domingo, 5 de agosto de 2018

LICHIA BRANCA OU LONGANA OU OLHO DE DRAGÃO


Lichia Branca ou Longana ou Olho de Dragão

Lichia Branca ou Longana ou Olho de Dragão
Lichia Branca ou Longana ou Olho de DragãoNome científico: Euphoria longana
Nativa do sul da Ásia, é uma árvore tropical que produz frutos comestíveis cujo aspecto é o significado chinês da palavra longan: "Olho de Dragão".
Árvore de grande porte, pode alcançar até 10m de altura, mas através de podas pode ficar mais ao alcance das mãos, como as mangueiras. As folhas são verde-escuro e as inflorescências surgem nos ramos jovens em muitas flores brancas. O fruto arredondado possui casca quebradiça que envolve a bela polpa branca, a qual rodeia uma dura e grande semente marrom. No Brasil é mais costume que sejam consumidos in natura, mas em regiões da Ásia são preparados em calda. Embora todas as variedades de lichia sejam doces e suculentas, a Branca tende a ser um pouco mais firme e seca, de doçura mais acentuada. Os frutos são ricos em Vitamina C, cálcio, potássio, fósforo e ferro.
Para boa produtividade, é importante que ao clima seja frio e seco antes da floração (que ocorre em junho) porém quente e úmido no decorrer do ano.

ÁRVORE DA CASTIDADE OU ANGOLA


Árvore da Castidade ou Angola

Árvore da Castidade ou AngolaNome científico: Vitex agnus castus
Originária da região Mediterrânica, essa planta pertence à família das Verbanaceae e tem uma série de nomes populares: vitex, agno-casto, anho-casto, agno-puro, árvore-da-castidade, alecrim-de-angola, cordeiro-casto, flor-da-castidade, pimenteiro-silvestre. 
É um arbusto muito bonito, de copa larga, de onde surgem belas e pequeninas flores arroxeadas de compridas hastes, lembrando bem o aspecto das alfazemas. As sementes parecem grãos de pimenta.
Os gregos já conheciam essa planta e seus usos, e hoje ela se popularizou devido às propriedades medicinais que são benéficas principalmente às mulheres. Não se conhece bem o motivo pelo qual ficou conhecida como Árvore da Castidade... mas há relatos em antigos manuais dizendo do uso dessa planta como medicina à tratamentos sintomáticos da menstruação. 
O motivo da sua eficácia se dá porque, atuando sobre a Hipófise, faz com que a progesterona aumente, melhorando a regularidade menstrual, controlando o fluxo, aliviando desconfortos. Também ajuda a estabilizar a perimenopausa - período que antecede a menopausa - diminuindo a dor nos mamilos e melhorando a libido. Tem ação efetiva como antiinflamatório, antiséptico, calmante, diurético, estimulante, sedante, expectorante. Pode também tratar hemorróidas, diabetes, diarréia, lactação deficiente, ejaculação involuntária. Atua contra a depressão, deixa a mulher bem humorada, diminiu a ansiedade, insônia, palpitações, taquicardia, vertigens. Pode até auxiliar no combate à infertilidade feminina.
Os tratamentos manifestam melhora dos sintomas em aproximadamente 3 meses de uso, e convém que seja tomado pela manhã ao levantar, que é quando a hipófise está mais ativa. É comum hoje em dia que mulheres que recorrem ao Vintex como tratamento prolongado optem pelo seu uso através de um fitoterápico próprio. No entanto, há que se atentar aos efeitos colaterais que podem ser sérios, como "rash" cutâneo, urticária, náusea, vómito, boca seca, dor de cabeça, tontura, sonolência, confusão e agitação, por isso caso deseje fazer tratamento com essa planta, é necessário se aprofundar no estudo dela e consultar um profissional.

JENIPARANA


JeniparanaNome científico: Gustavia augusta
Nativa do sub-bosque da Floresta Amazônica, ocorre em locais úmidos porém livres das enchentes. 
O nome Geniparana vem do Tupi-guarani e quer dizer “árvore semelhante ao Genipapo”. É conhecida também como castanha fedorenta, Mata-matá branco e Pau-bosta (devido ao cheiro que tem a madeira quando queimada).
Árvore que quando cultivada a sol pleno não utlrapassa 4m de altura, mas em seu habitat natural pode alcançar os 10m. A copa globosa é composta por densa folhagem, que tende a se concentrar nas pontas dos ramos. O tronco é cilíndrico e bifurcado, de pequenas dimensões, com casca fina e lenticelado (com pequenas escamas) e tem coloração castanho acinzentado. Os ramos jovens são esverdeados com pontuações esbranquiçadas (que são glândulas de trocas gasosas). As lindas flores são hermafroditas e causam um espetáculo de beleza. Os frutos são do tipo pixídio (com casca dura e uma tampa ou opérculo que se abre) abrigando sementes lisas marrons ariladas por substancia oleosa que pode ser retirada e usada na culinária em geral (no lugar do óleo comum). As sementes após torradas são comestíveis e a casca depois de seca e limpa pode ser usada em trabalhos artesanais.
Apresenta crescimento moderado, aprecia solos vermelhos e arenosos com rápida drenagem da água das chuvas.. Essa espécie pode ser cultivada tanto no sol como na sombra. É resistente a geadas leves. 

AÇAÍ PESCOÇO VERMELHO


Açaí Pescoço Vermelho - Raro

Açaí Pescoço Vermelho - RaroMais ornamental que o açaí convencional devido ao pseudocaule vermelho ou alaranjado, essa palmeira é muito rara mesmo em seu habitat natural em regiões de solos arenosos da caatinga e savanas da bacia amazônica.
Esse açaizeiro chega a medir 10m de altura, com touceiras de poucas hastes.
As bases de suas raízes também vermelhas ficam expostas sob o solo, e são utilizadas para preparar extratos contra malária (tratada na medicina popular com os frutos), hepatite, febre amarela e pneumonia.
Os frutos possuem os mesmos usos do açaí comum, os quais precisam passar por alguns processos antes do consumo para desprender a polpa do caroço. Isso pode ser feito em máquinas simples ou mesmo manualmente (depois de ter ficado de molho na água, é amassado). Esses proccessos devem ser feitos imediatamente após a colheta, caso contrário os frutos começam a oxidar. Depois disso, as sementes secas destinam-se ao artesanato.
Muito consumido como suco, creme, sorvete ou pirão, pode ainda servir para o preparo de geleias e até vinhos. Na Amazônia o açaí é tradicionalmente acompanhado pela farinha de mandioca ou tapioca, geralmente gelado. Há quem prefira fazer um pirão com farinha e comer junto com peixe assado ou camarão. Portanto, é bem versátil com relação ao acompanhamento doce ou salgado. As propriedades estimulantes presentes no fruto são semelhantes às encontradas no café ou em bebidas energéticas.

ESTEVIA


Adoçante Natural EsteviaNome científico: Stevia rebaudiana
Nativa da América do Sul, a estévia popularizou-se devido à doçura de suas folhas que podem substituir o açúcar e outros adoçantes. Os índios guaranis há muito já utilizam essa erva para adoçar remédios.
Planta de hábito arbustivo que não ultrapassa os 80cm de altura e que com o passar do tempo forma múltiplos brotos. A raiz é perene, fibrosa e filiforme.
Estudos científicos revelaram que alguns dos nutrientes que podem ser encontrados na erva stévia são zinco, vitamina C, vitamina A, proteínas, potássio, fósforo, magnésio, ferro e cálcio, além de ser excelente fonte de fibra. Para os diabéticos, é uma excelente opção pois estimula a liberação de insulina e normaliza a resposta à glicose, no entanto pessoas com ingestão controlada de açúcares por motivos de doença devem consultar o médico antes de fazer uso dessa planta como adoçante recorrente.
 
Chá de estévia com gotas de limão é saboroso mas deve ser tomado com parcimônia pois é medicinal, no entanto é recomendado em casos de compulsão por doces, porque proporciona sensação de saciedade. Para casos de depressão e fadiga também pode-se tomar o chá bem diluído, o que também é benéfico para quem está tentando parar de fumar.
 
O cultivo não tem segredos, mas a planta precisa estar com o solo sempre úmido.