sexta-feira, 6 de abril de 2018

GERÂNIO AROMÁTICO

Pelargonium graveolens

Descrição : Planta mais utilizada para extração de óleos essenciais. Subarbusto de 0,80 a 1m de altura, muito ramificado com caule pubescente. As folhas são simples, alternas, palmatilobadas, com 3, 5 ou 7 lóbulos recortados, verde claras e aromáticas. Na face inferior de um verde mais claro com nervuras salientes. As flores são rosadas ou purpúreas.
Propriedades : Externamente, como adstringente
Gerânio Aromático

GENGIBRE EMAGRECE

Zingiber oficinale roscoe

Descrição: Herbácea anual da família das Zingiberáceas, com caule subterrâneo horizontal e ramificado, de onde saem hastes longas, com folhas lineares e sésseis. As folhas de cor verde escura, são lisas na face superior e um tanto ásperas na inferior. Suas flores amarelas são numerosas, proteidas por escamas membranosas e juntam-se em espigas ovais. O fruto é uma cápsula com sementes. É uma planta vivaz e aromática. O rizoma, que chamam também de raiz, é rasteiro, carnoso, espesso e nodoso. Contêm uma substância que é uma espécie de massa sólida e aquosa. Diz-se que é uma planta quente, isto devido ao seu sabor acre e picante O seu plantio deve ser feito com os pedaços de rizoma, que contenham um olho, e separados à distância de 10cm um do outro. Depois de 3 meses, as mudas devem ser transplantadas para o local definitivo. Vegeta melhor em climas quentes, em terrenos arenosos, leves, férteis, humosos e bem drenados. Não deve, entretanto, ser plantada durante anos seguidos no mesmo lugar, pois isso diminuem sua produção. A colheita começa a acontecer 7 meses após o plantio, quando as hastes ficam amarelas, e deve ocorrer manualmente, revolvendo-se a terra com forquilhas, pra não machucá-las.
Parte utilizada: Óleo essencial, rizoma.
Habitat: É nativa da Ásia, hoje é encontrada mundialmente. É cultivada no Cerrado e no nordeste.
História: É usado como alimento há milênios e até hoje, em quase todas as culturas.
Origem: Ásia oriental. Foi introduzida no brasil no século XIV, pelos colonizadores. Adaptando-se muito bem em todas as regiões de clima tropical.
Plantio: Multiplicação: por rizoma (cortam-se em pedaços com gema) e faz-se o plantio direto ou preparam-se as mudas (até 3 meses); Cultivo: plantio em covas de 10cm de profundidade em terrenos arenosos, leves, férteis e bem drenados com pH=5,5, com espaçamento de 0,5m X 0,5m; Colheita: colhem-se os rizomas 7 meses após o plantio das mudas ou 10 meses após o plantio direto. Os rizomas devem ser lavados, secos ao sol por 6 dias e acondicionados em vidros escuros ou sacos de pano.
Modo de conservar: Lave muito bem os rizomas, enxugue e deixe secar ao sol. Devem ser guardados em vidros escuros ou sacos de pano. Para o uso fresco, cortar em rodelas finas e guardar em sacos plásticos na geladeira. Duram de 2 a 3 semanas. os rizomas devem ser protegidos da umidade, para que não surja o ataque de fungos.
Propriedades: Descongestionante, tônico, expectorante, eupéptico, afrodisíaco, digestivo, carminativo, sudorífero.
Indicações: É usada para combater gripes, resfriados, tosses, fraquezas do estômago, rouquidão, bronquites, dores reumáticas, nervo ciático e nevralgias. Impede a formação de gases no aparelho digestivo. Usado também no combate a enxaqueca por bloquear a síntese de prostagladina, substância produzida pelo organismo e que está envolvida nos processos inflamatórios e na dor.
Uso pediátrico: Em dores da artrite reumatoide juvenil. Febre reumática e nas cartilagens de conjugação e em enfermidades da pré-adolescência como a epifisiólise.
Princípios Ativos: Óleo essencial rico em terpenos, fenóis (gingerol) responsável pelo sabor ardente, e resinas.
Modo de usar:
Cólicas intestinais; eliminador de gases do estômago e intestino; estimulante da digestão: em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sobremesa de rizomas fatiado e adicione água fervente. Abafe por 5 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, nas principais refeições.
Dores reumáticas; cólicas intestinais; eliminador de gases do estômago e intestino; estimulante da digestão: em um pilão, coloque 2 colheres de sopa de rizoma picado. Amasse bem e adicione 1 xícara de chá de álcool de cereais a 90%. Deixe em maceração por 5 dias. Coe e armazene em frasco escuro. Tome 1 colher de café, diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia.
Reumatismo; artrite; entorses; dores musculares; nevralgias: em um pilão, coloque 1 colher de chá de rizomas picado, 1 colher de chá de pimenta vermelha ardida, 1 colher de chá de mastruço e 1 xícara de café de óleo de cozinha. Amasse muito bem. Leve essa mistura ao fogo em banho, aplique na região dolorida, 2 vezes ao dia, fazendo ligeira massagem. Cubra em seguida, pra aquecer o local.
Asma brônquica; bronquite; amigdalite; rouquidão; tosse: em 1 xícara de café, coloque 1 colher de sopa de rizoma fatiado e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe e acrescente 2 xícaras de café de açúcar mascavo e o suco de 1 limão. Misture bem até dissolver o açúcar. Tome 1 colher de sopa, 3 vezes ao dia, para crianças dar somente 1 colher de sobremesa, 3 vezes ao dia.
Sinusite; rinite: em um recipiente com um litro de água em fervura, coloque 1 colher de sopa de rizoma fatiado. Desligue o fogo, cubra a cabeça com um pano e inale os vapores que se desprendem, de manhã e à noite, antes de dormir. Cautela quanto ao sereno.
Toxicologia: Em doses altas produz gastrite. O uso da tintura (alcoólica) é desaconselhado por ser irritante para o estômago. O uso externo pode provocar queimaduras.Gengibre
Posologia: Adultos: 8g de sementes torradas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em decocto 2 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs: 2 a 59 do pó ao dia. Fricções do óleo em articulações dolorosas e peles ásperas. Massagem sobre a pele ressecada e gotas aplicadas diretamente no ouvido; Crianças: tomam de 1/3 a 1 dose em uso interno
Efeitos colaterais: Aumento do número de evacuações ou diarreia pastosa em intestinos com tendência à diarreia.Farmacologia: O gengibre é usado para promover secreções gástricas, aumento do peristaltismo intestinal, reduzir o nível de colesterol, aumentar a glicose no sangue e estimula a circulação periférica. É de uso tradicional para estimular a digestão, seus usos modernos incluem a profilaxia para a náusea e o vômito (associadas com a cinetose, hiperêmese da gestação e a anestesia), para a dispepsia, a falta do apetite, a anorexia, cólicas, bronquite e reclamações reumáticas. O gengibre é também usado como um condimento ou uma especiaria (assim) e também como um fungicida e um inseticida. O gingerol e o composto relacionado ao chugaol possuem atividade cardiotônica. Os extratos brutos de metanol de gengibre são conhecidos por ter um efeito inotrópico positivo forte no coração de animais. O gingerol demonstrou exercer uma ação inotrópica positiva, de forma diretamente proporcional a dose, em doses tão baixas quanto 104ml, quando aplicados no tecido atrial isolado. A carga de trabalho cardíaca é diminuída ainda mais pela dilatação dos vasos sanguíneos através da estimulação da biossíntese da prostaciclina; A administração oral de 6-gingerol (1,75 to 3.50 mg/kg) e 6-chugaol (70 to 140 mg/kg) inibiram a atividade motora espontânea, produziu efeitos antipiréticos e analgésicos, e prolongou o tempo de sono induzido por hexobarbital em animais de laboratório. O composto 6-chugaol foi geralmente mais potente do que 6gingerol, também mostrando ter um efeito antitussígeno intenso quando comparado com o fosfato do dihidrocodeína. É Interessante notar que o 6-chugaol inibiu a mobilidade intestinal quando administrado por via intravenosa. mas quando administrado por via oral facilitou a mobilidade gastrointestinal. Ambos os compostos foram cardiodepressivos em baixas doses e cardiotônicos em umas doses elevadas. O 6-gingerol, as dihidrogingerdionas e as gingerdionas são inibidores potentes da biossíntese da prostaglandina, através da inibição da enzima prostaglandina sintetase (ciclooxigenase); O gengibre mostrou uma ação fungicida fraca, uma ação antibacteriana forte, além de propriedades vermífugas. Estudos mostraram que os componentes ativos inibem a reprodução da Escherichia Coli. da espécie Proteus. dos estafilococos, dos estreptococos, e das salmonelas, mas estimulam o crescimento dos lactobacilos. O óleo volátil da espécie Zingiber purpureum Roxo mostrou ter uma atividade vermífuga in vitro contra o verme Ascandla galli Schrank. Atividade vermífuga também foi relatada contra parasitas, tais como o Esquistossomo e o Anisaquis; O composto citotóxico zerumbona e seus epóxido foram isolados dos rizomas do Zingiber zerumbet.
Esta planta, também um membro da Família Zingiberaceae, tem sido usada tradicionalmente na China como um agente antineoplástico. Os compostos isolados inibiram o crescimento em cultura de um tecido de hepatoma: Os ensaios clínicos humanos examinaram os efeitos antieméticos do gengibre relativos ao cinetose (enjoo devido ao movimento), à anestesia perioperativa, e a hiperémese da gestação. Porém, pouco se sabe a respeito da farmacologia humana do gengibre no tratamento destas condições. Os estudos em animais descreveram uma melhora no transporte de alimentos pelo sistema gastrointestinal, assim também como um efeito anti-serotonina e possíveis efeitos antieméticos promovidos pelo SNC. Foi proposto que contrariamente aos antistamínicos, que atuam no SNC, as propriedades aromáticas, carminativas, e possivelmente absorventes do gengibre melhorassem os efeitos da cinetose atuando diretamente no sistema gastrointestinal. O gengibre pode aumentar a mobilidade gástrica e bloquear reações gastrointestinais e náusea subsequente; Duas investigações separadas não encontraram nenhum efeito do gengibre na deficiência do SNC causada pela cinetose, pois pacientes retiveram a habilidade de executar determinados movimentos da cabeça e do olho; Concluiu-se que os sintomas da cinetose podem ser dissociados da atividade elétrica gástrica e que os efeitos taquigástrico parciais do gengibre são fracos para aliviar o início ou a severidade destes sintomas: As mulheres grávidas que sofrem com hiperemese da gestação receberam gengibre (250 mg 4 vezes ao dia) ou placebo durante 4 dias. Quase 70% das mulheres tratadas subjetivamente preferiram o gengibre ao placebo. O gengibre também se mostrou melhor do que o placebo em aliviar os sintomas. Um caso descrito na literatura relata o uso bem sucedido do gengibre em uma paciente com síndrome de Interrupção dos ISRS (inibidores seletivos da receptação da serotonina).
O uso benéfico em outros 20 pacientes também foi relatado. O gengibre melhorou os sintomas (por exemplo, desequilíbrio e náusea) associados com a descontinuação abrupta ou o abandono intermitente de inibidores seletivos da receptação da serotonina. A administração de 1100 mg da raiz de gengibre 3 vezes ao dia no início de sintomas induzidos pela descontinuação conduziu a um alívio parcial ou completo dos sintomas dentro de 24 a 48 horas. A terapia utilizando o (com) gengibre foi continuada por aproximadamente 2 semanas, o tempo necessário para que os sintomas desapareçam. A inibição de síntese de tromboxano conduz à inibição da agregação das plaquetas, mas a evidência indica que esta reação é dependente da dose ou pode apenas ocorrer com gengibre fresco. Os únicos 2 relatórios in vivo que relatam uma função anormal das plaquetas envolveram o consumo de grandes quantidades de gengibre cru, 1 voluntário consumiu grandes quantidades de marmelada contendo 150g de gengibre e um estudo administrou 5 gramas diárias de gengibre fresco e cru por 1 semana.
Um estudo foi incapaz de detectar mudanças mensuráveis no tempo de sangramento, na contagem de plaquetas, ou na agregação das plaquetas seguidas de uma única dose de 2g de gengibre seco em 8 homens saudáveis; O suco preparado da raiz de gengibre foi encontrado capaz de inativar in vitro a mutagenicidade dos produtos de pirólise do triptofano; Não há nenhum relato de toxicidade severa pela ingestão de gengibre em seres humanos; Um ensaio clínico (N = 12) empregou a manometria gastroduodenal para avaliar efeitos procinéticos do gengibre durante jejum e pósprandial em voluntários saudáveis. Um aumento significativo na mobilidade antral e na resposta motora in corpus, com uma tendência para o aumento da resposta motora em todas as regiões foi encontrada. Entretanto, nenhum efeito do gengibre na mobilidade gástrica usando uma técnica de absorção do acetaminofeno foi encontrado em 16 voluntários saudáveis; Um estudo duplo-cego (N = 36) comparou o efeito de 940 mg de pó da raiz de gengibre contra 100 mg de dimenhidrinato e o placebo (a erva moruagem) na prevenção da cinetose. As preparações foram administradas 20 a 25 minutos antes de colocar os voluntários com os olhos vendados em uma cadeira giratória. Aqueles que recebem a raiz do gengibre permaneceram na cadeira por mais tempo (uma média de 5,5 minutos, comparada com 3,5 e 1,5 minuto para os grupos do dimenhidrinato e o placebo, respectivamente), e 50/0 permaneceu na cadeira pelos 6 minutos completos do teste. Nenhum dos voluntários nos outros grupos terminaram o teste. No total, o grupo que recebeu gengibre levou mais tempo para começar a sentir enjoo, porém uma vez que o centro de vômito foi ativado, as sensações de náusea e o vômito progrediram na mesma taxa em todos os grupos. Um estudo duplo-cego e placebo controlado em cadetes da Marinha com enjoo marítimo (N = 79), relatou reduções significativas dos sintomas (vômito e calafrios) e visivelmente suprimiu a tontura após a administração de 1 grama de raiz de gengibre. O nistagmo foi relatado como não alterado. Um estudo que envolveu 1741 participantes em uma excursão de barco no oceano descreveu que a administração de 250 mg de gengibre antes da partida foi tão eficaz quanto o cinnarizino, a escopolamina, o dimenhidrinato, o meclizino, e o ciclizino. O gengibre (500 mg a cada 4 horas) e o dimenhidrinato (100mg a cada 4 horas) foram comparados em um outro estudo duplo-cego, e efeitos protetores similares foram observados, porém aqueles que recebem o gengibre não relataram nenhum efeito colateral. Outros ensaios não mostraram nenhuma diferença significativa entre gengibre, drogas antieméticas e o placebo a respeito dos sintomas gástricos e não gástricos; Um outro estudo placebo controlado avaliou a habilidade dos participantes de tolerar movimentos da cabeça enquanto sentados em uma cadeira giratória de olhos vendados. O gengibre foi comparado contra a escopolamina (0,6 mg por via oral) em diversos grupos pequenos de participantes. Concluiu-se que o gengibre administrado em doses de 500 a 1000mg de pó de gengibre ou 1000mg de raiz de gengibre fresco não ofereceu nenhuma proteção contra a cinetose sob várias condições de teste, enquanto o grupo da escopolamina pode tolerar um aumento significativo no número de movimentos da cabeça. No mesmo estudo, o esvaziamento gástrico e a atividade elétrica gástrica (através de um electrogastrograma [EGG]) foram avaliados em 2 grupos pequenos.
O gengibre parcialmente inibiu e estabilizou o taquigastria mas não afetou a amplitude do EGG. Os efeitos antieméticos do gengibre foram comparados com a metoclopramida e o droperidol na prevenção da náusea e vômito pós-operatória. Um ensaio perspectivo, randomizado e duplo-cego (N := 120) avaliou 1 g da raiz de gengibre em pó contra 10 mg de metoclopramida administrado 1 hora antes da anestesia em mulheres que se submeteram-se a laparoscopia ginecológica. A anestesia foi induzida com propofol, fentanil e atracurium. Os resultados obtidos concordaram com aqueles de estudos precedentes - o gengibre e a metoclopramida foram igualmente eficazes e foram mais eficazes do que o placebo na redução da incidência da náusea e vômito e pós-operatório (21 %, 27 e 41 %, respetivamente). A necessidade para antieméticos no pós-operatório foi reduzida significativamente naqueles pacientes que recebem o gengibre comparado com grupo de placebo (15% contra 38%, P = 0,006); Em uma comparação - placebo controlada contra o droperidol, nenhuma diferença estatisticamente significativa foi encontrada com a raiz de gengibre ou a raiz de gengibre acompanhada do droperidol na incidência da náusea e vômito e pós-operatório em 120 mulheres que se submeteram à laparoscopia ginecológica. A anestesia foi induzida com tiopental, fentanil e succinilcolina. Os tratamentos consistiram na administração de dropendol (1,25 mg por IV), da raiz de gengibre por via oral (1g administrada 1 hora antes da indução anestésica e 1 g administrada 30 minutos antes da liberação da paciente), e o gengibre mais o droperidol ou o placebo. Enquanto a incidência da náusea pós-operatória (20%, 22°C, 33%, e 32°C) e do vômito (13%, 25%, 25%, e 35°'C) não alcançou um significado estatístico, as figuras parecem ter uma importância clínica potencial; Um estudo sobre a dosagem (randomizado, duplo-cego e placebo controlado) concluiu que 0,5 9 e 1 9 da raiz de gengibre em pó foi ineficaz em reduzir a incidência da náusea e vômito e pós-operatório em 108 pacientes. Entretanto, a metodologia deste ensaio em particular (são) é questionável.. Para permitir que o aroma de identificação das cápsulas de gengibre se dissipassem, as cápsulas foram removidas de seu recipiente original e armazenadas em grupo de 2 cápsulas por 2 dias em um sacos de plástico, até que o odor tivesse desaparecido. A eliminação do aroma significa que os princípios pungentes (incluindo os composto sesquiterpênicos que produzem o aroma característico do gengibre), responsáveis para a atividade farmacológica do gengibre, também foram eliminados.

GENGIBRE SELVAGEM

Asarum canadense

Descrição: Planta da família das Aristolochiaceae. Possui folhas grandes, em formato de coração, que cresce em caules curtos e encobrem pequenas flores Version-ferrugem que lembram cornetas e nascem por baixo, perto do solo.
Parte utilizada: Rizoma.
Plantio: Encontrado em terrenos úmidos e rico em matéria orgânica. Pode ser transplantada para terreno em declive, sombreado e protegido.
Origem: América do Norte.
Princípios Ativos: Ácido aristolóquico, óleo essencial, taninos , pigmentos, alcaloide.
Propriedades medicinais: Anestésica local, aperiente, broncoespasmódica, emético, expectorante, relaxante, estimulante, tônico.
Indicações: Estimulante de apetite, asma, bronquite, enxaqueca, tosse e catarro bronquial, resfriados recentes, febre escarlat, pneumonia, menstruação reprimida, atonia e congestão do útero, estimulante do parto, hemorragias uterinas, cólica e menstruação dolorosa, transpiração excessiva e fria.
História: Os índios rappahanockd usavam a infusão das folhas para baixar a febre tifóide e os índios ojibwa usavam um cataplasma quente, juntamente com a erva espicanardo (Aralia recemosa), coberto com um pano e amarrada com talas de cedro, para o tratamento de fraturas. Os índios hopis usavam a decocção da raiz e rizomas fervidos como contraceptivos oral. Achava-se que a receita provocava esterelidade temporária, o que não foi comprovado pela ciência. (Dawson, p90)
A raiz seca foi citada oficialmente na United States pharmacopeia de 1820 à 1873 e figura na lista do National Formulary desde 1947. De acordo com o doutor Edward P. Claus, duas substâncias antibióticas foram isoladas, uma das quais impede e formação de bactérias de pus.
Contraindicações/cuidados: Gestantes e nutrizes. Pode causar náuseas, queimação na língua, gastroenterite, diarreia, erisipelas, hemorragias internas, abortos, lesões renais.
Modo de usar:
- Maceração em água fria;
- Pó: estimulante em catarro; estimular a contração de vasos sanguíneos (aplicado localmente em hemorragias). Dose, 0,5 g a 1 g do pó;
- Infusão morna de 8g do pó em 250 ml de água mona por meia hora; Tomar em doses de uma a quatro colheres de sopa cheias de trinta em trinta minutos;
- Tintura de 30 g da raiz 250 ml álcool 50%; Tomar de dois a quatro ml de hora em hora ou de duas em duas horas.
Gengibre Selvagem

GENCIANA

Gentiana lutea

Descrição: Da família das gencianáceas. De caule ereto e liso, de folhas grandes e ovaladas e flores amarelo vivo, dispostas ao redor da haste semelhantes a pequenos cilindros. Sua haste é reta, alcançando cerca de um metro de altura.
É também conhecida como Gencianela, com algumas das substâncias mais amargas do planeta, a genciana é considerada pela fitoterapia um amargo "puro".
Parte utilizada: Folhas, raízes.
Habitat: Nativa das montanhas europeias. Há centenas de espécies, pelo menos 20 na Europa, e algumas na China.
História: Planta usada há séculos como tônica digestiva bitter. Os extratos são usados em culinária, cosmética e em produtos para dependentes de nicotina. Faz parte da Farmacopeia Chinesa.
Origem: Alpes europeus.
Propriedades: É muito eficaz nos problemas digestivos, combatendo os vermes do intestino. Combate quadros febris e dores de origem reumáticas.
Indicações: É muito eficaz nos problemas digestivos, combatendo os vermes do intestino. Combate quadros febris e dores de origem reumáticas.
Gotas de tintura aliviam a má digestão nos idosos e convalescentes. Estimulam a atividade do fígado e do pâncreas e a libertação de suco gástrico que leva a um apetite mais saudável.
Uso pediátrico: Quase todas as indicações para adultos.
Uso na gestação e na amamentação: Não deve ser usada durante a gestação e a lactação.
Princípios Ativos: Possui o princípio amargo mais forte conhecido até o presente. Possui também fenóis, glicosídeos e pectina.
Toxicologia: Desaconselhável para quem sofre de úlcera gastroduodenal. Mulheres grávidas e lactantes e pessoas que sofrem de úlcera gastroduodenal, pessoas nervosas. Dose elevada, pode causar dor de cabeça e vômito. Nas lactantes o princípio amargo pode transferir-se para o leite materno.
Contraindicações: Gravidez e lactação: Úlceras gastroduodenais, síndrome de Zollinger-ElIison.
Posologia: Adultos: 3 a 12ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água 2g de erva seca ou 4g de erva fresca (1 colher de sobremesa para cada xícara de água) de raízes em infuso ou decoto, conforme a parte usada, até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs. Extrato fluído: 20 gotas antes das principais refeições Crianças: Tomam de 1/6 até 1/2 da dose
Interação medicamentosa: Interferência no efeito dos antiácidos, H2 bloqueadores e inibidores da bomba de prótons; Aumenta o efeito sedativo dos barbitúricos e benzodiazepínicos se for uma formulação à base de álcool; Causa uma reação tipo dessulfiram em pacientes que usem cafalosporinas, metronidazol e dessulfuram; Aumenta os efeitos cerebrais do álcool.
Precauções: Pacientes com história de hiperacidez estomacal devem evitá-la; Não confundir com a vileta genciana.
Efeitos colaterais: cefaleia, dispepsia, náusea, vômitos.
Superdosagem: Irritação gastrointestinal.
genciana
Modo de usar:
- Extrato ou decocção ou infusão do chá das folhas e raízes: problemas digestivos, vermes intestinais, febre, dor reumática, gota, alergia, amenorreia, anemia, anorexia, indigestão crônica, circulação, resfriado, diabete, diarreia, esgotamento, flatulência, cálculo biliar, gastrite, azia, hiperglicemia, histeria, icterícia, náusea, escrofulose, vômito. Tomar meia hora antes das refeições. No caso de pó das raízes ou folhas tomar 1 g por dose. Decocção de 1 a 2 g de raiz seca de genciana. Deixar ferver por 5 a 6 minutos. Desligar o fogo, tapar e deixar esfriar. Tomar meia hora antes das refeições. Pode adoçar com mel.
Farmacologia: A principal característica da planta é seu extremo amargor. A amarogentina é um dos princípios ativos mais amargos conhecidos. A velocidade da desidratação da raiz afeta suas propriedades como tônico medicinal amargo. A secagem lenta permite a hidrólise enzimática gentiopicrina em gentiogenina e glicose, reduzindo a natureza amarga da planta. Os iridóides presentes na genciana foram analisados em várias modalidades de cromatografia. Os alcaloides piridícos, gentianina e gentiolutina são derivados dos iridóldes que aparecem durante o processo de extração. A farmacocinética e a distribuição do gentiopicrosídeo foi estudada em cobaias - sua absorção é rápida, a biodisponibilidade é baixa e a eliminação também e rápida; Sabe-se que os princípios amargos tomados antes das refeições aumentam o apetite e ajudam na digestão aumentando a produção dos sucos gástricos e da bile. As pesquisas não revelaram dados clínicos significativos sobre esta ação. A genciana provou exercer ação anti-inflamatória mensurável e atividade cicatrizante em animais. O gentiopicrosídeo relaxa a musculatura lisa, é coletérica e protege o fígado de agressões químicas. A amarogentina e 2 outros iridóides inibiram a topoisomerase da Leishmania. Outros componentes inibiram a MAO. Extratos de genciana têm ação carreadora de radicais livres. Os princípios amargos estimulam as papilas gustativas causando uma reação reflexa na secreção da saliva e suco gástrico.

GATÁRIA

Nepeta cataria

Descrição: Da família das Labiadas, também conhecida como erva de gato, é uma planta perene e vivaz que atinge de 20 à 90 centímetros de altura. Tem muitos galhos com folha sobpostas em tom acinzentado de flores rosadas ou amareladas, toda ela exala cheiro de hortelã. Floresce em julho e agosto no hemisfério norte. As flores cor de lavanda, em cachos graciosos, florescem em julho e agosto no norte da Nova Inglaterra. As folhas frescas não exalam o cheiro típico, a não ser que sejam maceradas ou secas.
Gatária
Parte utilizada: Parte aérea.
Modo de conservar: No primeiro dia seco e ensolarado depois de as flores se abriram, corte os galhos da erva de gato e ponha-os para secar.
Propriedades: Antiespasmódicas, antidiarreicas, carminativas, diaforética, calmante e peitorais.
Indicações : Combate diarreia e cólicas que as acompanham, duas ou três colheres da infusão diárias aliviam as cólicas de crianças e idosos. É indicada também no caso de catarro brônquico e na eliminação de gases intestinais. Alivia resfriados e febres, provoca transpiração e ajuda a recobrar o equilíbrio pelo efeito calmante, permitindo um sono reparador. A infusão é indicada para diminuir as cólicas menstruais e a dor de cabeça. Como fomentação, é usada para reduzir o inchaço causado por torceduras e picadas de insetos.
Princípios Ativos: Óleo essencial (timol e carvacrol), cetonas e terpenos.
Modo de usar:
- Infusão de 5 g de sumidades floridas em uma xícara de chá de água fervente, deixar esfriar um pouco, filtrar e beber morno.
A infusão dessa erva conforta as crianças e os idosos. Duas ou três colheres de chá da infusão aliviam as cólicas e tranquilizam os bebês; várias colheres de sopa podem curar problemas gástricos e flatulências nos adultos.
Alivia resfriados e febres, provoca a transpiração e ajuda o corpo a recobrar o equilíbrio pelo efeito calmante, permitindo ao paciente um sono reparador.
A infusão é indicada para diminuir as cólicas menstruais e a dor de cabeça. Como fomentação, é usada pra reduzir o inchaço causado por torceduras e picadas de insetos.