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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

gengibre

 Gengibre

Gengibre - imagem original: Thomas Won - Licença Creative Commons

Zingiber officinale

O gengibre é uma erva perene que atinge até 1,5 m de altura. Seus rizomas são muito usados para fins medicinais e como especiaria, especialmente na culinária de países asiáticos. Os rizomas são usados frescos, secos, em pó, cristalizados ou em conserva, em pratos doces e salgados. Seu chá é popular como bebida na China, Coreia e alguns outros países. Também é usado em bebidas alcoólicas como o quentão brasileiro e as cervejas de gengibre, e no oriente médio é popular como especiaria no leite ou no café. O gengibre também é frequentemente cultivado em jardins tropicais como planta ornamental.

Planta do gengibre
O gengibre atinge até 1,5 m de altura - imagem original: Damien Boilley - Licença Creative Commons

Clima

O gengibre é uma planta de climas subtropicais e tropicais, podendo ser cultivado na faixa de temperatura indo de 17°C a 35°C. A planta prefere alta umidade relativa do ar. Em climas um pouco mais frios, o gengibre pode ser cultivado nos meses quentes do ano, precisando de proteção nos meses em que há temperaturas mais baixas.

Luminosidade

Cultive em sombra parcial ou com luz solar direta.

Vaso com muda de gengibre
Vaso com muda de gengibre - imagem original: Maja Dumat - Licença Creative Commons

Solo

O solo deve ser bem drenado, leve, fértil e rico em matéria orgânica. O pH ideal do solo está entre 5,5 e 7, mas a planta tolera um pH entre 4,3 e 7,5.

Irrigação

Enquanto a planta está crescendo, irrigue com frequência para que o solo seja mantido sempre úmido, mas nunca encharcado. Quando as folhas começam a amarelar diminua a frequência das irrigações. Se não for feita a colheita, quando a planta estiver dormente suspenda totalmente a irrigação, voltando a irrigar quando os brotos surgirem.

Rizoma de gengibre com broto
Rizoma de gengibre com broto - imagem original: Maja Dumat - Licença Creative Commons

Plantio

O plantio é feito com pedaços de rizomas (chamados de gomos) de 3 a 5 cm de comprimento. Os gomos ou pedaços de rizoma, com uma ou duas gemas cada, são plantados no local definitivo da plantação a até 5 cm de profundidade, ou em canteiros e vasos, sendo então transplantados depois de um mês, quando as mudas têm aproximadamente 3 cm de altura.

O espaçamento entre as plantas pode ser de 70 a 90 cm entre as linhas de plantio e de 30 a 50 cm entre as plantas, mas muitos usam outros espaçamentos. Diminuir o espaçamento entre as plantas aumenta a produção, mas dificulta a colheita, que geralmente acaba danificando os rizomas. Por outro lado, em lavouras mecanizadas o espaçamento normalmente é maior, e o plantio é feito com linhas duplas no espaçamento de 1,3 m x 50 cm x 20 ou 30 cm.O gengibre também pode ser cultivado em vasos grandes. Em regiões de inverno frio, o plantio em vasos é o ideal em plantações domésticas, deixando o vaso dentro de casa durante os meses frios do ano.

Tratos culturais

Retire com cuidado as plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos, de forma a não danificar os rizomas do gengibre.

Os rizomas não devem ficar expostos, sendo necessário amontoar terra sobre estes se for verificado que isso está começando a ocorrer. Amontoar terra junto as plantas também pode ajudar a manter as hastes das folhas eretas, evitando que tombem.

Plantas inteiras do gengibre
Plantas com rizomas - imagem original: Sengai Podhuvan - Licença Creative Commons

Colheita

A colheita do gengibre pode ocorrer de 7 a 12 meses após o plantio, quando as hastes e folhas começam a ficar amareladas. As plantas podem ser arrancadas com cuidado a mão ou a terra pode ser revirada, por exemplo, com forquilhas, para expor os rizomas, que são então lavados e deixados secar por um ou dois dias.

Em plantações domésticas, não é necessário colher a planta inteira. Uma parte do solo pode ser escavada em torno da planta, de forma a expor um pedaço do rizoma. Este é colhido, deixando o resto da planta intacta para continuar seu crescimento. Desta forma a planta pode viver por vários anos, sem necessidade de replantio. Em plantações comerciais o gengibre é cultivado anualmente.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

GENGIBRE EMAGRECE

Zingiber oficinale roscoe

Descrição: Herbácea anual da família das Zingiberáceas, com caule subterrâneo horizontal e ramificado, de onde saem hastes longas, com folhas lineares e sésseis. As folhas de cor verde escura, são lisas na face superior e um tanto ásperas na inferior. Suas flores amarelas são numerosas, proteidas por escamas membranosas e juntam-se em espigas ovais. O fruto é uma cápsula com sementes. É uma planta vivaz e aromática. O rizoma, que chamam também de raiz, é rasteiro, carnoso, espesso e nodoso. Contêm uma substância que é uma espécie de massa sólida e aquosa. Diz-se que é uma planta quente, isto devido ao seu sabor acre e picante O seu plantio deve ser feito com os pedaços de rizoma, que contenham um olho, e separados à distância de 10cm um do outro. Depois de 3 meses, as mudas devem ser transplantadas para o local definitivo. Vegeta melhor em climas quentes, em terrenos arenosos, leves, férteis, humosos e bem drenados. Não deve, entretanto, ser plantada durante anos seguidos no mesmo lugar, pois isso diminuem sua produção. A colheita começa a acontecer 7 meses após o plantio, quando as hastes ficam amarelas, e deve ocorrer manualmente, revolvendo-se a terra com forquilhas, pra não machucá-las.
Parte utilizada: Óleo essencial, rizoma.
Habitat: É nativa da Ásia, hoje é encontrada mundialmente. É cultivada no Cerrado e no nordeste.
História: É usado como alimento há milênios e até hoje, em quase todas as culturas.
Origem: Ásia oriental. Foi introduzida no brasil no século XIV, pelos colonizadores. Adaptando-se muito bem em todas as regiões de clima tropical.
Plantio: Multiplicação: por rizoma (cortam-se em pedaços com gema) e faz-se o plantio direto ou preparam-se as mudas (até 3 meses); Cultivo: plantio em covas de 10cm de profundidade em terrenos arenosos, leves, férteis e bem drenados com pH=5,5, com espaçamento de 0,5m X 0,5m; Colheita: colhem-se os rizomas 7 meses após o plantio das mudas ou 10 meses após o plantio direto. Os rizomas devem ser lavados, secos ao sol por 6 dias e acondicionados em vidros escuros ou sacos de pano.
Modo de conservar: Lave muito bem os rizomas, enxugue e deixe secar ao sol. Devem ser guardados em vidros escuros ou sacos de pano. Para o uso fresco, cortar em rodelas finas e guardar em sacos plásticos na geladeira. Duram de 2 a 3 semanas. os rizomas devem ser protegidos da umidade, para que não surja o ataque de fungos.
Propriedades: Descongestionante, tônico, expectorante, eupéptico, afrodisíaco, digestivo, carminativo, sudorífero.
Indicações: É usada para combater gripes, resfriados, tosses, fraquezas do estômago, rouquidão, bronquites, dores reumáticas, nervo ciático e nevralgias. Impede a formação de gases no aparelho digestivo. Usado também no combate a enxaqueca por bloquear a síntese de prostagladina, substância produzida pelo organismo e que está envolvida nos processos inflamatórios e na dor.
Uso pediátrico: Em dores da artrite reumatoide juvenil. Febre reumática e nas cartilagens de conjugação e em enfermidades da pré-adolescência como a epifisiólise.
Princípios Ativos: Óleo essencial rico em terpenos, fenóis (gingerol) responsável pelo sabor ardente, e resinas.
Modo de usar:
Cólicas intestinais; eliminador de gases do estômago e intestino; estimulante da digestão: em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sobremesa de rizomas fatiado e adicione água fervente. Abafe por 5 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, nas principais refeições.
Dores reumáticas; cólicas intestinais; eliminador de gases do estômago e intestino; estimulante da digestão: em um pilão, coloque 2 colheres de sopa de rizoma picado. Amasse bem e adicione 1 xícara de chá de álcool de cereais a 90%. Deixe em maceração por 5 dias. Coe e armazene em frasco escuro. Tome 1 colher de café, diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia.
Reumatismo; artrite; entorses; dores musculares; nevralgias: em um pilão, coloque 1 colher de chá de rizomas picado, 1 colher de chá de pimenta vermelha ardida, 1 colher de chá de mastruço e 1 xícara de café de óleo de cozinha. Amasse muito bem. Leve essa mistura ao fogo em banho, aplique na região dolorida, 2 vezes ao dia, fazendo ligeira massagem. Cubra em seguida, pra aquecer o local.
Asma brônquica; bronquite; amigdalite; rouquidão; tosse: em 1 xícara de café, coloque 1 colher de sopa de rizoma fatiado e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe e acrescente 2 xícaras de café de açúcar mascavo e o suco de 1 limão. Misture bem até dissolver o açúcar. Tome 1 colher de sopa, 3 vezes ao dia, para crianças dar somente 1 colher de sobremesa, 3 vezes ao dia.
Sinusite; rinite: em um recipiente com um litro de água em fervura, coloque 1 colher de sopa de rizoma fatiado. Desligue o fogo, cubra a cabeça com um pano e inale os vapores que se desprendem, de manhã e à noite, antes de dormir. Cautela quanto ao sereno.
Toxicologia: Em doses altas produz gastrite. O uso da tintura (alcoólica) é desaconselhado por ser irritante para o estômago. O uso externo pode provocar queimaduras.Gengibre
Posologia: Adultos: 8g de sementes torradas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em decocto 2 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs: 2 a 59 do pó ao dia. Fricções do óleo em articulações dolorosas e peles ásperas. Massagem sobre a pele ressecada e gotas aplicadas diretamente no ouvido; Crianças: tomam de 1/3 a 1 dose em uso interno
Efeitos colaterais: Aumento do número de evacuações ou diarreia pastosa em intestinos com tendência à diarreia.Farmacologia: O gengibre é usado para promover secreções gástricas, aumento do peristaltismo intestinal, reduzir o nível de colesterol, aumentar a glicose no sangue e estimula a circulação periférica. É de uso tradicional para estimular a digestão, seus usos modernos incluem a profilaxia para a náusea e o vômito (associadas com a cinetose, hiperêmese da gestação e a anestesia), para a dispepsia, a falta do apetite, a anorexia, cólicas, bronquite e reclamações reumáticas. O gengibre é também usado como um condimento ou uma especiaria (assim) e também como um fungicida e um inseticida. O gingerol e o composto relacionado ao chugaol possuem atividade cardiotônica. Os extratos brutos de metanol de gengibre são conhecidos por ter um efeito inotrópico positivo forte no coração de animais. O gingerol demonstrou exercer uma ação inotrópica positiva, de forma diretamente proporcional a dose, em doses tão baixas quanto 104ml, quando aplicados no tecido atrial isolado. A carga de trabalho cardíaca é diminuída ainda mais pela dilatação dos vasos sanguíneos através da estimulação da biossíntese da prostaciclina; A administração oral de 6-gingerol (1,75 to 3.50 mg/kg) e 6-chugaol (70 to 140 mg/kg) inibiram a atividade motora espontânea, produziu efeitos antipiréticos e analgésicos, e prolongou o tempo de sono induzido por hexobarbital em animais de laboratório. O composto 6-chugaol foi geralmente mais potente do que 6gingerol, também mostrando ter um efeito antitussígeno intenso quando comparado com o fosfato do dihidrocodeína. É Interessante notar que o 6-chugaol inibiu a mobilidade intestinal quando administrado por via intravenosa. mas quando administrado por via oral facilitou a mobilidade gastrointestinal. Ambos os compostos foram cardiodepressivos em baixas doses e cardiotônicos em umas doses elevadas. O 6-gingerol, as dihidrogingerdionas e as gingerdionas são inibidores potentes da biossíntese da prostaglandina, através da inibição da enzima prostaglandina sintetase (ciclooxigenase); O gengibre mostrou uma ação fungicida fraca, uma ação antibacteriana forte, além de propriedades vermífugas. Estudos mostraram que os componentes ativos inibem a reprodução da Escherichia Coli. da espécie Proteus. dos estafilococos, dos estreptococos, e das salmonelas, mas estimulam o crescimento dos lactobacilos. O óleo volátil da espécie Zingiber purpureum Roxo mostrou ter uma atividade vermífuga in vitro contra o verme Ascandla galli Schrank. Atividade vermífuga também foi relatada contra parasitas, tais como o Esquistossomo e o Anisaquis; O composto citotóxico zerumbona e seus epóxido foram isolados dos rizomas do Zingiber zerumbet.
Esta planta, também um membro da Família Zingiberaceae, tem sido usada tradicionalmente na China como um agente antineoplástico. Os compostos isolados inibiram o crescimento em cultura de um tecido de hepatoma: Os ensaios clínicos humanos examinaram os efeitos antieméticos do gengibre relativos ao cinetose (enjoo devido ao movimento), à anestesia perioperativa, e a hiperémese da gestação. Porém, pouco se sabe a respeito da farmacologia humana do gengibre no tratamento destas condições. Os estudos em animais descreveram uma melhora no transporte de alimentos pelo sistema gastrointestinal, assim também como um efeito anti-serotonina e possíveis efeitos antieméticos promovidos pelo SNC. Foi proposto que contrariamente aos antistamínicos, que atuam no SNC, as propriedades aromáticas, carminativas, e possivelmente absorventes do gengibre melhorassem os efeitos da cinetose atuando diretamente no sistema gastrointestinal. O gengibre pode aumentar a mobilidade gástrica e bloquear reações gastrointestinais e náusea subsequente; Duas investigações separadas não encontraram nenhum efeito do gengibre na deficiência do SNC causada pela cinetose, pois pacientes retiveram a habilidade de executar determinados movimentos da cabeça e do olho; Concluiu-se que os sintomas da cinetose podem ser dissociados da atividade elétrica gástrica e que os efeitos taquigástrico parciais do gengibre são fracos para aliviar o início ou a severidade destes sintomas: As mulheres grávidas que sofrem com hiperemese da gestação receberam gengibre (250 mg 4 vezes ao dia) ou placebo durante 4 dias. Quase 70% das mulheres tratadas subjetivamente preferiram o gengibre ao placebo. O gengibre também se mostrou melhor do que o placebo em aliviar os sintomas. Um caso descrito na literatura relata o uso bem sucedido do gengibre em uma paciente com síndrome de Interrupção dos ISRS (inibidores seletivos da receptação da serotonina).
O uso benéfico em outros 20 pacientes também foi relatado. O gengibre melhorou os sintomas (por exemplo, desequilíbrio e náusea) associados com a descontinuação abrupta ou o abandono intermitente de inibidores seletivos da receptação da serotonina. A administração de 1100 mg da raiz de gengibre 3 vezes ao dia no início de sintomas induzidos pela descontinuação conduziu a um alívio parcial ou completo dos sintomas dentro de 24 a 48 horas. A terapia utilizando o (com) gengibre foi continuada por aproximadamente 2 semanas, o tempo necessário para que os sintomas desapareçam. A inibição de síntese de tromboxano conduz à inibição da agregação das plaquetas, mas a evidência indica que esta reação é dependente da dose ou pode apenas ocorrer com gengibre fresco. Os únicos 2 relatórios in vivo que relatam uma função anormal das plaquetas envolveram o consumo de grandes quantidades de gengibre cru, 1 voluntário consumiu grandes quantidades de marmelada contendo 150g de gengibre e um estudo administrou 5 gramas diárias de gengibre fresco e cru por 1 semana.
Um estudo foi incapaz de detectar mudanças mensuráveis no tempo de sangramento, na contagem de plaquetas, ou na agregação das plaquetas seguidas de uma única dose de 2g de gengibre seco em 8 homens saudáveis; O suco preparado da raiz de gengibre foi encontrado capaz de inativar in vitro a mutagenicidade dos produtos de pirólise do triptofano; Não há nenhum relato de toxicidade severa pela ingestão de gengibre em seres humanos; Um ensaio clínico (N = 12) empregou a manometria gastroduodenal para avaliar efeitos procinéticos do gengibre durante jejum e pósprandial em voluntários saudáveis. Um aumento significativo na mobilidade antral e na resposta motora in corpus, com uma tendência para o aumento da resposta motora em todas as regiões foi encontrada. Entretanto, nenhum efeito do gengibre na mobilidade gástrica usando uma técnica de absorção do acetaminofeno foi encontrado em 16 voluntários saudáveis; Um estudo duplo-cego (N = 36) comparou o efeito de 940 mg de pó da raiz de gengibre contra 100 mg de dimenhidrinato e o placebo (a erva moruagem) na prevenção da cinetose. As preparações foram administradas 20 a 25 minutos antes de colocar os voluntários com os olhos vendados em uma cadeira giratória. Aqueles que recebem a raiz do gengibre permaneceram na cadeira por mais tempo (uma média de 5,5 minutos, comparada com 3,5 e 1,5 minuto para os grupos do dimenhidrinato e o placebo, respectivamente), e 50/0 permaneceu na cadeira pelos 6 minutos completos do teste. Nenhum dos voluntários nos outros grupos terminaram o teste. No total, o grupo que recebeu gengibre levou mais tempo para começar a sentir enjoo, porém uma vez que o centro de vômito foi ativado, as sensações de náusea e o vômito progrediram na mesma taxa em todos os grupos. Um estudo duplo-cego e placebo controlado em cadetes da Marinha com enjoo marítimo (N = 79), relatou reduções significativas dos sintomas (vômito e calafrios) e visivelmente suprimiu a tontura após a administração de 1 grama de raiz de gengibre. O nistagmo foi relatado como não alterado. Um estudo que envolveu 1741 participantes em uma excursão de barco no oceano descreveu que a administração de 250 mg de gengibre antes da partida foi tão eficaz quanto o cinnarizino, a escopolamina, o dimenhidrinato, o meclizino, e o ciclizino. O gengibre (500 mg a cada 4 horas) e o dimenhidrinato (100mg a cada 4 horas) foram comparados em um outro estudo duplo-cego, e efeitos protetores similares foram observados, porém aqueles que recebem o gengibre não relataram nenhum efeito colateral. Outros ensaios não mostraram nenhuma diferença significativa entre gengibre, drogas antieméticas e o placebo a respeito dos sintomas gástricos e não gástricos; Um outro estudo placebo controlado avaliou a habilidade dos participantes de tolerar movimentos da cabeça enquanto sentados em uma cadeira giratória de olhos vendados. O gengibre foi comparado contra a escopolamina (0,6 mg por via oral) em diversos grupos pequenos de participantes. Concluiu-se que o gengibre administrado em doses de 500 a 1000mg de pó de gengibre ou 1000mg de raiz de gengibre fresco não ofereceu nenhuma proteção contra a cinetose sob várias condições de teste, enquanto o grupo da escopolamina pode tolerar um aumento significativo no número de movimentos da cabeça. No mesmo estudo, o esvaziamento gástrico e a atividade elétrica gástrica (através de um electrogastrograma [EGG]) foram avaliados em 2 grupos pequenos.
O gengibre parcialmente inibiu e estabilizou o taquigastria mas não afetou a amplitude do EGG. Os efeitos antieméticos do gengibre foram comparados com a metoclopramida e o droperidol na prevenção da náusea e vômito pós-operatória. Um ensaio perspectivo, randomizado e duplo-cego (N := 120) avaliou 1 g da raiz de gengibre em pó contra 10 mg de metoclopramida administrado 1 hora antes da anestesia em mulheres que se submeteram-se a laparoscopia ginecológica. A anestesia foi induzida com propofol, fentanil e atracurium. Os resultados obtidos concordaram com aqueles de estudos precedentes - o gengibre e a metoclopramida foram igualmente eficazes e foram mais eficazes do que o placebo na redução da incidência da náusea e vômito e pós-operatório (21 %, 27 e 41 %, respetivamente). A necessidade para antieméticos no pós-operatório foi reduzida significativamente naqueles pacientes que recebem o gengibre comparado com grupo de placebo (15% contra 38%, P = 0,006); Em uma comparação - placebo controlada contra o droperidol, nenhuma diferença estatisticamente significativa foi encontrada com a raiz de gengibre ou a raiz de gengibre acompanhada do droperidol na incidência da náusea e vômito e pós-operatório em 120 mulheres que se submeteram à laparoscopia ginecológica. A anestesia foi induzida com tiopental, fentanil e succinilcolina. Os tratamentos consistiram na administração de dropendol (1,25 mg por IV), da raiz de gengibre por via oral (1g administrada 1 hora antes da indução anestésica e 1 g administrada 30 minutos antes da liberação da paciente), e o gengibre mais o droperidol ou o placebo. Enquanto a incidência da náusea pós-operatória (20%, 22°C, 33%, e 32°C) e do vômito (13%, 25%, 25%, e 35°'C) não alcançou um significado estatístico, as figuras parecem ter uma importância clínica potencial; Um estudo sobre a dosagem (randomizado, duplo-cego e placebo controlado) concluiu que 0,5 9 e 1 9 da raiz de gengibre em pó foi ineficaz em reduzir a incidência da náusea e vômito e pós-operatório em 108 pacientes. Entretanto, a metodologia deste ensaio em particular (são) é questionável.. Para permitir que o aroma de identificação das cápsulas de gengibre se dissipassem, as cápsulas foram removidas de seu recipiente original e armazenadas em grupo de 2 cápsulas por 2 dias em um sacos de plástico, até que o odor tivesse desaparecido. A eliminação do aroma significa que os princípios pungentes (incluindo os composto sesquiterpênicos que produzem o aroma característico do gengibre), responsáveis para a atividade farmacológica do gengibre, também foram eliminados.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Gengibre

Ficha Técnica: Zingiber officinalis
Nome Técnico: Zingiber officinalis Roscol
Nomes Populares: gengibre
Família: Angiospermae – Família Zingiberaceae
Origem: Originária da China.

Gengibre (Zingiber officinalis) – Descrição:

É uma planta herbácea de altura em torno de 1,30 m, mas em vasos fica com apenas 0,60 m.
As folhas estreitas parecem gramínea, saindo diretamente do rizoma, que é engrossado, fibroso e úmido de sabor e perfume característico.
As flores que por ventura surgem, em geral são estéreis, em inflorescência do tipo espiga e que se assemelham às das orquídeas.

Gengibre (Zingiber officinalis) – modo de cultivo:

Gengibre (Zingiber officinalis)
Gengibre (Zingiber officinalis)
Cultiva-se o gengibre à meia-sombra, sob árvores ou cultivo protegido com sombra a 50%.
O solo deverá ser fértil, solto e ser mantido úmido.
Para canteiros, destorroar e remexer numa profundidade de 20 cm, acrescentando adubo animal de curral bem curtido e areia.
Plantar os rizomas quase à superfície e manter o canteiro úmido com regas frequentes.
Para vasos, proteger o furo de drenagem com pedras ou um pedaço de não-tecido, colocar areia e uma mistura de composto orgânico e adubo animal de curral bem curtido mais areia em partes iguais, misturar bem e plantar da mesma forma que no canteiro.
Manter o substrato úmido e cultivo protegido.
Esperar para colher os rizomas quando estiver bem desenvolvido.
A propagação é feita através dos rizomas, você pode comprar destes que tem no mercado no balcão de hortaliças.
Corte em pedaços e reserve um para usar em receitas.

Uso culinário e medicinal

Gengibre (Zingiber officinalis) - temperos
O gengibre é conhecido por seu uso em pratos orientais, dando um acento inigualável.
Mas pode ser empregue em bolos e pães, ralados bem fino.
Para creme branco então, dá um toque especial ao leite.
Mas o gengibre tem uma propriedade ainda pouco explorada, que é seu uso para resfriados e dores de garganta, associado a raminhos de alecrim, num chá para tomar ou gargarejar.

domingo, 25 de março de 2018

cultivar gengibre em casa


Talvez você ache que plantar gengibre em casa seja uma tarefa difícil... Muito pelo contrário! Na verdade, plantar gengibres se torna uma tarefa simples se você tiver alguns cuidados. Confira as dicas que preparamos! 

- Comece na primavera. Como é uma espécie tropical, o gengibre não se dá bem com temperaturas baixas. 

- Escolha a sua planta. Existem muitas espécies de gengibre, a mais comum é a Zingiber officinale. Compre a raiz em supermercados ou feiras – se possível, compre o gengibre orgânico. Dê preferência para as rizomas (raízes) sem rugas e roliças. Será melhor ainda que o gengibre esteja com pontinhos verdes na ponta dos “dedos” – mas isso é opcional. 

- Faça o plantio. Você deve cortar o seu gengibre em pedaços e deixar secando por alguns dias. Após, coloque os pedaços em um vaso ou no próprio solo, em buraquinhos de 5 a 10 centímetros de profundidade.

- Cuide! Lembre-se de manter a terra sempre úmida. O que é bom para o gengibre: luz solar filtrada, tempo morno, umidade, solo rico e úmido. O que é ruim para o gengibre: geada, sol direto, terra encharcada e ventos fortes.

Quando tiver seu gengibre em casa, aproveite todos seus benefícios! Como é um potente diurético, considerado termogênico, aumenta o metabolismo e faz o corpo gastar mais energia, por isso é bebido principalmente por quem procura emagrecer. O gengibre ajuda ainda na digestão, age contra a azia e os gases intestinais, sem falar que deixa o corpo aquecido.   ;) 

sábado, 26 de novembro de 2016

Gengibre


(Zingiber officinale)


Por: Rose Aielo Blanco*

"O balão vai subindo, vem caindo a garoa"... festas juninas lembram frio e para espantá-lo nada melhor que uma boa caneca de quentão. Será que é verdade? Bem, de acordo com a fitoterapia chinesa, o gengibre, ingrediente básico do poderoso quentão, tem mesmo esta capacidade de espantar o frio. Mas o famoso gengibre vai muito além do quentão. Vamos conhecer melhor esta raiz de sabor intenso.

O gengibre (Zingiber officinale) é uma planta herbácea da família das zingiberáceas. Originário da Ásia é conhecido na Europa desde tempos muito remotos, para onde foi levado por meio das Cruzadas. No Brasil, o gengibre chegou menos de um século após o descobrimento. Naturalistas que visitavam o país (colônia, naquela época) achavam que se tratava de uma planta nativa, pois era comum encontrá-la em estado silvestre. Os indígenas chamavam-na de mangaratiá ou magarataia.

Hoje, o gengibre é cultivado principalmente na faixa litorânea de Santa Catarina, do Paraná e no sul de São Paulo, em razão das condições de clima e de solo mais adequadas. Trata-se de uma planta perene da Família das Zingiberáceas, que pode atingir mais de 1 m de altura. As folhas verde-escuras nascem a partir de um caule duro, grosso e subterrâneo (rizoma). As flores são tubulares, amarelo-claro e surgem em espigas eretas.

Como planta medicinal o gengibre é uma das mais antigas e populares do mundo. Suas propriedades terapêuticas são resultado da ação de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.

Popularmente, o chá de gengibre, feito com pedaços do rizoma fresco fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosse, resfriado e até ressaca. Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal e cólicas menstruais.

Desde a Antigüidade, o gengibre é utilizado na fabricação de xaropes para combater a dor de garganta. Sua ação anti-séptica pode ser a responsável pela fama, tanto que muitos locutores e cantores revelam que entre os seus segredos para cuidar bem da voz está o hábito de mastigar lentamente um pedacinho de gengibre.

No Japão, massagens com óleo de gengibre são tratamentos tradicionais e famosos para problemas de coluna e articulações. Na fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre é chamada de Gan Jiang e apresenta as propriedades acre e quente. Sua ação mais importante é a de aquecer o baço e o estômago, expelindo o frio. É usada contra a perda de apetite, membros frios, diarréia, vômitos e dor abdominal. Aquece os pulmões e transforma as secreções. Na medicina Ayurvédica, o Zingiber officinale é conhecido como "medicamento universal".
Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a ação dessa planta sobre o sistema digestivo, tornando-a oficialmente indicada para evitar enjôos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.

Cultivo

Os rizomas da planta, as partes subterrâneas e comestíveis, são os responsáveis pela propagação vegetativa. A produção no Brasil é pequena e quase totalmente absorvida pelo mercado externo. Para o cultivo, o solo ideal deve ser argilo-arenoso, fértil e de boa drenagem. A cultura necessita de muita água, mas não suporta encharcamento. De acordo com os técnicos do Instituto Agronômico do Paraná, o plantio deve ser feito no início da estação das chuvas.

O gengibre prefere solos com pH entre 5,5 e 6,0 e a correção com calcário deve ser feita no mínimo três meses antes do plantio. Os sulcos de plantio precisam ter cerca de 15 centímetros de profundidade e a distância recomendada entre os rizomas é de 5 a 8 centímetros. Depois de plantados, os rizomas são cobertos com uma camada de 10 centímetros de terra.

Embora resistente, o gengibre necessita de alguns tratos culturais: a chamada "amontoa" (o rizoma cresce para cima, portanto, é preciso cobri-lo periodicamente com terra), a irrigação e o controle de pragas. O ciclo da planta varia de sete a dez meses. Os rizomas estão no ponto de colheira quando as folhas começam a amarelar.

Sabores e prazeres


O gengibre tem ação bactericida, é desintoxicante e acredita-se também que possua poder afrodisíaco. Suas propriedades afrodisíacas e estimulantes são conhecidas há séculos. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida ação na circulação sangüínea, ele é utilizado contra a disfunção erétil. Uma pesquisa da Unicamp, realizada em coelhos, comprovou os efeitos. Além disso, o óleo de gengibre também é utilizado para massagear o abdome, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais.

O gengibre possui sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.

O gengibre fresco é amplamente utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco (com o gengibre espremido) para temperar frango e as conservas (beni shouga) feitas com os rizomas jovens são consumidas puras ou com sushi. Já o gengibre cristalizado é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático.

Dica para cristalizar gengibre

Retire a pele e corte-o em fatias finas. Coloque em uma panela e cubra com água. Deixe cozinhar até que fique macio, por cerca de 30 minutos. Escorra a água e coloque na panela a mesma quantidade de açúcar que a de gengibre. Adicione um pouco de água e deixe levantar fervura. Mexa o tempo todo, até o gengibre ficar transparente e o líquido evaporar. Retire da panela e passe os pedaços de gengibre no açúcar. Guarde num vidro limpo e seco, bem fechado e use antes de completar três meses.

Quentão

Quanto ao bom e velho quentão das festas juninas, existem várias versões. Algumas bem típicas de determinada região do Brasil. Esta receita é uma das mais básicas:

Ingredientes
1 litro de cachaça ou aguardente 
5 limões 
1 pedaço de gengibre cortado em pedacinhos 
4 cravos 
3 paus de canela 
1/2 litro de água 
1 copo de açúcar

Preparo 
Numa panela grande ou caldeirão, misture todos os ingredientes e deixe ferver. Depois, coloque em uma chaleira e mantenha sempre quente.