais: Constarão de replantes das folhas, de capinas, irrigações e adubações de cobertura.
Pragas e doenças: Não se conhecem pragas e doenças incidentes sobre esta cultura. Alguns sintomas que se assemelham aos de doenças fúngicas em geral se revelam como carência de nitrogênio, potássio, ferro, etc.
Colheita: É feita a partir do segundo ano, em cortes a 5 cm acima do solo. Normalmente, é possível um segundo – e mesmo um terceiro – corte a 5 cm acima do solo, em cultivos bem conduzidos. Produções de 80-100 L de óleo ha são comuns no Estado.
Duração da cultura: mesmo que as plantas possam durar 8 anos ou mais, convém substituir o cultivo a cada 4 anos de produção (no 5º ano).
Operações pós-colheita: a colheita deve ser levada imediatamente para a destilação, para que não ocorram perdas de óleo essencial. Mercado: embora outros países antes não produtores tenham entrado no mercado mundial e seu preço oscilado, com frequentes baixas, a demanda ainda tem sido elevada, e os preços conseguidos permitem ainda o cultivo desta planta em escala econômica.
Indicação : Como planta aromática para fins de perfumaria. Para afugentar insetos do lar e de grãos armazenados. Como desinfetante do lar e bactericida laboratorial. Como matéria-prima para a síntese de outros aromas
Princípios Ativo : Óleo essencial.
Aromaterapia : Repelente e refrescante.
CItronela

CIPRESTRE CALVO

Taxodium distichum

Descrição : Da família das Pináceas, também conhecido como cipresie-de-luisiânia, cipreste-do-brejo, pinheiro-calvo.
É uma árvore grande, medindo até 40m de altura e 12m de circunferência, com caule alargado na base, casca avermelhada ou castanha, espessa e com epiderme que se desprende sucessivamente entrelaçados e constituindo copa oval, seus ramúsculos dísticos alternos, compridos, com as extremidades, caducas juntamente com as folhas, que também são dísticas, lineares, herbáceas, de 2cm, verde-claro, porém antes da queda tomando coloração amarela ou cor de laranja; cones ovóide-oblongos, lenhosos, compostos mais ou menos de 12 escamas quadrangulares, aglomeradas.
Sua madeira rósea ou vermelho amarelada, frequentemente de cor salmão, é leve, macia, fácil de trabalhar, não resistindo, porém, por muito tempo, o contato com a água, não é muito atacada por insetos, é de grão fino, raios medulares invisíveis, conhecida no comércio francês como jaux satine, e própria para obras expostas às intempéries, sendo a mais empregada na confecção de dormentes no Canadá.
Quando floresce em lugar úmido, ou mesmo no charco, atinge a idade de 25 ou 30 anos, as raízes emitem, acima do solo, nodosidades que se transformam em saliências ocas, verticais e cônicas que, às vezes, medem até 3m de altura e que parecem ter uma dupla função: sustentar a árvore num meio em que lhe falta outro apoio e permitir às raízes que respirem, graças ao sistema radicular peculiar a cada uma dessas nodosidades, quando o terreno está inundado e assim não poderiam fazê-lo de outro modo.
Coisas e caprichos da natureza. Cultivada como ornamental, principalmente nos Estados Unidos, servindo também para fixar o solo nos barrancos dos rios e para o revestimento de terrenos brejosos ou pantanosos, estimando-se o volume de madeira, por hectare, em 924 metros cúbicos e o crescimento anual, também por hectare, em 168 metros cúbicos; quanto à longevidade, atribuem-se-lhe a média de 3.000 anos.
Propriedades : É uma das espécies de Cipreste essencialmente medicinal, pois, sua madeira exsuda uma resina terebintácea, muito usada na cura das dores das articulações. As cascas são diuréticas, servindo também para curtume.
Princípios Ativos : Resina terebintácea
Cipreste Calvo